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Ler em voz alta (2)

por Carla Hilário Quevedo, em 02.01.17

Descobri Frederick Seidel a ler France Now, um poema que está nas páginas 10 e 11 do seu livro mais recente, Widening Income Inequality, publicado há um ano. Começa tão bem:

 

I slide my swastika into your lubricious Place Clichy.

I like my women horizontal and when they stand up vicious and Vichy.

I want to jackboot rythmically down your Champs-Élysées

With my behind behind me taking selfies of the Grand Palais.

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publicado às 17:48

Ler em voz alta

por Carla Hilário Quevedo, em 02.01.17

Descobri Frederick Seidel a ler Robespierre.

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publicado às 17:39

Falhar melhor

por Carla Hilário Quevedo, em 02.01.17

Esclarece o New York Times numa notícia sobre o falhanço espectacular de Mariah Carey na performance de fim de ano em Times Square: 'Correction: January 1, 2017: An earlier version of this article misstated a quotation from Mariah Carey. She said, “It just don’t get any better,” not, “It just doesn’t get any better.”' Um milhão de pessoas assistia ao vivo, e aposto que a maioria não deu por nada. Por mim, gostei de ver o sangue-frio de Mariah Carey, apesar da desolação perante tudo a correr tão mal. Bravo!

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publicado às 10:41

E de expor

por Carla Hilário Quevedo, em 02.01.17

O Tiago Cavaco escreveu o seguinte no seu balanço do ano: "E de esgoto - Sei que a imagem é exagerada mas as redes sociais frequentemente são esgotos a céu aberto tratados como se fossem praias. Deixei de ter amigos no Facebook há quase três anos, criando a página de perfil público para ir lá despejar os sermões e os textos do blogue. Isso quer dizer que, com raras excepções, deixei de ver o que as pessoas lá escrevem. A minha vida melhorou imensamente. Por exemplo, não vejo o que as pessoas da minha congregação escrevem, o que aumentou a liberdade dos meus sermões (ninguém vai pensar "esta é para mim" e posso dizer o que devo sem estar a pensa que alguém vai pensar "esta é para mim"). Mas ainda há pouco tempo um amigo chamou-me a atenção para um texto de um outro amigo que temos em comum e que era possível de ser lido por qualquer pessoa. Não resisti e fui lá espreitar (hoje, acho que não deveria ter ido). A coisa era uma vergonha que colocava em causa o bom nome de pessoas que não se podiam defender. No entanto, estava cheia de gente que estimo e respeito, chafurdando naquela lama como quem passa um dia de férias no litoral. Pensei: por que nos des-sensibilizámos ao ponto de preferirmos uma opinião imediata dita em tom porreirista à prudência de pensar duas vezes antes de dizer algo que condena quem não se pode defender? Se mais redes sociais quer dizer menos decência, vale a pena ter menos redes sociais."

 

Compreendo a raiva, mas "ter menos redes sociais", nomeadamente o Facebook, só seria possível se as pessoas deixassem de procurar reconhecimento em forma de "likes" para desabafos estúpidos ou opiniões falsas e até difamatórias. Não é tudo assim, mas é muito. Tenho uma má notícia: isto não tem solução, a não ser ignorar. Houve em tempos quem se queixasse dos blogues. Seria bom que admitissem como estavam enganados. 

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publicado às 10:08