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A roda de Herman

por Carla Hilário Quevedo, em 23.09.08

Herman José voltou à televisão. Depois do muito incompreendido, muito maltratado e muito desertado Hora H, Herman regressa com um clássico da televisão americana e um êxito pessoal experimentado na RTP: A Roda da Sorte. Como sabem, a longevidade deste concurso em todo o mundo deve-se sobretudo à simplicidade do concurso e à qualidade dos seus apresentadores. Quanto menos sofisticada é a estrutura de um programa de entretenimento, mais se exige de quem o apresenta. Não sei se há outros casos televisivos em que uma figura célebre recupera um formato antigo, quase uma dezena de anos depois, e volta a arrasar como se tudo fosse uma novidade. Seja como for, esta nova edição da Roda serve de exemplo. O programa pode ser antigo, mas Herman está completamente actualizado. Com o capricho e a insolência que o caracterizam, faz o que lhe apetece e diz o que lhe passa pela cabeça. Herman José não está como antes; está muito melhor. O horário do programa talvez ajude a conquistar mais hermaníacos. Mas, acima de tudo, sei que nós, os de sempre, podemos afirmar com orgulho: «Era preciso um concurso para perceberem porque é que o Herman é um Mestre?».

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 20-08-08.

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publicado às 19:01