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Diário outonal (8)

por Carla Hilário Quevedo, em 25.11.17

- Vai fazer 20 anos que vi um anúncio no Público em que uma empresa não identificada pedia um assistente editorial. Enviei uma carta manuscrita a acompanhar o currículo. "Mas isto é coisa que se apresente, uma cartinha assim escrita à mão?', reclamou, sorridente, o Pedro Rolo Duarte. Trabalhei no DNa durante uns meses, e o que me impressionou no Pedro foi o seu profissionalismo. Além de criativo, era um excelente editor, uma profissão que faz tanta falta nos jornais de hoje. Sabia do seu ofício, que incluía perceber o potencial das pessoas. A dada altura, depois de várias traduções e revisões, o Pedro perguntou-me se tinha "alguma coisa escrita minha" e mostrei-lhe dois contos curtos. Publicou ambos no DNa. Acho que era generoso com as pessoas de quem gostava. Ver os dois, enfim, "contos" (ambos para lá de maus) impressos no papel deu-me a perfeita noção dos meus limites. Tenho a agradecer-lhe várias coisas, entre as quais esta. Obrigada, Pedro. 

- Ontem foi um dia muito triste. A noite trouxe a graça desta frase do Miguel: "E agora? Com quem é que eu não vou almoçar todas as quartas-feiras?" Ouviu-se uma gargalhada do céu.

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publicado às 10:45