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Continuando

por Carla Hilário Quevedo, em 17.03.15

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Uma maravilha de cartoon em The New Yorker.

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publicado às 19:37

Terceira

por Carla Hilário Quevedo, em 17.03.15

A segunda temporada de House of Cards foi mais maquiavélica do que a primeira e ultrapassou o original britânico com o divertido Ian Richardson no papel de Francis Urquhart, nome macbethiano que passou a Frank Underwood na versão americana. Havia expectativas para a terceira temporada, mas ao segundo episódio parece que não voltaremos a ter as alegrias que a série nos deu. Num artigo no Washington Post são referidos vários 'disparates', que fazem de House of Cards 'a pior série de sempre sobre política americana'. Mas dizer que a mulher do Presidente dos Estados Unidos nunca seria nomeada como Embaixadora das Nações Unidas não é uma crítica válida sobre uma série de ficção. É até um disparate. Ou será que havia a expectativa de haver tomadas de poder na Casa Branca como a que fez o casal Underwood? Não é por estar longe da 'realidade' que House of Cards me parece pior agora. É por os dois vilões estarem transformados num casal à procura de emprego.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 13-3-15

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publicado às 19:31

Não ceder

por Carla Hilário Quevedo, em 17.03.15

Sadie Stein escreve sobre 'pequenas coisas' na revista The Paris Review. Como é comum acontecer, parece que escreve sobre pormenores ou aspectos da vida quotidiana, quando na verdade o que faz é não escrever sobre temas da actualidade. Num texto sobre timidez, Stein refere a dificuldade de em miúda conseguir relacionar-se com os colegas de escola e de optar pelo aparente conforto da solidão. A mãe explicava o comportamento como 'timidez', como se fosse natural e houvesse pouco a fazer. As coisas começaram a mudar quando o pai lhe disse que toda a gente era assim, mas alguns 'não cediam à timidez'. A vida mudou a partir daí. O medo de entrar numa sala cheia de gente não desapareceu por completo, mas passou a estar menos presente. Também não lhe aconteceu passar ao extremo de ser uma pessoa exuberante (por vezes secretamente as mais tímidas). Simpatizei com o tema. A timidez não é uma doença, mas tem cura. E a vida melhora quando desaparece.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 13-3-15

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publicado às 19:29