Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Mais um passo

por Carla Hilário Quevedo, em 12.04.11

Investigadores da Universidade do Michigan fizeram ressonâncias magnéticas a 40 pessoas com desgostos de amor e confirmaram que a dor que sentem, ao verem uma fotografia da pessoa que lhes partiu o coração, é verificável. Ou seja, estas não são dores imaginadas: são físicas. Alguns especialistas comparam este sofrimento ao dos doentes de fibromialgia, que padecem de dores fortes e localizáveis, como as reumáticas, embora situadas nos músculos e tendões. Com esta informação, vemos de outro modo o final de Romeu e Julieta, mas também imaginamos mais soluções para suavizar as maleitas do coração que ama. Sabemos que, durante séculos, o suicídio e o álcool foram a única forma de acabar com aquele tipo de dor que muda a nossa vida. Com estas novas descobertas, é possível resolver o problema de modo menos drástico. No Boston Globe, Deborah Kotz aconselha Tylenol. Outros especialistas verificaram que, em casos menos dramáticos, como não termos sido convidadas para o aniversário da nossa melhor amiga, uma aspirina funciona muito bem. São soluções que confirmam a atitude dos românticos dos séculos XVIII e XIX, que acabavam os seus dias encharcados em ópio e láudano.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 8-4-11

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:43