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Obsessão antiga

por Carla Hilário Quevedo, em 21.05.15

Todos os dias lemos notícias ou vemos anúncios que nos informam dos nossos deveres para viver melhor. Na televisão temos o apelo diário ao consumo de cálcio. Nos jornais multiplicam-se os artigos sobre a necessidade de dormir bem. Katharine A. Craik é autora de um texto publicado no site History Today que nos informa que não é uma obsessão moderna. No século XVII já havia médicos a recomendar soníferos e métodos naturais para dormir as sete a nove horas na altura recomendadas. Fatias de pão embebidas em vinagre e atadas aos pés era um dos métodos revolucionários que felizmente foram substituídos por comprimidos e chás. Outra recomendação que não mudou foi a de dormir durante a noite e estar acordado durante o dia. O luar, a falta de cortinas e a luz das velas eram inimigos do descanso, tal como são hoje os ecrãs luminosos dos smartphones e dos tablets. Ainda havemos de descobrir que os comprimidos de cálcio são como as fatias de pão em vinagre.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 15-5-15

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publicado às 19:34

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 21.05.15

Lilla "Little Red" Crawford

 

... a palestra de ontem sobre Stephen Sondheim, no Museu Nacional da Música, tinha um tema demasiado ambicioso para a hora, hora e meia de exposição. Havia mais a dizer sobre as letras de cada canção que ouvimos (dez, oito de Sondheim) e também, claro, muito mais a contar sobre a vida de Sondheim. Parei aos 16 anos, quando "iniciou" a sua carreira. A minha ideia era tentar contrastar coisas tão inesperadas com uma vida de isolamento dos pais na infância e na adolescência e letras que revelam um profundo conhecimento da relação entre as pessoas, homens, mulheres. É alguém que sobrevive à família que não escolheu e, num certo sentido, à família que adoptou, os Hammerstein. É um caso (não há nenhuma intenção de generalizar da minha parte) de um filho que é melhor do que os dois pais. Ao contrário do que se possa pensar, Sondheim não é um génio solitário. E não é preciso conhecer a vida deste homem para sabermos isto. Basta ouvirmos atentamente (seguindo a letra) um tema como You Could Drive A Person Crazy, de Company (aproveito para deixar aqui os nomes das intérpretes das três amigas de Bobby que cantam a versão original de 1970: Susan Browning, Pamela Myers e Donna McKechnie). Obrigada aos que vieram. 

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publicado às 07:51