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Chupa-vidas (5)

por Carla Hilário Quevedo, em 06.04.17

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Cheguei àquele ponto ideal em que não gosto de nada. O teste é simples. São aqueles primeiros cinco a dez minutos de série. Se pego no telefone e começo a jogar Angry Birds (sou fiel aos meus jogos), é sinal de estarmos perante uma grande treta que não merece o nosso precioso tempo. Mas apesar de a minha intuição inicial estar certa, às vezes ainda insisto um bocadinho, vejo entre um e cinco episódios completos, como se me estivesse a sacrificar para esta rubrica. Absolutamente a evitar são: Crisis in Six Scenes (são cinco cenas a mais, e digo-o sem piedade); a segunda temporada de Broadchurch (que pena não terem ficado pela primeira, que foi excelente); 13 Reasons Why (why, indeed?); Z: The Beginning of Everything (ou não - péssima); The Lizzie Borden Chronicles (chato, chato, chato); A Series of Unfortunate Events (aconteceu aqui qualquer coisa estranha, porque vi 5 episódios, estava a gostar e depois nunca mais me lembrei de ver, e agora que me lembrei, sei que não vou querer ver mais). Por outro lado, também vi coisas muito boas. Goliath, com o primeiro marido da Angelina Jolie, que sempre me pareceu um bocado rebentado e sortudo ao mesmo tempo; Billions (tenho um fraco pelo complicadíssimo Chuck Rhoades); This Is Us, encantadora e muito bem contada; Crashing e Taboo, com a deslumbrante Oona Chaplin (é raro aparecer um mulherão no ecrã nos dias que correm), Franka Potente, que grande actriz, e Tom Hardy, numa personagem muito boa, uma espécie de criatura irracional sofisticada. Gostei muito de Big Little Lies, mas atenção: é preciso resistir à ideia de que o guião é pobre para um casting tão bom. A ideia está certa até ao último episódio, altura em que passa a estar errada. E o fim é que conta. Por favor, não estraguem tudo com uma segunda temporada. 

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publicado às 08:45