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Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 16.10.08

Joan Crawford

 

... ainda sobre lembrar e esquecer e esquecer e lembrar, penso a esta hora da manhã que o verbo-chave é descontrair. Talvez lá mais para o fim da tarde tenha outra ideia (ah, les femmes...). Num modo de vida cool não há espaço para muitas ligações com um excesso de intensidade tal que só podem levar à desgraça. As ligações mais arriscadas (a pessoas, a situações), sobretudo de afecto, requerem cuidado. Cuidado com as pessoas de que gostamos, cuidado em situações de maior fragilidade. Para isso é preciso memória, sim. Porque a memória está associada à atenção que damos às coisas. O que quero dizer é que a atenção, na grande maioria dos casos, é mais interessante do que a memória propriamente dita. Ter atenção, sim. Mas lembrarmo-nos para sempre dessa atenção, não. Isto pode parecer superficial. E se calhar é. Pode ser também o que nos salva.

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publicado às 07:00