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Perigo no autocarro

por Carla Hilário Quevedo, em 03.06.15

Cheguei a esta notícia por um artigo publicado no site da cadeia de livrarias Barnes & Noble. Sarah Auger, de oito anos, canadiana, gostava de ocupar os vinte minutos que demorava a chegar da escola a casa a ler um livro no autocarro. A criança levava um livro para se entreter naquele trajecto e tudo estava em paz até um dia o motorista lhe dizer que não devia ler no autocarro porque os outros meninos podiam levantar-se para ir ver. Se houvesse uma paragem brusca, alguém ainda se magoava, a começar pela leitora que podia bater com a cabeça no canto do livro. Será que a criança não levava um paperback? Esta é só uma história sobre uma jovem leitora que não quer brincar no autocarro com os colegas porque tem mais que fazer. O adulto não percebe a autonomia e quer impor regras. Quanto ao motorista, se tem uma fixação tão grande com a segurança então o melhor será não transportar ninguém. Quanto a Sarah, sugiro ao pai que lhe ofereça um Kindle. 

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 29-5-15

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publicado às 17:03