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por Carla Hilário Quevedo, em 15.09.03
A caminho do dentista, aconteceu-me uma coisa que nunca me tinha acontecido na vida: fiquei fechada no elevador. Como acho que nunca é nada comigo, fiquei sentada à espera que me viessem buscar. O tempo foi passando e comecei a ficar com o cabelo molhado de tanto calor que ali estava. Decidi que talvez não fosse má ideia usar o telefone do elevador e carregar num botão que dizia alarme. Nada. Sentei-me outra vez. Como aquilo já se estava a tornar uma sauna, resolvi dar umas pancadas (de menina) na porta e perguntei "está aí alguém?" um bocadinho a medo e um bocadinho sem medo. Do outro lado, ouvi: "Ah! Está aqui! Vamos já buscá-la!" Sentei-me. E depois de muitas voltas no elevador, que de parado passou a subir e a descer feito louco, fui parar ao rés-do-chão. Dois seguranças esperavam-me com um sorriso simpático. E assim passei meia hora da minha existência.

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publicado às 19:23