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Diário estival (19)

por Carla Hilário Quevedo, em 01.09.17

- Tive de me ausentar por uns dias e fiquei com acesso limitado à internet, o que me impediu de escrever aqui. Não ter wi-fi e os dados móveis acabarem de repente é uma grande seca! Deixemo-nos de coisas.

- Nesta ausência, fiz descobertas muito interessantes numa escavação arqueológica na garagem de uma casa de família. São documentos soltos, fotografias de pessoas cuja existência desconhecia e palavras escritas de quem conheci pouco. Foram dias de inesperada emoção. 

- Talvez a maneira certa de conseguimos que alguém de quem gostamos fale sobre o que queremos saber (e que, por alguma razão, não nos querem dizer) passe primeiro por revelarmos uma novidade. Depois é pedir factos e mais factos. Quando, onde, etc. As razões hão-de aparecer.

- Vi o último episódio da sétima temporada de Game of Thrones com os meus primos, três deles muito fãs da série e dois que nunca a tinham visto. Os três primos e eu estivemos no estado de transe e excitação que é próprio do fã taradinho da série. A novidade foi a adesão gradual dos dois que nunca tinham visto. No fim, um já estava preocupado com algumas personagens e o outro não tirou os olhos do ecrã. Juro que não houve proselitismo.  

- Já li várias críticas a este último episódio, mas julgo que a maioria revela expectativas caprichosas. (Atenção que a partir de agora, contém spoilers.) Até que ponto poderemos ser surpreendidos? A grande força deste episódio esteve, quanto a mim, em detalhes, como o momento em que o sinistro Qhorin pega no braço decepado, mas que ainda mexe da criatura trazida do terríório a Norte da Muralha. Aquela curiosidade científica às vezes confunde-se com imoralidade. E é certo que Qhorin fabricou um monstro. O Dr. Frankenstein quer ver o que é aquilo, quer tentar perceber como funciona, de que é feito, estudar a coisa. É um momento extraordinário. A cena de sexo entre tia e sobrinho foi muito criticada, de novo a meu ver sem fundamento. A experiência de Daenerys é vasta. Há que não esquecer que esta mulher foi casada com um bárbaro brutamontes que se apaixonou profundamente quando ela se virou. O pobre Jon Snow é um coelhinho assustado e o resultado é uma espécie de primeira aula no Kindergarten. A cena é perfeita. (Tenho mais duas observações para fazer sobre este último episódio. Ficam para amanhã.) 

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publicado às 09:32