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Diário estival (20)

por Carla Hilário Quevedo, em 02.09.17

- A notícia de que o Papa Francisco a dada altura da sua vida procurou respostas a algumas perguntas no consultório do psicanalista fez-me pensar que além do respeito e da admiração que tenho pelo Papa, sinto também amor. Para os argentinos, como de resto para os franceses, a psicanálise não é um drama, nem um sinal de fragilidade. É uma oportunidade de fazer perguntas a si próprio, de dizer a verdade. Nada disto é possível sozinho.

- Ainda sobre Game of Thrones, a figura de Cersei Lannister é a mais fascinante para mim. A Mãe dos Dragões tem qualidades importantes, mas está convencida de que não é uma facínora, como foi o pai. A minha preferência vai para quem se conhece. Cersei é movida pelos seus interesses, pelo nome da família, pelo legado. Carrega um ódio motivador contra aqueles que causaram a morte dos filhos, directa ou indirectamente. Por tudo isto, parece-me absurda a ideia de que possa estar a mentir sobre a gravidez. Seria uma mentira de revista de cabeleireiro. Cersei mentiu a Daenerys sobre enviar ou não tropas para o Norte. Isso, sim, é digno de Cersei. Por fim, um pormenor. Sou fã do Night King e vibrei com a cena avassaladora da destruição da Muralha. Mas do que gostei mesmo foi das asas esburacadas do dragão não-morto. Parece que vamos ter de esperar até 2019 para vermos o final da série televisiva mais espectacular de sempre. Alguns dizem que se situa na Idade Média e tem influências de Tolkien misturadas com a lenda do Rei Artur. Para mim, é Homero e Tácito com Tucídides e dragões. 

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Cartoon de Farley Katz para The New Yorker.

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publicado às 08:06