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+1 solução cara para animar a economia grega

por Carla Hilário Quevedo, em 13.07.15

Ancient Greek Sandals (um par de cada, até das que apertam pela perna acima)

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publicado às 19:42

Como ajudar a Grécia

por Carla Hilário Quevedo, em 13.07.15

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As negociações deste fim-de-semana para a Zona Euro chegar a acordo estão a ser muito difíceis. A Finlândia, sempre a primeira quando se trata de dificultar a vida ao próximo, já se manifestou contra o terceiro resgate e os rumores das exigências do ministro das Finanças alemão de que a Grécia deve alienar 50 mil milhões de euros de património estatal, se quiser evitar a Grexit, causaram espanto. Nada nesta reunião seria fácil, e ainda menos após a convocação de um referendo que só serviu para distanciar devedores e credores num processo complexo em que a confiança é frágil. Aproveito para lembrar que o referendo, do qual resultou um “oxi” celebrado pela esquerda e simpatizantes, fazia uma pergunta sobre um acordo que já não estava em cima da mesa. O resultado de 61% no “não” legitimou o que não existia, enfraquecendo a posição do governo grego. A vida é muito complicada. Não existe, portanto, uma negociação.

 

Tsipras e Varoufakis arriscam a ficar para a História como os responsáveis pelo aumento dramático da miséria na Grécia, com as consequências que se prevêem. A Europa pode ser uma família disfuncional, mas isso não faz dela diferente da maioria. O governo grego tinha a obrigação de não se aproveitar do desespero para conduzir o país ao abismo. Conheço bem a Grécia e tudo isto me dói na alma. Sou como Juncker, o emocional inútil, a dar uma palmadinha na cara de Tsipras, a gostar daquele povo intenso, a sofrer com o seu sofrimento, e ao mesmo tempo a lamentar a disposição colectiva de preferir tornar o que é mau no que é péssimo por razões que só a literatura descreve bem.

 

Como podemos ajudar a Grécia e o povo grego? A primeira proposta foi fresca, inocente e falhou. Um empresário britânico, Thom Feeney, propôs angariar numa semana os 1,6 mil milhões que a Grécia deve ao FMI através de um sistema de crowdfunding. Os 225,878€ doados foram devolvidos, mas a campanha foi relançada com outras características. Pode ser vista aqui.

 

O Guardian sugeriu a solução mais óbvia: visitar o país. O turismo é uma das principais fontes de receita da Grécia e não é por acaso. A Grécia é um país deslumbrante – como Portugal –, com uma boa gastronomia – a portuguesa é melhor e mais saudável – e as pessoas são afáveis – são sobretudo amáveis para portugueses, espanhóis e italianos, e o mesmo não pode ser dito de nós. Tem, além do mais, sítios arqueológicos únicos, como Delfos, por exemplo.

 

Proponho uma terceira hipótese. É, como gosto, mais cara: o Reino Unido deve mostrar solidariedade com a Grécia e devolver de imediato os Mármores do Partenón sem quaisquer custos. Os defensores da manutenção dos Mármores em Londres teriam assim de se deslocar a Atenas para os verem. Seria, além do mais, a conclusão justa para um problema que se arrasta há mais de 180 anos, quando a Grécia reclamou o seu património. Os frisos e as estátuas são gregos, pertencem à História da Grécia (datados do século V a.C.) e não à história do Museu Britânico (que tem pouco mais de 250 anos). Sim, é mais um tema complexo mas, ao contrário de outros, este tem uma boa solução.  

 

Publicado na edição de hoje do i

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publicado às 19:38

Bebé Magoo

por Carla Hilário Quevedo, em 13.07.15

Simpatizo tanto com esta situação: Baby Girl Sees Mom and Dad Clearly For First Time And Her Reaction Is Priceless. Sete dioptrias num olho e cinco no outro... Viva o bebé Magoo! 

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publicado às 19:32