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Ratzinger limpa a casa

por Carla Hilário Quevedo, em 28.04.08

A visita do Papa Bento XVI aos Estados Unidos da América não podia ter corrido melhor. Em nenhuma apresentação pública o Papa perdeu tempo ou deixou passar a oportunidade de afirmar os seus princípios e os seus objectivos. Pediu desculpas pelos escândalos de pedofilia protagonizados pelos sacerdotes católicos e deu uma descompostura aos bispos por não terem sido mais rigorosos e vigilantes. Na Sinagoga de Nova Iorque, o Papa confirmou a fraternidade especial com o povo judaico e defendeu a solução do conflito israelo-palestiniano com a criação de dois estados. Nas Nações Unidas, como era esperado, falou da paz, mas não foi pacifista quando exigiu que, no caso de ter de haver intervenções mais agressivas, fossem consensuais e legais. Condenou ainda a tortura. No Ground Zero rezou pelas vítimas mas também pelos terroristas, pedindo que desistissem do ódio e da violência. Na missa de despedida num estádio de baseball, lembrou que a Igreja privilegia a vida e condena o aborto. Não há dúvida de que Ratzinger é o Papa certo na luta contra o relativismo e o conformismo. Os católicos estão em muito boas mãos.

 

Pubicado na Tabu, Cinco Sentidos, 25-04-08.

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publicado às 09:01