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Uma leitora amável...

por Carla Hilário Quevedo, em 29.07.15

... enviou-me um link para esta entrevista no Observador ao pediatra Carlos González, que ataca precisamente a actividade de bater nos filhos para os "educar". A comparação que faz entre adultos e crianças é desconcertante (e divertida) e a ideia de deixar que as crianças entrem (e fiquem) na cama dos pais é demasiado "new age", mas no essencial o que diz sobre castigos a crianças vai ao encontro do que referi. Adultos autocontrolados que amam os seus filhos não batem em crianças (e espero que em adultos também não). Mais uma vitória para a inexperiência.  

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publicado às 18:49

A doença da palmada

por Carla Hilário Quevedo, em 29.07.15

Não há entrevista a pediatra (não vou mencionar nomes, porque são quase todos) que não inclua uma pergunta ou uma resposta ou ambas sobre castigos corporais a crianças. Estão muito bem a falar e de repente aparece a palavra ‘palmada’, como se fosse uma inevitabilidade numa conversa sobre a relação entre pais e filhos. A minha experiência neste assunto é idêntica à do Papa Francisco, mas não sou alheia ao mundo que me rodeia. Sempre que vejo uma mãe (é uma prerrogativa feminina) a dar uma palmada num filho vejo uma pessoa cansada, sem paciência e com pouca autoridade. Também me vem de imediato à memória familiares próximas que não precisavam de fazer grande coisa para tranquilizar a selvajaria infantil. Bastava um abrir de olhos acompanhado de um silêncio desconfortável para haver ordem onde antes reinava o caos. Gostava de um dia poder ler uma entrevista a um pediatra que mostrasse aos pais os benefícios de não baterem nos filhos. Há alguém?

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 24-7-15

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publicado às 18:45

Ler na praia

por Carla Hilário Quevedo, em 29.07.15

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Há muitos nomes neste livro. O meu preferido é Justa Grata Honória. Encontram-no no último capítulo. Enjoy!

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publicado às 18:39

Pato bravo

por Carla Hilário Quevedo, em 29.07.15

Nunca vi ninguém falar bem de Donald Trump, nem sequer dos anos de juventude como empreendedor agressivo. Imagino que este tipo de pessoa, homem de negócios frio e egocêntrico, não seja dado a amabilidades. Ser autoritário tem no entanto dado bons resultados mediáticos e financeiros. Se não fosse a vaidade, talvez não tivesse tido sucesso. Mas é essa vaidade que provoca um desprezo quase unânime na pré-candidatura presidencial. A sua atitude violenta contra a imigração ilegal é própria de um energúmeno: «Construirei um muro na fronteira e não será caro: sou bom a construir paredes». A mais recente polémica envolve John McCain, ex-candidato presidencial republicano e herói da guerra do Vietname: «McCain não é um herói porque foi capturado e não gosto de quem se deixa capturar». A acusação foi mal recebida até pelos seus correligionários. Pormenor relevante: Trump ficou isento do serviço militar por um problema num pé. Nem se lembra de qual.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 24-7-15

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publicado às 18:23