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Em Tripoli

por Carla Hilário Quevedo, em 06.09.11

Bernard-Henri Lévy foi um dos líderes dos Nouveaux philosophes, um grupo de anti-totalitários de finais de 70. BHL era o alto, giro e o único sem barriga. É filho de um milionário, foi aluno nos melhores colégios e estudou Filosofia na École Normal Supérieure. É cinturão negro de judo. Escreveu muitos livros, uns melhores que outros. Foi considerado de esquerda pela direita e de direita pela esquerda. É amigo de Mitterrand e de Sarkozy. É sionista e abraça todas as causas célebres: de Sarajevo ao Ruanda, de Paris a Nova Iorque. Nos negócios também não vai mal. Deve ser o único filósofo que qualquer mãe consideraria melhor escolha que um médico para marido de uma filha. Aos 63 anos, continua alto, giro e sem barriga. Falo dele porque vi as fotografias da visita que fez a Tripoli, de apoio aos rebeldes. Nada de estranho neste Indiana Jones da Filosofia. O que saltou à vista foi estar impecavelmente vestido com o seu fato preto e camisa branca. Gostei de uma imagem em que passeia, elegante e de cabelo ao vento, acompanhado de dois guerreiros líbios, ambos armados até aos dentes. Dada a ocasião histórica, talvez não estivesse tão demasiado bem vestido como isso.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 2-9-11

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publicado às 16:11