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Televisão perfeita

por Carla Hilário Quevedo, em 12.11.15

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Em 1996, os irmãos Ethan e Joel Coen realizaram o excelente filme Fargo. Em 2014, o guionista Noah Howley fez uma série de televisão baseada no filme, que também foi produzida pelos Coen. Poucas são as parecenças entre a versão de Howley e o filme, além de talento, qualidade e título. Agora podemos ver a segunda temporada de Fargo no canal TV Séries e continua a maravilha e o espanto. Não há dúvida de que as duas temporadas desta série são do mais perfeito alguma vez realizado para televisão. A segunda temporada antecede os acontecimentos da primeira. Até ver, não há nenhuma relação entre os crimes nas duas temporadas, salvo uma ligação familiar entre quem os resolve. Na segunda temporada temos o jovem xerife Lou Solverson, pai de Molly Solverson, que resolverá os crimes na primeira. Mantém-se a mensagem no início de cada episódio a lembrar que a história é verídica. Sabemos que não é. A verdade é uma mentira e só o génio é autêntico. 

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 6-11-15

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publicado às 13:49

Fomos poupados

por Carla Hilário Quevedo, em 12.11.15

Valérie Trierweiler, antiga namorada de François Hollande, abandonada e trocada pela atriz Julie Gayet, tem um problema. Depois de publicar um livro de memórias com o título Obrigada por este momento, motivada pelo ódio (compreensível) e a vingança (censurável mas também compreensível), vendeu os direitos para fazer um filme. Ora, o filme morreu na pré-produção. Segundo Trierweiler, os assassinos dos cartoonistas do Charlie Hebdo e os homicidas do supermercados de produtos kosher levaram-na a não assinar o contrato. O seu agente, por outro lado, disse que o problema estava relacionado com o casting. Ninguém queria participar. Não acredito em nenhuma das explicações. Os terroristas são culpados de muitas coisas mas não de impedir a rodagem de um filme destes. Também não acredito que o presidente francês seja assim tão popular ao ponto de inspirar um boicote espontâneo. Só posso concluir que a história dos dois é completamente desinteressante.    

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 6-11-15

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publicado às 13:46