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Excelente campanha do MNAA

por Carla Hilário Quevedo, em 31.10.15

Vamos pôr este Sequeira no lugar certo!

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publicado às 18:48

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 31.10.15

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Ingrid Bergman

 

... notei que Vasco Pulido Valente perdeu o sentido de humor desde a semana passada. Até aí ainda usava palavras como "geringonça" ou "caranguejola" para se referir ao PS, mas acho que perdeu a paciência, o que compreendo. Só Deus e pessoas que se sentam ao meu lado sabem como já sopro de impaciência por tudo e por nada. Felizmente, José Pacheco Pereira percebeu que tinha de ser animada e foi ao encontro das minhas necessidades com um artigo repleto de metáforas conjugais. Adorei a preocupação conservadora com as consequências do divórcio, mas não sei como PS, PCP e BE vão conseguir viver numa união de facto. Até porque é mais uma relação hippiepolicoisa, só que com menos mulheres. No fim, cá estaremos para pagar a conta. Bem haja!

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publicado às 09:13

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 30.10.15

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 Ingrid Bergman

 

... não tenho acordado assim, porque ando estupefacta com a hipótese de sermos governados por uma aliança artificial e frágil entre o derrotado PS, PCP e BE. Fiquei surpreendida por ontem numa Quadratura do Círculo muito chocha ninguém ter falado acerca deste tipo de decisões, por exemplo. São irrelevantes? Bem sei que o ódio 'àqueles que lá estiveram' é cego, mas tentem pensar só um instante nos contribuintes, porque somos todos nós que vamos pagar pelas decisões tomadas. Já era hora de nos deixarem em paz.

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publicado às 08:42

Estado em que se encontra este blogue

por Carla Hilário Quevedo, em 29.10.15

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publicado às 19:35

C.S.I. Oxford

por Carla Hilário Quevedo, em 29.10.15

As séries policiais inglesas estão mais próximas de algumas séries europeias do que das americanas, o que faz pensar por que razão não há mais séries policiais europeias tão boas como as inglesas. Há pouco, a FOX Crime transmitiu Vera. Vera Stanhope é uma inspetora quinquagenária que vive em Newcastle, no Norte de Inglaterra. Agora o mesmo canal está a transmitir Lewis, nome de outro inspector da mesma idade, situado em Oxford. Com diferenças é como se fossem de Trás-os-Montes e Coimbra, respectivamente. Devíamos ter imaginação idêntica para inventarmos crimes mais complicados do que de violência doméstica. Não é plausível haver tantos homicídios em Oxford, mas é um exercício saudável de narrativa policial. Outro pormenor tem que ver com os assistentes. Lewis tem um assistente interpretado por Lawrence Fox. Antes de ser polícia, estudou teologia em Oxford e passou pelo seminário católico. Nas séries americanas não são tão fascinantes.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 23-10-15

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publicado às 19:29

Uma sociedade saudável

por Carla Hilário Quevedo, em 29.10.15

O jornal online Tablet publicou uma interpretação sensata sobre o surto de violência das últimas semanas em Jerusalém. O artigo tem o título In Israel, Fighting Big Knives and Bad Ideas. Os palestinianos estão a fazer aos israelitas o que os argelinos fizeram aos franceses. A mensagem era clara: voltem para França. O problema é que é um delírio pensar que os judeus vão voltar a Cracóvia ou ao Cairo ou aonde quer que seja. Assim como Israel tem de encontrar uma forma de convivência com os palestinianos, estes também têm de se convencer de que os israelitas não são uma força de ocupação, mas um povo com os seus direitos. O artigo refere a calma cívica que se vive em Jerusalém: um tribunal condenou por homicídio três palestinianos que apedrejaram um automóvel e cujos actos levaram à morte de um condutor. Há protestos de cidadãos israelitas pelos direitos civis e contra a violência policial sobre suspeitos de crimes. Israel continua o seu dia-a-dia.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 23-10-15

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publicado às 19:26

Metáforas conjugais

por Carla Hilário Quevedo, em 26.10.15

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App CameraBag com filtro Colorcross

 

Há dias, numa conversa memorável com Maria João Avillez na TVI 24, Joaquim Aguiar ensaiava uma metáfora sem grande sucesso. Falou de um primeiro prato que não está bom e que é rejeitado pelo cliente no restaurante. Depois vem o segundo prato e fica tudo bem. “E o primeiro prato é o governo, é isso?”, perguntava Maria João Avilez, a tentar seguir um raciocínio que ambicionava à originalidade. Joaquim Aguiar estava a associar um gesto quotidiano à rejeição do governo e a experimentar uma metáfora nova.

 

Em Portugal, há três tipos principais de metáforas usadas para descrever a actualidade politica: metáforas com doenças, futebolísticas e conjugais. Durante a crise, fomos “doentes terminais”, íamos “morrer da cura”, e outras ideias parecidas. O país estava num “estado terminal”, a ser sujeito a um “tratamento agressivo”. Recordo nesta altura com imensa saudade a metáfora extraordinária de Manuela Ferreira Leite quando se colocou a hipótese – que não se verificaria, como sabemos – de Portugal ter um programa cautelar: “Se um dia estiver engessada durante dois anos e meio com duas pernas partidas acham que começo a andar sozinha e não preciso de muletas?”. Não aconteceu nada disto, por isso das três uma: ou Portugal não tinha as pernas partidas ou houve um milagre e um dia levantámo-nos e andámos ou ainda estamos a ser transportados diariamente para a fisioterapia.

 

O problema das metáforas é haver pouca gente com talento para as fazer. No entanto, a falta de jeito não parece servir de inibidor. Há dias, para explicar os resultados das eleições, Carlos César fez uma metáfora futebolística: “(...) a coligação foi a formação política mais votada. Mesmo se fosse um jogo de futebol e se se tratar de um jogo a duas mãos, ganhar à primeira por 1-0 e perder à segunda por 2-0, não é um bom resultado para quem perdeu por 2-0”. Não se importa de repetir? O problema das metáforas futebolísticas, além de serem chatas, é só chegarem aos que falam futebolês. Percebi melhor o resultado das eleições do que a metáfora feita por Carlos César. Depois há o risco de se futebolizar o discurso político, o que divide muito. Às tantas já estamos a torcer por equipas, o que não nos leva a lado nenhum. Mal por mal, antes as doenças.

 

Prefiro as metáforas conjugais. São reveladoras do tipo de relacionamento que esperamos existir entre políticos, partidos, no Estado e até na vida empresarial em Portugal. O meio é pequeno e tende a não casar fora. É monogâmico, emocional, infiel, dado a relações conflituosas e a palavra “divórcio” aparece por tudo e por nada. O Verão de 2013 foi prolífero em metáforas conjugais. Há pouco falou-se de uma possível relação de matrimónio entre a coligação e o PS, esquecendo que já há um casamento na coligação – estável depois da crise mencionada. Agora estamos a ser confrontados com a possibilidade de termos um governo PS-PCP-BE. Como são de esquerda, vão evitar o matrimónio. Aqui está uma das razões por que uma aliança de esquerda não me anima: vai dar-nos cabo das metáforas conjugais e reduzir tudo à frivolidade do sexo a três.

 

Publicado na edição de hoje do i.    

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publicado às 19:01

Dos Modernos

por Carla Hilário Quevedo, em 25.10.15

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Pablo Picasso, Reading at a Table, 1934

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publicado às 19:12

Enganei-me

por Carla Hilário Quevedo, em 20.10.15

O dia do juízo final é um tema levado a sério por pessoas de fé. Começou por ser repetidamente proclamado por judeus e cristãos. No primeiro milénio depois de Cristo, várias seitas cristãs, tanto ascetas como hedonistas, proclamaram que o fim do mundo estava próximo. Depois do século XI, estas seitas dispersaram-se e, com excepções, desapareceram. Mas nunca faltou um ou outro profeta a anunciar que o fim do mundo estava para breve. Em 1999, até os ateus acreditaram no colapso dos computadores, do sistema financeiro e do que fosse dependente da tecnologia. Tudo por causa do início de um novo milénio. Mas a estirpe ainda se mantém. O Washington Post fala de Chris McCann, líder da seita cristã online eBible Fellowship, que anunciou o apocalipse para dia 7 de outubro. Lá teve de se desculpar, mas insistiu que o fatídico dia está próximo. Segundo o jornal, os seguidores destes catastrofistas não têm dificuldade em perdoar-lhes o erro. Haja Deus.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 16-10-15

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publicado às 19:55

Dos Modernos

por Carla Hilário Quevedo, em 19.10.15

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Paul Cézanne, Nature morte aux pommes et aux oranges, 1900

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publicado às 19:45

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