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O regresso de Game of Thrones

por Carla Hilário Quevedo, em 13.04.15

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App ePicEffects com filtro Sage

 

O canal SyFy teve a delicadeza de transmitir a quarta temporada de Game of Thrones, baseada na obra homónima de George RR Martin, autor também da série, em sessões continuas este sábado e domingo. Uma vez que se trata de uma série com inúmeras personagens, histórias que se cruzam, a produção é demorada e o espaço de tempo entre a exibição de cada temporada é de um ano. Quer isto dizer que a primeira temporada de Game of Thrones já foi transmitida há demasiado tempo para nos lembramos de pormenores da história. Está algures perdida em 2011 para os que não têm a série em dvd. Rever a quarta foi excelente, mas o ideal para os espectadores tinha sido uma semana de reposições dos episódios das temporadas de Game of Thrones já exibidas. Fica o pedido para a semana anterior à estreia da sexta, para o ano.

 

Dado o número elevado de personagens mortas, e intuindo a dificuldade de mesmo os fãs se lembrarem se uma personagem está viva ou não, a Slate elaborou um questionário com vinte perguntas para nos reavivar a memória. Mesmo sendo fã da série televisiva desde o primeiro momento (não li um único livro da saga), obtive um resultado que fica um pouco aquém do que esperava. Lembrava-me de 14 mortos ou vivos, quando a resposta média é 17 respostas correctas. Para dizer a verdade toda, nem sequer me lembrava da existência de algumas personagens, como Yoren, protector de Arya Stark na primeira e segunda temporadas, ou Rickon Stark, o irmão mais novo de Bran Stark (o rapaz que foi atirado da janela por Jamie Lannister, quando Bran o surpreendeu e à irmã, Cersei, num momento incestuoso, e que ficou sem poder andar), que desde a terceira temporada se encontra ao cuidado de Jon Umber, aliado dos Stark. O Greatjon, como também lhe chamam, não estava presente no casamento onde foi morta uma parte substancial do clã Stark, aquele que provavelmente apresenta mais vítimas de homícidio na série, a começar pela figura (que julgávamos) principal de Eddard Stark, logo na primeira temporada.

 

Por serem guerreiros ou ocuparem lugares de poder, morrem mais homens do que mulheres. Mas o futuro parece radioso para as personagens femininas. Com a morte de Joffrey Lannister e a entronização do irmão Tommen Baratheon, ainda demasiado jovem, será a vez de Cersei Lannister governar? O pai, Tywin Lannister, está fora de cena e Cersei pode por fim ser uma rainha de pleno direito como regente do filho. Isto para não falar da ameaça neoconservadora de Daenerys Targaryen, mãe de três dragões imprevisíveis (na quarta temporada, um dos dragões quase a comia viva), que libertou os escravos de Yunkai e Astapor, terras que depois da deposição dos senhores se vêem a braços com perigos ainda maiores, além da escravização renovada. E a promessa que é Sansa Stark, com o aliado perigoso, Petyr ‘Littlefinger’ Baelish?

 

Será Cersei a digna sucessora do seu pai? Será que os dragões, como aconteceu com o meu gato, vão crescer e sossegar? Será Daenerys a líder mais indicada? Ou é aborrecida como todas as pessoas que só pensam na justiça? E Sansa? Que efeitos terão a companhia traiçoeira de Littlefinger na adolescente? Ah, perguntas, perguntas... Ainda bem que a quinta temporada estreia hoje.

 

Publicado na edição de hoje do i.

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publicado às 18:24