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por Carla Hilário Quevedo, em 27.09.03
A mosca entra muito tonta no quartinho. Depois de centenas de voltas dadas no ar, pousa no fio da aparelhagem. Aí permanece imóvel. Parece dormir. O gato Varandas, por instinto ou por mero aborrecimento dá o ar da sua graça e dirige-se ao fio, como se tivesse ouvido qualquer som suspeito. Pára em frente ao fio e olha para a mosca, que se confirma estar a dormir. A observação do gato é várias vezes interrompida por umas tentativas de aproximação do próprio bichano àquele ponto preto: corpo esticado, corpo sentado, corpo esticado... A mosca nada. Dorme como um anjinho e o perigo (ou nem tanto) mesmo ali ao lado. O jogo do levanta e senta acaba por estafar o predador persa. De sentado passa finalmente a deitado e adormece.

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publicado às 23:16