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Em Espanha eram «mille e tre»

por Carla Hilário Quevedo, em 30.09.08

 

Marco António Costa, líder da distrital do PSD/Porto, lançou um apelo desesperado às mulheres deste país. São precisas três mil para preencher as quotas definidas para as listas a apresentar nas três eleições de 2009. Ora, o PSD/Porto tem um problema grave entre mãos. Segundo o resumo de duas linhas de um estudo que li recentemente, as mulheres inibem-se em ambientes competitivos, daí o campo selvagem da política não lhes interessar para nada. É capaz de ser, é. Mas também podem ser… gases? Ou uma espécie de tédio irrefreável, não sei. Seja como for, três mil são imensas, mesmo para quem – como eu – não é contra as quotas. É que não vejo diferença entre um homem imbecil e uma mulher estúpida. Nem percebo porque é que uma mulher, para ocupar certos cargos de poder, tem de ser imaculadamente íntegra. É altura de acabar com a ideia de que as raparigas têm de ser excepcionais para singrarem numa área mais extravagante. Que sejam igualmente más, pronto. Mas voltando à dificuldade, mesmo com a fasquia em baixo: as mulheres parecem não querer participar na vida partidária. Pois os cavalheiros que se esforcem mais. Enviem umas flores, que diabo. É preciso dizer tudo?

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 27-09-08.

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publicado às 07:02