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Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 14.11.08

Mary-Louise Parker

 

... há uma diferença entre ser tímido e ter vergonha. Não que se excluam mutuamente. Quero dizer que é possível ter o pesadelo completo: tímido e com vergonha. Mas uma coisa de cada vez é mais possível de gerir. Pensando em mim (booooring!), é incrível como por vezes sou acometida de crises de timidez. Não sei se será encantador, como insistem em dizer-me. Nunca gosto. Pelo contrário, penso que a vergonha merece incentivo. É uma espécie de purga do engano. Mesmo quando o erro é menor, é necessária à aprendizagem. No outro dia tive vergonha por me ter enganado tanto com Nietzsche. Fiquei mais ou menos satisfeita por saber que o livro que li há uns anos - A Origem da Tragédia -, e que não me interessou nada, não é o melhor exemplo da sua genialidade, mas mesmo assim: vergonha! A mudança começou há uns meses quando li partes da Vontade de Poder, e dei por mim a aplaudir de pé. Mas agora, perante os seus textos incríveis sobre retórica, sinto-me esmagada Vergonha, meus caros. Acordei com muita vergonha.  

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publicado às 10:46