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Surpresa

por Carla Hilário Quevedo, em 02.08.11

Não é preciso dizer que não tenho simpatia pelo Presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Mas antipatia à parte, ninguém lhe pode negar o direito de se expressar como entende nos meios de comunicação que a tecnologia nos oferece. Na campanha presidencial que levou Barack Obama ao poder, as opiniões foram favoravelmente unânimes quanto à eficácia da utilização das redes sociais conseguida pelo actual Presidente dos Estados Unidos da América. Mas Chávez não é tão amado como Obama. No entanto, não estará neste caso a fazer nada de muito diferente. Como sabemos, o Presidente da Venezuela tem um cancro e está a ser tratado em Cuba. Mantém informados os seus seguidores no Twitter (um milhão e oitocentos mil) sobre decisões recentes, a sua indignação com a arbitragem nos jogos da Venezuela na Copa América e outros temas, sem se referir à doença. Tudo isto é normal. Mas, pelos vistos, não chega para o Guardian. Na notícia do jornal sobre o uso de Chávez do Twitter a partir do hospital cubano, a sua actividade twitteira só é descrita como um modo de exercer o poder. Para mim, é mais simpático que isso. É uma surpresa elegante da parte dele.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 29-7-11

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publicado às 14:04