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Dos Antigos

por Carla Hilário Quevedo, em 01.07.15

Sargent_-_Muddy_Alligators.jpg

John Singer Sargent, Muddy Alligators, 1917 

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publicado às 19:09

Já agora

por Carla Hilário Quevedo, em 01.07.15

Nero's Deadline

C. P. Cavafy, 1915

 

Nero wasn’t worried at all when he heard
the utterance of the Delphic Oracle:
“Beware the age of seventy-three.”
Plenty of time to enjoy himself still.
He’s thirty. The deadline
the god has given him is quite enough
to cope with future dangers.
 
Now, a little tired, he’ll return to Rome—
but wonderfully tired from that journey
devoted entirely to pleasure:
theatres, garden-parties, stadiums...
evenings in the cities of Achaia...
and, above all, the sensual delight of naked bodies...
 
So much for Nero. And in Spain Galba
secretly musters and drills his army—
Galba, the old man in his seventy-third year.

 

Tradução de Edmund Keeley e Philip Sherrard, C.P. Cavafy: Collected Poems, Princeton University Press, 1975, p. 87.

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publicado às 19:03

Terrorismo

por Carla Hilário Quevedo, em 01.07.15

O massacre de nove pessoas executado por Dylann Roof numa Igreja em Charleston provocou um debate nos Estados Unidos sobre se pode ou não ser considerado um ataque terrorista. Parece que se estes homicídios em massa, frequentes naquele país, fossem classificados como "terrorismo doméstico", seria possível adoptar medidas de prevenção. Não sei que medidas seriam estas, mas percebi uma coisa. Visto que muitos destes assassinos são defensores de posições racistas, de extrema-direita, ou simplesmente negam a autoridade do Estado, seria legítimo aplicar uma vigilância rigorosa até agora só possível nos casos de extremistas islâmicos. Não sei se estas medidas podem trazer resultados. Porém, penso que o mais importante é saber se chamar aos crimes 'terrorismo' tornaria impossível à defesa destes criminosos alegar argumentos de insanidade temporária para reduzir a sentença. Se a minha intuição estiver certa, então passemos a chamar os bois pelos nomes. 

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 26-6-15

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publicado às 18:51

WikiLeaks ataca outra vez

por Carla Hilário Quevedo, em 01.07.15

Uma troca de correspondência entre o filho de Osama bin Laden, Abdul, e os serviços secretos da embaixada dos Estados Unidos na Arábia Saudita foi revelada ao público. O filho do terrorista pediu uma certidão de óbito do pai. As autoridades americanas responderam que o documento não existe. O procedimento é normal nestes casos. Por outro lado, uma vez que o processo de bin Laden foi declarado nolle prosequi (arquivo do processo por desistência) por causa da sua morte, o Departamento de Justiça americano poderia emitir um documento semelhante ao que foi pedido. Não sabemos o que levou o filho a fazer o pedido nem se terá seguido alguma via diplomática. Esta história burocrática surge na sequência da divulgação pelo WikiLeaks de um conjunto de milhares de emails que pertencem ao Ministério dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita. Não nos surpreendamos se aparecerem testemunhas a afirmar que viram Osama bin Laden numa esplanada no Estoril. 

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 26-6-15

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publicado às 18:49

Inspirar, expirar

por Carla Hilário Quevedo, em 01.07.15
Che Fece... Il Gran Refiuto
C. P. Cavafy, 1901
 
For some people the day comes 
when they have to declare the great Yes 
or the great No. It’s clear at once who has the Yes 
ready within him; and saying it, 

 

he goes from honor to honor, strong in his conviction. 
He who refuses does not repent. Asked again, 
he’d still say no. Yet that no—the right no— 
drags him down all his life.
 
Tradução de Edmund Keeley e Philip Sherrard, C.P. Cavafy: Collected Poems, Princeton University Press, 1975, p. 12.

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publicado às 08:57

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 01.07.15

Amal-Clooney.jpg

Amal Clooney

 

... ontem passei por um título de um artigo em que se falava de vender o Partenón para ajudar a pagar a dívida. É uma ideia tão delirante quanto a do britânico bem intencionado que lançou um projecto de crowdfunding para pagar os 1,6 mil milhões que a Grécia devia ter pago ontem ao FMI. Por falar em FMI, Lagarde já não ama Varoufákis. Vê-se na linguagem corporal (hoje em dia não é preciso mais provas) que se fartou dele. Já abre os olhos de impaciência e vejo-a de braços cruzados, afastada do homem que recebeu de casaco de cabedal no Eurogrupo. Ah, onde isso já vai... Entretanto, vimos excertos de uma entrevista a Tsipras na ERT. É aquela pose, o sobrolho franzido, os ombros malcriadamente a encolherem, que impressiona muita gente incapaz de ser firme na vida. Parecem admiráveis à distância. Vividos de perto são em geral cansativos. Espero que corra tudo bem e que em vez de um milhão de pobres não passem a ter cinco milhões de um dia para o outro. Estou do lado dos gregos e ao mesmo tempo não estou. 

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publicado às 08:20