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Toda a virtualidade será punida

por Carla Hilário Quevedo, em 25.11.08

Esta história deu que falar. Um casal inglês conheceu-se na Internet. Casaram e partilharam a sua paixão pelo Second Life, um mundo virtual onde os participantes adquirem, como o nome indica, uma segunda vida. Continuaram casados na vida real e na outra também. A dada altura, o homem desenvolveu um gosto por prostitutas virtuais. O casal teve a sua primeira briga real quando o marido foi apanhado pela mulher nessas andanças. No entanto, o marido não abdicou das más companhias. A mulher real fartou-se e pediu o divórcio alegando a infidelidade virtual do marido. Parece que este é o primeiro divórcio do género. Numa primeira impressão talvez seja difícil compreender a atitude algo exagerada da mulher. O adultério virtual podia ser punido com um divórcio virtual e assim ficava tudo no computador. No entanto, após uma reflexão mais cuidada chego à conclusão de que se o marido fazia o que fazia no Second Life era só porque não podia fazer o mesmo na vida real. Imagine que o seu marido fiel e dedicado tem um fraco por chamadas de valor erótico e acrescentado. Também há algo de virtual nesta brincadeira. E quantas chamadas toleraria a legítima mulher? Nenhuma, claro.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 22-11-08.

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publicado às 19:16