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O relógio não pára...

por Carla Hilário Quevedo, em 21.04.17

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... e estamos aqui estamos no Verão. O cartoon é de Joe Dator. Até breve!

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publicado às 10:52

A Natureza é má

por Carla Hilário Quevedo, em 20.04.17

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Claude Monet, Chrysanthèmes, 1878

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publicado às 08:28

Versos esquisitos

por Carla Hilário Quevedo, em 14.04.17

 

Já conhecia a canção I Believe In You, através da interpretação magnífica de Frank Sinatra, naquele álbum histórico com Count Bassie e arranjos de Quincy Jones. Gostava muito de um verso que me parecia de um romantismo incrível e de uma generosidade masculina sem precedentes: "You have the cool (pausa) clear (pausa) eyes of a seeker of wisdom and truth". Olha que coisa maravilhosa para um homem dizer a uma mulher, pensava eu, logo a identificar-me com a fantasia. Só há pouco tempo percebi que o autor desta canção, Frank Loesser, escreveu este verso e outros tão esquisitos como este para uma circunstância específica. Graças ao YouTube, a minha rede social preferida, pude ver a cena de How To Succeed In Business Without Really Trying, um musical de 1952, adaptado para cinema em 1967, em que um jovem Robert Morse (que encontramos décadas mais tarde em Mad Men) canta esta canção... a si próprio. A verdade tem graça, mas por vezes é uma desilusão.

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publicado às 10:31

Maria Helena da Rocha Pereira (1925-2017)

por Carla Hilário Quevedo, em 10.04.17

Gratidão imensa a Maria Helena da Rocha Pereira pelo que deu a conhecer, pela curiosidade que ajudou a despertar, pela Hélade, livro imprescindível a quem se interessa por estes assuntos, pelos dois volumes de Estudos da História da Cultura Clássica, pela Antologia de Cultura Latina, pela tradução do Ájax, por aquele verso de Mimnermo, pela República, pelas Sete Odes de Píndaro, pelo livro sobre os vasos gregos. Grata pela vida que viveu.

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publicado às 11:31

You say Irving, I say Irving

por Carla Hilário Quevedo, em 07.04.17

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Irving Penn, Still Life for Vogue, Agosto de 1999.

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publicado às 17:37

À procura de uma canção...

por Carla Hilário Quevedo, em 06.04.17

... de Frank Loesser, encontrei Madeline Kahn a cantar uma canção que Irving Berlin escreveu em 1919. Benditos sejam todos.

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publicado às 10:02

Chupa-vidas (5)

por Carla Hilário Quevedo, em 06.04.17

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Cheguei àquele ponto ideal em que não gosto de nada. O teste é simples. São aqueles primeiros cinco a dez minutos de série. Se pego no telefone e começo a jogar Angry Birds (sou fiel aos meus jogos), é sinal de estarmos perante uma grande treta que não merece o nosso precioso tempo. Mas apesar de a minha intuição inicial estar certa, às vezes ainda insisto um bocadinho, vejo entre um e cinco episódios completos, como se me estivesse a sacrificar para esta rubrica. Absolutamente a evitar são: Crisis in Six Scenes (são cinco cenas a mais, e digo-o sem piedade); a segunda temporada de Broadchurch (que pena não terem ficado pela primeira, que foi excelente); 13 Reasons Why (why, indeed?); Z: The Beginning of Everything (ou não - péssima); The Lizzie Borden Chronicles (chato, chato, chato); A Series of Unfortunate Events (aconteceu aqui qualquer coisa estranha, porque vi 5 episódios, estava a gostar e depois nunca mais me lembrei de ver, e agora que me lembrei, sei que não vou querer ver mais). Por outro lado, também vi coisas muito boas. Goliath, com o primeiro marido da Angelina Jolie, que sempre me pareceu um bocado rebentado e sortudo ao mesmo tempo; Billions (tenho um fraco pelo complicadíssimo Chuck Rhoades); This Is Us, encantadora e muito bem contada; Crashing e Taboo, com a deslumbrante Oona Chaplin (é raro aparecer um mulherão no ecrã nos dias que correm), Franka Potente, que grande actriz, e Tom Hardy, numa personagem muito boa, uma espécie de criatura irracional sofisticada. Gostei muito de Big Little Lies, mas atenção: é preciso resistir à ideia de que o guião é pobre para um casting tão bom. A ideia está certa até ao último episódio, altura em que passa a estar errada. E o fim é que conta. Por favor, não estraguem tudo com uma segunda temporada. 

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publicado às 08:45

Behind the scenes

por Carla Hilário Quevedo, em 06.04.17

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Janet Leigh, em pânico nos bastidores de Psycho, em 1960 e hoje. 

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publicado às 08:35

Hoje, às 19h

por Carla Hilário Quevedo, em 05.04.17

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publicado às 09:48

Meio festejo

por Carla Hilário Quevedo, em 02.04.17

O dia 2 de Abril costumava ser de festa aqui no blogue. Hoje, por exemplo, o bomba inteligente cumpre 14, gasp!, anos de existência. Significa isto que se move de andarilho, em modo devagarinho parado. Mas a velhice, que não é para mariquinhas, como dizia uma personagem de Elmore Leonard, não é de modo nenhum o que torna este dia um bocadinho triste. Faz hoje um ano que o Varandas morreu. Durante um ano ouvi 700 mil vezes a pergunta: "quando é que tens outro gato?" e umas 200 mil vezes a afirmação: "tens de ir buscar um gato ou dois já!". Não levo a mal, percebo que cada pessoa tem a sua ideia do que é melhor para os outros, mas decidi fazer outras coisas. Amigos que tiveram durante anos gatos e cães que acabaram por morrer de doença longa ou de forma violenta (atropelados, por exemplo) nunca mais voltaram a ter animais. Isto não quer dizer nada ou significa apenas que está tudo bem e não me apetece. Um dia, quem sabe.  

 

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Carl Kahler, My Wife's Lovers, 1891. A história deste quadro é divertida.

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publicado às 09:17