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Sylvie Guillem

por Carla Hilário Quevedo, em 07.04.08

(Smoke: segunda e terceira partes.)

 

Reza a lenda que Rudolph Nureyev se apaixonou perdidamente por ela. Sylvie Guillem, conhecida por «Mademoiselle Non», é muito franzina e frágil, as pernas chegam ao céu e, segundo explicam os puristas, é excessivamente flexível para bailarina clássica. Determinada, a bailarina francesa Sylvie Guillem, no auge da sua carreira, há cerca de vinte anos, fez o impossível: as malas. E partiu para Londres. Da Ópera de Paris passou para o Royal Ballet e não voltou a trabalhar no seu país de origem. Da dança clássica passou à contemporânea, colaborando com coreógrafos de diferentes estilos e influências. Descobri esta bailarina excepcional no YouTube. O momento de maior prazer nas pesquisas neste meio – uma espécie de canal de televisão feito pelo espectador – é aquele em que descobrimos uma pedra preciosa rara. Pode ser conhecida de uma série de pessoas. Pode mesmo ser um gosto antigo para muita gente. Mas o que importa é ser uma novidade para o pesquisador youtubiano. Descubro Sylvie Guillem, a maior bailarina do mundo, por acaso, no computador. Aconselho tudo mas ainda mais a coreografia de Mats Ek, Smoke, dividida em três partes. É o mínimo dizer que é perfeita.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 5-04-08.

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publicado às 09:18