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Monster issues

por Carla Hilário Quevedo, em 11.03.15

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 Mais ilustrações no meu querido Bored Panda

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publicado às 19:52

Incompetência

por Carla Hilário Quevedo, em 11.03.15

Por vezes, o que mais nos indigna são os pormenores nas histórias revoltantes. O caso das muçulmanas inglesas que viajaram de Londres para se juntarem ao Estado Islâmico é um exemplo. O lado revoltante é estas raparigas nascidas e bem educadas em Inglaterra se terem deixado seduzir pela propaganda do EI. Não sei se a inexperiência, as hormonas ou o imperativo irracional de abraçarem uma causa serão explicações, ainda que insatisfatórias. Há que estar muito desesperado para ir viver com estes selvagens, criminosos, misóginos e iconoclastas perigosos. Mas além do futuro sinistro que as espera, há um pormenor que não sai da minha cabeça. Os aeroportos, sobretudo os de Londres, estão sob vigilância atenta, por culpa dos amiguinhos destas raparigas. Apesar disso, uma delas passou pelas autoridades com um passaporte que não era dela. As outras duas eram demasiado jovens para viajarem sozinhas. E não é que nenhuma teve problemas em embarcar?

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 6-3-15

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publicado às 19:47

Terrorismo cultural

por Carla Hilário Quevedo, em 11.03.15

O ataque do autoproclamado Estado Islâmico ao Museu de Mosul foi reproduzido pelas televisões vezes sem conta, como se não fossem «imagens capazes de ferir a sensibilidade dos espectadores». A destruição a martelo de esculturas com milhares de anos não é a execução de seres humanos, mas o que move uma e outra é a mesma bestialidade. Não fui capaz de ver mais de uns segundos. Amy Davidson, na New Yorker, conta que especialistas viram as imagens inúmeras vezes para poderem perceber se estátuas, frisos ou relevos eram réplicas ou originais. Um relevo e estátuas que se desfizeram em pó à primeira pancada era réplicas em gesso sem valor. Os originais estão a salvo no Museu Britânico, em Londres. O pior aconteceu quando os selvagens tiveram dificuldade em destruir as obras. Peças em pedra com milhares de anos não são fáceis de destruir, nem com martelos pneumáticos. Uma das estátuas, enorme, de um touro alado com cabeça de homem tinha três mil anos.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 6-3-15

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publicado às 19:44