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por Carla Hilário Quevedo, em 29.09.06
A perfeição existe

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Minha grandessíssima querida, tive um princípio de desmaio quando vi escrito no ecrã do televisor qualquer coisa como: "Sorry, mas isto é de uma região diferente". Mas não me deixei abater! Já vi cinco episódios de seguida no portátil (o computador é nosso amigo) e posso dizer-te que a segunda série de Carnivàle é brilhante, mas não podia de maneira nenhuma ter sucesso. Tudo negro, muito negro, com um Brother Justin mau, libidinoso e muito atractivo como só o verdadeiro Mal pode ser; a sinistra irmã Iris, que será sacrificada (tenho a certeza disso porque Justin, o único que a poderá salvar, não o fará - não está na sua natureza); um Ben Hawkins menos activo ou mais fugidio, ou talvez simplesmente perdido, a passar por dois episódios estranhíssimos (o terceiro e o quarto desta série), em que esteve quase a ser enterrado vivo; uma Ruthie ressuscitada, mas que por isso paga um preço altíssimo (prevejo o pior); uma Sophie a recuperar do choque da morte da mãe e a fazer qualquer coisa de surpreendente (não conto); e um Samson cada vez mais sábio, um ponto de equilíbrio estranho no meio daquilo tudo. Fascinantes as breves alucinações de Justin e de Ben, sempre unidos em pontos opostos. Ah, e anda tudo a procura de Henry Scudder, que me parece não ser humano (é capaz de ser uma personagem interessante; pensando bem, já é). Concluindo, estou a adorar, mas julgo que tu, a triciclo, a Ana Cláudia, o Luís (falámos sobre Carnivàle em Setembro e Outubro de 2005), o Eduardo Pitta (que me parece também ter visto a primeira série) e eu não seremos público suficiente para dizer que esta série é perfeita. Não somos? Então não somos! A perfeição televisiva existe e chama-se Carnivàle. (Pronto, e também se chama Deadwood, Rome, The Shield, The Sopranos e House.)

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publicado às 11:19