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Adorei, adorei, adorei

por Carla Hilário Quevedo, em 24.05.08

Primeiro: a entrevista de Constança Cunha e Sá a Luís Filipe Menezes, na terça-feira. Vimos no programa Cartas na Mesa um ex-líder do PSD magoado, pássaro ferido, ressentido. E a mágoa exposta é sempre um incómodo para os espectadores, fartinhos de ver políticos a usar um vocabulário lamechas e sentimental para o que é política e trabalho. Sempre que um político fala em paixões, amores, decepções - ui, decepções! - e traições, boa coisa não pode vir dali. Não significa que o líder, seja qual for, tenha de ser distante e insensível, mas que seja saudável, caramba. É assim tão complicado? Como foi possível que um candidato tão fraco chegasse à liderança do maior partido da oposição?

 

Segundo: o debate ontem no Jornal Nacional, moderado por Manuela Moura Guedes, com os quatro (quatro?) candidatos à liderança do PSD: Manuela Ferreira Leite, Pedro Passos Coelho, Pedro Santana Lopes e Patinha Antão (?), seguido do comentário de Vasco Pulido Valente, com os quatro ainda em estúdio, a dar a vitória do debate a Manuela Ferreira Leite, com toda a justiça do mundo, aliás. Uma palavra para Pedro Santana Lopes. Há que admitir que é combativo. Está vivo, ao contrário de muitos, o que é mesmo uma vantagem. Pedro Passos Coelho começa agora a sua carreira política séria. Falta-lhe solidez mas está a começar. É sempre difícil ter solidez quando se começa, a menos que se seja um psicopata. Manuela Ferreira Leite, muito, muito bem, embora por vezes caia na tentação de ser excessivamente zelosa de uma suposta falta de conhecimento dos dossíês. Entendo o seu cuidado mas MFL tem autoridade suficiente para dispensar esse tipo de introdução ao discurso.  Bravo! O debate foi vivo, interessante e cordial. Começou finalmente a campanha para a liderança do PSD. Estavamos a ponto de um dia acordar com uma nova líder social-democrata sem darmos por nada.

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publicado às 11:36