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  <title>bomba inteligente</title>
  <subtitle>blogue de Carla Hilário de Almeida Quevedo: &#13;
bombainteligente@gmail.com </subtitle>
  <author>
    <name>Charlotte</name>
  </author>
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  <updated>2012-05-15T21:11:22Z</updated>
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    <issued>2012-05-15T22:02:40</issued>
    <title>Um grito</title>
    <published>2012-05-15T21:10:00Z</published>
    <updated>2012-05-15T21:10:49Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;"- The ways of the Creator are not our ways, Mr Deasy said. All history moves towards one great goal, the manifestation of God.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;Stephen jerked his thumb towards the window, saying:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;- That is God.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;Hooray! Ay! Whrrwhee!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;- What? Mr Deasy asked.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;- A shout in the street, Stephen answered, shrugging his shoulders."&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;James Joyce, &lt;em&gt;Ulysses&lt;/em&gt;, 2. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-15T20:56:44</issued>
    <title>Um barulho</title>
    <published>2012-05-15T19:58:48Z</published>
    <updated>2012-05-15T21:11:22Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;"God: noise in the street: very peripathetic." James Joyce, &lt;em&gt;Ulysses&lt;/em&gt;, 9.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-15T19:46:23</issued>
    <title>Há, mas são verdes</title>
    <published>2012-05-15T19:13:12Z</published>
    <updated>2012-05-15T19:13:12Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="float: right;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/bombainteligent/fotos/?uid=CLkgn333ZzQjPqvh6zGa"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/P9d06760b/12293125_WvlCL.jpeg" alt="" width="260" height="202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Holland Cotter, crítico de arte do &lt;a href="http://www.nytimes.com/2012/05/04/arts/design/how-to-spend-120-million-edvard-munchs-scream.html?_r=1&amp;amp;ref=hollandcotter"&gt;The New York Times&lt;/a&gt;, escreveu que se tivesse dinheiro nunca compraria a versão de 1895 de O Grito, de Edvard Munch, vendido num leilão da Sotheby’s de Nova Iorque por 91 milhões de euros, provavelmente a um milionário do Qatar. Para Holland Cotter, crítico de arte há 40 anos e Prémio Pulitzer, o mais importante é coleccionar experiências, por isso nunca faria uma colecção de objectos de arte. Faz lembrar a célebre fábula de Esopo, em que uma raposa vê um belo cacho de uvas numa vinha alta e diz que estão verdes para não admitir que não chega lá. Cotter nunca compraria O Grito porque não só não tem a fortuna para o fazer, como não vive de uma certa maneira, nem é uma certa pessoa. Comprar O Grito é parecido com comprar Mona Lisa. Pelo menos 99 % da população não é capaz de imaginar. Nos meus sonhos, comprava esta versão do quadro sem hesitar. É a melhor das quatro. Seria uma honra ter uma obra de arte que expõe tão intensamente a nossa eterna fragilidade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Publicado na &lt;a href="http://canais.sol.pt/EdicaoImpressa/Tabu.aspx"&gt;Tabu&lt;/a&gt;, &lt;em&gt;Cinco Sentidos&lt;/em&gt;, 11-5-12&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-15T19:36:59</issued>
    <title>Temos de falar</title>
    <published>2012-05-15T19:01:52Z</published>
    <updated>2012-05-15T19:05:18Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: justify; float: left;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/bombainteligent/fotos/?uid=zOJ6lYtKRbqK0Vnul8cP"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Pd706f9e4/12293081_0Yzf9.jpeg" alt="" width="260" height="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É na cena em que Eva (Tilda Swinton) fala com o filho Kevin (Ezra Miller) à entrada do mini-golfe que encontro a tese de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1242460/"&gt;Temos de Falar Sobre Kevin&lt;/a&gt;, um filme de Lynne Ramsay. Eva critica uma mulher obesa que ali se encontra e explica a Kevin que é obeso quem come demais. O filho sublinha a dureza da sua observação e Eva responde com um seco «olha quem fala». Ele riposta com o clássico «tenho a quem sair». A culpa de Eva em relação ao filho sociopata de pequenino é manifestada no seu comentário: há culpa em comer demais, tal como ela se sente culpada por não ter sido uma grávida e mãe feliz. Kevin, entretanto, tem um bode expiatório à mão para a sua crueldade criminosa: foi rejeitado pela mãe. A própria comunidade, pouco sensível para o destino do marido e da filha, aponta Eva como a responsável pelos crimes cometidos pelo filho. Como se a rejeição na infância fosse parecido com comer demais, com os efeitos bem à vista. A psicopatia de Kevin tem uma explicação misógina, que é aceite pela sociedade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Publicado na &lt;a href="http://canais.sol.pt/EdicaoImpressa/Tabu.aspx"&gt;Tabu&lt;/a&gt;, &lt;em&gt;Cinco Sentidos&lt;/em&gt;, 11-5-12&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-14T17:33:05</issued>
    <title>Os japoneses não existem (12)</title>
    <published>2012-05-14T16:34:52Z</published>
    <updated>2012-05-14T16:36:47Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://gawker.com/5909817/japanese-johnny-depp-lookalike-greets-johnny-depp-in-tokyo"&gt;Japanese Johnny Depp Lookalike Greets Johnny Depp in Tokyo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-14T17:31:44</issued>
    <title>Blockbomba</title>
    <published>2012-05-14T16:33:02Z</published>
    <updated>2012-05-14T16:33:02Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1515091/"&gt;Sherlock Holmes: A Game of Shadows&lt;/a&gt; (muito fraco).&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-12T07:52:25</issued>
    <title>Eu hoje acordei assim...</title>
    <published>2012-05-12T08:16:40Z</published>
    <updated>2012-05-12T16:30:23Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/bombainteligent/fotos/?uid=qBzpoHj4BYcUtF9OWzie"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4a09bef8/12270201_QE8Tr.jpeg" alt="" width="333" height="500" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;Yvonne Strahovski &lt;em&gt;aka&lt;/em&gt; Sarah Walker&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;... se há alguma coisa real que caracteriza esta vida é a ausência de justiça. A vida não é justa, e é por isso, por causa dessa falta que notamos em tudo nalgum momento, que actuamos no sentido de a obter e de a fazer, embora o menos possível pelas próprias mãos. Outro tema que me tem interessado muito é o do super-espião. Ficámos a saber que os serviços secretos portugueses eram uma espécie de clube do Bolinha - prometo não usar a expressão 'cabeleireiro de homens' - de gente que nunca sequer viu um filme de espiões, quanto mais ler um livro decente. Andavam para ali ainda não percebi bem a fazer quê, mas não era a salvaguardar os interesses dos cidadãos. A solução para isto? Contratem mais mulheres para cargos de poder nos serviços secretos. Não contratem &lt;em&gt;só&lt;/em&gt; mulheres: mais é suficiente. Pode não resultar, não sei, mas acaba com o monopólio de poder só de rapazes, que é cúmplice, íntimo e permite todo o tipo de crimes e abusos. As mulheres têm, em geral, um sentido da justiça mais apurado e são mais corajosas. Podem funcionar como um elemento dissuasor da corrupção. Pelo menos, até que elas próprias se tornem corruptas e o mundo acabe. Mas isso só acontecerá daqui a muito tempo. &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-11T17:08:19</issued>
    <title>Dos Antigos</title>
    <published>2012-05-12T06:50:36Z</published>
    <updated>2012-05-12T06:51:59Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/bombainteligent/fotos/?uid=FGtF8cbYiKk3JzM3D6V4"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/o8e08887c/12270118_9nTtQ.jpeg" alt="" width="340" height="461" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;Jan van Eyck, &lt;em&gt;Madonna with the Child Reading&lt;/em&gt;, 1433&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-11T16:39:31</issued>
    <title>Dor de Cabeça: Ler</title>
    <published>2012-05-11T15:41:01Z</published>
    <updated>2012-05-11T15:42:29Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Há dias apareceu a circular no Twitter a notícia da morte de Vasco Granja. Imediatamente, graças ao mecanismo demoníaco do retwittar, que consiste em fazer passar a informação que nos chega à lista de seguidores de cada um, a morte de Vasco Granja era lamentada online como mais uma grande perda para o País. Os comentários apareceram ao longo do dia acompanhados de lágrimas frescas por um ícone de gerações que cresceram a ver desenhos animados checos e aprenderam a dizer Tex Avery antes de saber falar. Até que alguém mais desconfiado, com mais memória e mais atento à data da notícia no Público à qual o Expresso online entretanto se referira em última hora, percebeu que Vasco Granja falecera, sim, mas há três anos. Por que aconteceu esta confusão? No meu entender, por razões preocupantes. Tudo começa com a desatenção à data da notícia. Quem começou a divulgar a morte como se tivesse acontecido ontem, não prestou atenção ao cabeçalho. Mas embora o equívoco comece aí, não é o facto mais grave. Toda a gente se engana a ler. Os enganos dão origem a problemas de comunicação, mas as pessoas envolvidas na mesma leitura costumam corrigir as faltas de atenção. Isso não aconteceu aqui. O problema maior aconteceu depois. Nas redes sociais, há o mau hábito de receber a informação sem espírito crítico, sem pensar sobre o que está escrito, quanto mais olhar para as datas das notícias. A informação chega ao Twitter e ao Facebook e não é lida, mas aceite como verdadeira e, neste caso, actual. O estranho caso da recuperação da notícia da morte de Vasco Granja serve para percebermos que as redes sociais ajudam na hora de espalhar a mentira, o boato. Como se combate o problema? Aprendendo a ler.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Publicado hoje no &lt;a href="http://www.readmetro.com/en/portugal/lisbon/"&gt;Metro&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-09T17:06:36</issued>
    <title>Dos Antigos</title>
    <published>2012-05-09T16:07:57Z</published>
    <updated>2012-05-09T16:12:42Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0e09eb8a/12142992_M2ynF.jpeg" alt="" width="343" height="500" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;John William Waterhouse, &lt;em&gt;Scene at Pompeii&lt;/em&gt;, 1877&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2012-05-09T16:53:03</issued>
    <title>Ainda sobre a sentença de Portalegre...</title>
    <published>2012-05-09T16:00:15Z</published>
    <updated>2012-05-09T16:00:15Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;... tem vindo a ser divulgado que se tratou de um caso de entrega da casa para saldar a dívida ao banco, mas não será bem assim. Recomendo a leitura &lt;a href="http://www.speakerscorner.org.pt/o-que-decidiu-o-juiz-em-portalegre"&gt;desta explicação detalhada&lt;/a&gt; e informativa. Com um agradecimento ao &lt;a href="http://twitter.com/#!/manuelparreira"&gt;@manuelparreira&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-08T18:57:24</issued>
    <title>A nossa bolha</title>
    <published>2012-05-09T10:59:46Z</published>
    <updated>2012-05-09T11:08:21Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://economia.publico.pt/Noticia/tribunal-diz-que-entrega-da-casa-ao-banco-salda-toda-a-divida-1543931"&gt;Uma decisão invulgar de um juiz de Portalegre&lt;/a&gt; está a despertar o debate na sociedade portuguesa sobre a realidade dramática da entrega da casa ao banco por impossibilidade de pagamento da mensalidade dos empréstimos. O juiz decidiu que a dívida estaria saldada com a entrega da casa ao banco. O problema é tão complexo, que merecia ser tratado mais exaustivamente por parte da comunicação social. Como leiga na matéria, fiquei satisfeita com a decisão do juiz. Parece justa, tendo em conta que quem avalia a casa é o banco, tanto quando concede o empréstimo, como na altura em que compra a casa de volta. O banco avalia acima do pedido inicial de empréstimo, a fim de conceder mais crédito, mas na hora de comprar o imóvel, avalia por baixo e exige o pagamento da diferença entre o empréstimo concedido e o valor da nova avaliação. É certo que as casas de hoje não valem o mesmo, mas valeriam assim tanto no passado? Não foi isto que aconteceu com a bolha imobiliária fatal nos Estados Unidos da América?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Publicado na &lt;a href="http://canais.sol.pt/EdicaoImpressa/Tabu.aspx"&gt;Tabu&lt;/a&gt;, &lt;em&gt;Cinco Sentidos&lt;/em&gt;, 4-5-12&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-08T18:52:36</issued>
    <title>Educação e moral</title>
    <published>2012-05-09T11:05:06Z</published>
    <updated>2012-05-09T11:06:12Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://bomba-inteligente.blogs.sapo.pt/1960562.html"&gt;Na semana passada&lt;/a&gt;, falei aqui um pouco sobre a ausência intrínseca de progresso na humanidade. A natureza humana é a mesma; por isso, no meu entender, é a relevância que damos ao que existe que constitui aquilo a que ilusoriamente chamam 'mudança'. Como exemplo, dei a má educação, punida pela sociedade em tempos não muito anteriores ao nosso, mas que hoje em dia é entendida como um traço distintivo de 'uma personalidade forte'. É ainda demasiadas vezes confundida com ‘sinceridade’, um valor fundamental para relacionamentos necessariamente verdadeiros. Devo sublinhar que a má educação de que falo não se resume à falta de cordialidade, também ela importante, mas à ausência de princípios e de competência moral e humana, que tem consequências directas no modo como nos relacionamos. Sejamos decentes uns com os outros no desacordo quotidiano, no conflito de ideias, no confronto ideológico. E deixemos toda a nossa brutalidade e impertinência para a literatura e para o humor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Publicado na &lt;a href="http://canais.sol.pt/EdicaoImpressa/Tabu.aspx"&gt;Tabu&lt;/a&gt;, &lt;em&gt;Cinco Sentidos&lt;/em&gt;, 4-5-12&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-08T09:15:31</issued>
    <title>Eu hoje acordei assim...</title>
    <published>2012-05-08T10:16:18Z</published>
    <updated>2012-05-08T14:33:55Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/bombainteligent/fotos/?uid=5n3JZLqgNtZ5ZRSKWiuC"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4e0902c3/12057705_jaeOs.jpeg" alt="" width="479" height="480" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;Brigitte Bardot&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;... não tenho tido tempo para acordar assim, mas tenho pena. A vida dantes era mais fácil. Agora há tanto a fazer e em que pensar, que nem uns minutos restam para reflectir no blogue sobre o acontecimento Pingo Doce. Só uma breve nota: entendo o ponto de &lt;a href="http://abrupto.blogspot.pt/"&gt;Pacheco Pereira&lt;/a&gt; e, certamente, no meio de todas as pessoas que foram ao supermercado naquele dia, houve quem o fizesse por necessidade, claro que sim. E alguns tê-lo-ão feito com vergonha da sua condição difícil. Como se não ter dinheiro fosse motivo de vergonha! Não é, nem tem de ser. É motivo de preocupação, um problema que atrasa vidas, uma grandessíssima chatice, mas ninguém deixa de ter a sua dignidade por ser pobre. Não é assim que vejo as pessoas, pelo menos. Mas não foi esse o único tipo de cliente ali naquele dia. Houve de tudo, como se viu pelo &lt;em&gt;stock&lt;/em&gt; esgotado de vinhos e uísques. O que parece fazer impressão é a promoção ser feita com bens de primeira necessidade: não reagimos assim com outros saldos, porque há a ideia de que a comida é também ela uma garantia, um direito. Não quero parecer insensível, mas a verdade é que não é.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-06T16:18:38</issued>
    <title>bomba-inteligente @ 2012-05-06T16:18:38</title>
    <published>2012-05-06T15:18:55Z</published>
    <updated>2012-05-06T15:18:55Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/bombainteligent/fotos/?uid=fp1OP34ZvzEzB4sni1gL"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb509b49a/12045434_6sJUw.jpeg" alt="" width="500" height="331" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2012-05-04T17:56:26</issued>
    <title>Dos Modernos</title>
    <published>2012-05-04T16:57:43Z</published>
    <updated>2012-05-04T16:57:43Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/bombainteligent/fotos/?uid=LQQMyPpaWpv52q2qqTMv"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B90091275/12031409_rNDBp.jpeg" alt="" width="475" height="479" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;Keith Haring, &lt;em&gt;Girl With Cigarette&lt;/em&gt;, 1988&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2012-05-04T17:54:14</issued>
    <title>Dor de Cabeça: Feira do Livro</title>
    <published>2012-05-04T16:56:23Z</published>
    <updated>2012-05-04T16:56:23Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="float: left; text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="float: left;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/bombainteligent/fotos/?uid=FNFbPyMTw7eHclBlfZOs"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/P5909cafc/12032655_y2MDd.jpeg" alt="" width="224" height="260" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;em&gt;Até agora a minha única compra foi feita no dia 1 de Maio, e é este HHhH, de Laurent Binet, de que estou a gostar muito. Era livro do dia na Sextante e custou 13,28 euros. &lt;/em&gt;A Feira do Livro de Lisboa está no Parque Eduardo VII, até ao dia 13 de Maio. Apesar das condições meteorológicas pouco favoráveis, nem o vento nem a chuva têm dissuadido os visitantes do passeio em busca de livros mais baratos. Mas a Feira, neste ano de crise, não está barata. Os livros do dia não têm grandes descontos e os preços pouco diferem dos outros livros. Mas a sensação quase futebolística de tanta oferta de livros junta é entusiasmante. Apetece torcer pelas editoras: Viva a vida! Aqui está a Gradiva! Pessoa e Roth juntos até ao fim, venha cá à Assírio &amp;amp; Alvim! Clubismo livreiro à parte, penso que é oportuno dar alguns conselhos para se movimentar à vontade na Feira. Como muitos sabem, é um erro começar pela parte alta do Parque. O melhor é deixar o carro simbolicamente na rua da Buchholz. À direita de quem tem o Marquês de Pombal atrás de si, salvo seja, estão o grupo Babel e a Porto Editora. É importante reconhecer a gentileza destas editoras, que facilitam a vida a quem não gosta lá muito de fazer esforços. Num espaço de trinta metros tem à sua disposição uma oferta significativa, só comparável à do grupo Leya. O problema é que este está do lado esquerdo, com o Marquês no mesmo sítio, mas no cimo do Parque. Altiva e imperial, a Leya exige um esforço físico adicional ao leitor desprevenido. A menos que, com astúcia intelectual, tenha deixado o carro na parte alta do Parque. Uma moda menos feliz é a de centralizar os pagamentos num único sítio, quando se trata de editoras associadas. Provoca uma confusão desnecessária. Se estiver atento a estes pormenores logísticos e consultar diariamente os Livros do Dia no &lt;a href="http://feiradolivrodelisboa.pt/index.php"&gt;site&lt;/a&gt; da Feira, não vai precisar de mais nada para ser feliz.&lt;/div&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Publicado hoje no &lt;a href="http://www.readmetro.com/en/portugal/lisbon/20120504/"&gt;Metro&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-01T18:54:02</issued>
    <title>Dos Antigos</title>
    <published>2012-05-02T07:56:52Z</published>
    <updated>2012-05-02T07:56:52Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/bombainteligent/fotos/?uid=fUhSHqaPuZaRA7tWzZql"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2f09cbf6/11874826_tWyCR.jpeg" alt="" width="260" height="475" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;Giotto, &lt;em&gt;As Sete Virtudes: Esperança&lt;/em&gt;, 1306&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-01T18:43:12</issued>
    <title>Há, felizmente, excepções...</title>
    <published>2012-05-02T07:46:57Z</published>
    <updated>2012-05-02T07:46:57Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;... como aconteceu no caso de &lt;a href="http://www.publico.pt/Sociedade/judice-considera-que-marinho-pinto-ultrapassou-todos-os-limites-nas-criticas-a-ministra-1544157"&gt;José Miguel Júdice&lt;/a&gt;, que apontou um caso público de má educação. Só me parece benevolente quando diz que 'a última coisa que um homem deve perder é a boa educação'. Pressupõe que, neste caso, o mal-educado &lt;a href="http://bomba-inteligente.blogs.sapo.pt/1520860.html"&gt;alguma vez&lt;/a&gt; &lt;a href="http://bomba-inteligente.blogs.sapo.pt/1902713.html"&gt;a teve&lt;/a&gt;.  &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-01T18:38:55</issued>
    <title>De sempre</title>
    <published>2012-05-02T07:38:07Z</published>
    <updated>2012-05-02T07:38:07Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A percepção de que está tudo pior do que antes é seguida de vozes que se prontificam a enumerar as ditas coisas boas: o frigorífico, a pílula, o iPhone. As coisas boas também nos trouxeram até hoje, mas não são compensações de nenhuma perda ética e moral. São resultados do avanço da ciência e da tecnologia ao serviço das pessoas. Não há época que não se queixe da sua decadência, mas o ruído de fundo pressupõe de igual modo a hipótese de uma melhoria. Tudo isto funciona muito bem para quem acredita no progresso da humanidade. Não é o meu caso. Acredito que tudo se mantém na mesma há muitos séculos, só que hoje vivemos mais tempo e temos brinquedos mais giros. O que muda é a relevância que damos a certos comportamentos. Há poucas décadas a boa educação era essencial e a mesquinhez era socialmente condenada. Segundo observo, a sociedade actual é fraca na hora de punir a má educação ou a desonestidade. Não é evidente, mas esta é uma conversa sobre justiça: um problema de todos os tempos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Publicado na &lt;a href="http://canais.sol.pt/EdicaoImpressa/Tabu.aspx"&gt;Tabu&lt;/a&gt;, &lt;em&gt;Cinco Sentidos&lt;/em&gt;, 27-4-12&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-01T18:35:42</issued>
    <title>E hoje, que é feriado?</title>
    <published>2012-05-02T07:36:20Z</published>
    <updated>2012-05-02T07:36:20Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;Dina ou Filomena?&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-01T18:33:41</issued>
    <title>O herói</title>
    <published>2012-05-02T07:35:39Z</published>
    <updated>2012-05-02T07:35:39Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Há dias correu a notícia de que Otelo Saraiva de Carvalho anunciava que era bígamo numa biografia recentemente publicada. Um pouco por toda a imprensa, Otelo assumia a bigamia. Como é evidente, fui ler a notícia. A situação matrimonial de Otelo, que fez o favor de tornar pública, é afinal a seguinte: de segunda a quinta vive com Filomena. De sexta a domingo partilha corpo e espírito com Dina, a mulher com quem casou. Se isto é bigamia, sou a Ava Gardner em 1954, naquele filme &lt;em&gt;sexy&lt;/em&gt;, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0046754/"&gt;The Barefoot Contessa&lt;/a&gt;. Otelo tem duas mulheres, uma com quem casou e a outra com quem passa os dias da semana. Bigamia seria, como o próprio grego indica, se tivesse casado com duas mulheres ou se vivesse em união de facto com as duas. Neste caso, há só uma partilha de uma pessoa entre duas, como se Otelo fosse filho de mães separadas, ou um pai viúvo partilhado por filhas ocupadas, ou um animal de estimação que se vê ora numa casa ora noutra após um divórcio difícil entre dois activistas dos direitos dos animais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Publicado na &lt;a href="http://canais.sol.pt/EdicaoImpressa/Tabu.aspx"&gt;Tabu&lt;/a&gt;, &lt;em&gt;Cinco Sentidos&lt;/em&gt;, 27-4-12&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-04-29T23:20:00</issued>
    <title>bomba-inteligente @ 2012-04-29T23:20:00</title>
    <published>2012-04-30T09:24:59Z</published>
    <updated>2012-04-30T09:24:59Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/bombainteligent/fotos/?uid=6kiHE8RNUzyKOZOL3BeY"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd30906c2/11739994_7uMDG.jpeg" alt="" width="500" height="209" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2012-04-28T23:51:14</issued>
    <title>Bill sobre "Eu hoje acordei assim"</title>
    <published>2012-04-30T09:08:25Z</published>
    <updated>2012-04-30T09:18:53Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;"As you know, l'm quite keen on comic books. Especially the ones about superheroes. I find the whole mythology surrounding superheroes fascinating. Take my favorite superhero, Superman. Not a great comic book. Not particularly well-drawn. But the mythology... The mythology is not only great, it's unique. (...) Now, a staple of the superhero mythology is, there's the superhero and there's the alter ego. Batman is actually Bruce Wayne, Spider-Man is actually Peter Parker. When that character wakes up in the morning, he's Peter Parker. He has to put on a costume to become Spider-Man. And it is in that characteristic Superman stands alone. Superman didn't become Superman. Superman was born Superman. When Superman wakes up in the morning, he's Superman. His alter ego is Clark Kent. His outfit with the big red "S", that's the blanket he was wrapped in as a baby when the Kents found him. Those are his clothes. What Kent wears - the glasses, the business suit - that's the costume. That's the costume Superman wears to blend in with us. Clark Kent is how Superman views us. And what are the characteristics of Clark Kent. He's weak... he's unsure of himself... he's a coward. Clark Kent is Superman's critique on the whole human race." Um monólogo muito bom para &lt;a href="http://youtu.be/eWTJIBGNId0"&gt;ver e ouvir&lt;/a&gt; (reparo que David Carradine era um bocadinho sopinha de massa).&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-04-28T17:23:39</issued>
    <title>'She's got a Hanzo sword?'</title>
    <published>2012-04-28T16:29:28Z</published>
    <updated>2012-04-28T16:29:28Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/bombainteligent/fotos/?uid=cmyvgeRH9mc5U7Zg3eq9"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb209cb56/11618223_5H453.png" alt="" width="357" height="500" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;Atenção à &lt;a href="http://bomba-inteligente.blogs.sapo.pt/1956181.html"&gt;segunda obra-prima&lt;/a&gt;, hoje, às 22h25, no canal Hollywood.&lt;/p&gt;</content>
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