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Diário outonal (7)

por Carla Hilário Quevedo, em 17.11.17

- Ainda a propósito da Web Summit, ficámos a saber que o Panteão tem estado muito animado. Quem diria... Gostava de saber se o génio geek que inventou este teste definitivo esteve presente no evento em Lisboa. Ora aí está uma criatura a quem gostaria de fazer umas perguntas (a terminar em "duh!").

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- Quanto ao deslumbrante quadro de Leonardo Da Vinci, arrematado por uns meros 400 milhões de dólares (os restantes 50 milhões e trocos correspondem a variadas taxas), Salvator Mundi, só lamento não ter a quantia disponível para poder fazer o telefonema da licitação. É tão injusto.

- Li duas boas piadas sobre a venda deste quadro, uma no Inimigo Público e outra no The Onion. No Guardian foi publicado um artigo sério sobre como se chegou a um valor tão elevado. É pôr um grupinho de bilionários a competir. Os homens são mais tansos, isso é certo, mas divertem-se mais.

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publicado às 08:08

Diário outonal (6)

por Carla Hilário Quevedo, em 11.11.17

- Ontem, no Irritações (o programa foi gravado na quinta-feira), irritei-me com a Web Summit, mais precisamente com o endeusamento das figuras que nos visitam para falar sobre aplicações. Para mim, uma startup é uma empresa que começa para cima, por isso, naturalmente que não fui à cimeira dos techies e dos nerds empreendedores. Atenção que me parece excelente que a Web Summit se realize em Lisboa. Acho perfeito que se reúnam aqui, que gastem aqui e que fiquem por cá a viver. Portugal precisa de investimento e precisa sobretudo de pessoas para crescer. O que me irrita na Web Summit é o estado de fascínio pueril pelos semideuses que dominam algoritmos e inventam aplicações para encontros, restaurantes, viagens ou seja o que for. Irrita-me que a imprensa e os governantes glorifiquem pessoas como o inventor do Tinder, ou um advogado "que chegou a presidente da Microsoft", pronto, ou uma senhora que inventou o booking.com (que dá imenso jeito, claro) ou outro que "lidera" o Messenger. Já para não falar do robô Sophia, que, segundo uma amiga, "não dá uma para a caixa". São de certeza "excelentes profissionais", com o quociente emocional certo e as características adequadas para trabalhar em equipa e liderar ao mesmo tempo. Mas é preciso pôr as coisas nos seus devidos lugares. Estas pessoas tiveram boas ideias e enriqueceram por causa delas, o que é excelente e não passa disso. Alguém alguma vez quis ouvir o inventor do limpa pára-brisas? E o que devemos fazer ao inventor da roda? Bem vistas as coisas, já merecia uma estátua.

- Quanto aos visitantes nervosos da Web Summit que esperam ter uma ideia milionária a partir de uma conversa com estes semideuses devo dizer que estas coisas não acontecem por osmose. 

- Imaginem que tínhamos uma Book Summit e que vinham cá os escritores que mais livros vendem em todo o mundo. Estou a imaginar uma reunião de pesadelo com Paulo Coelho, Nicholas Sparks, Dan Brown, tudo organizado pelo esperto do Alain de Botton. O que teriam essas pessoas para dizer? “Tive uma ideia, escrevi um romance e vendi cem mil exemplares”? E?

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publicado às 09:54

Diário outonal (5)

por Carla Hilário Quevedo, em 09.11.17

- É a brilhantíssima Mindhunter, série tão bem escrita e interpretada, a excelente segunda temporada de Stranger Things (sétimo episódio incluído), Alias Grace, de que gostei por ser curta e por não demonizar a religião, e um cartoon de Maddie Dai. 

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publicado às 07:53