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Finalmente

por Carla Hilário Quevedo, em 29.03.11

Parece uma alucinação, mas não é, se acreditarmos no rigor de Julius Cavendish, no Independent. A al-Qaida lançou uma revista feminina chamada Al-Shamikha (em inglês, «The Majestic Woman»), muito ao estilo das clássicas Elle ou Cosmopolitan. Difere, como é natural, no conteúdo. Na capa do primeiro número vemos duas imagens pequenas de burkas e uma popular metralhadora. As páginas da Al-Shamikha estão cheias de conselhos, todos eles aceites pelo tout le monde que viva honestamente. Uma mulher não deve sair de casa, a menos que seja estritamente necessário; casar com um futuro mártir, não só é correcto, como uma garantia de segurança, estabilidade e felicidade, e ainda mais aquelas regras todas de uma certa interpretação do Corão que deu tão má fama ao Islão. Um dos objectivos desta revista é dar a conhecer os segredos da maravilhosa vida jihadista. Então está bem. As mulheres têm o direito de repousar a vista cansada no último grito da moda. Eu, por exemplo, estou farta de ver as modelos com aquelas Kalashnikov grosseironas e pesadas, quando os austríacos e os italianos fazem coisas tão giras como as Glock, ou como as Beretta, que são tão queridas.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 25-3-11

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publicado às 15:38