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Mais uma vez

por Carla Hilário Quevedo, em 30.08.11

Ninguém podia levar a mal se os católicos cometessem em massa o pecado do orgulho. É no sentido de ter orgulho dos filhos, dos pais, do país, que os católicos podem estar orgulhosos do Papa Bento XVI. Apesar de o brilhantismo das suas intervenções não ser novidade, as que vão ao encontro dos problemas sociais e culturais mostram uma sabedoria e uma preocupação tão finas que põem a Igreja Católica no centro do debate mundial. O discurso de Bento XVI no encontro com jovens professores universitários na Basílica de São Lourenço do Escorial é mais uma prova do seu brilho. O Papa advertiu os fiéis para o problema do pragmatismo e da especialização e lembrou a função essencial da universidade: a procura da verdade. O Papa falou da sua experiência como professor universitário e recordou o prazer da discussão, condenando a ideia actual da universidade como fábrica de produtos utilitários. Quando se fala de educação parece que se está inevitavelmente a falar de emprego; de licenciaturas que servem para assegurar um futuro de conforto e estabilidade. Sabemos que nem sempre acaba assim. Mas, pior, esquecemos que nem sequer devia ter começado por esse motivo.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 26-8-11

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publicado às 18:22