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Medo

por Carla Hilário Quevedo, em 01.11.11

Aconteceu em Seattle. Um homem usou gás pimenta para separar outros dois que andavam à pancada. A polícia descobriu que, além de estar vestido como um super-herói, Benjamin Fodor na vida civil tem Phoenix Jones como nome artístico. Não é o único que trabalha como super-herói nos tempos livres. São às centenas e até têm um site próprio: reallifesuperheroes.org. Outros preferem trabalhar em grupo, como os Michigan Protectors. A polícia não gosta destes vigilantes excêntricos. Percebo perfeitamente. Os defensores da lei amadores tiveram mais exposição depois de Kick-Ass, um filme engraçado da MTV, em que um adolescente sem super-poderes de nenhuma espécie tenta pôr o seu bairro em ordem. O filme era esquisito. Apesar de a história ser simpática, a extrema violência exibida era chocante. Estes novos defensores da lei vestem-se como os heróis da Marvel, acreditam que podem «fazer a diferença» e até têm uma carta de princípios que pode ser lida no site. É bem-intencionada e ao mesmo tempo arrepiante. Entre outros objectivos, afirmam desejar cumprir e defender a lei, ajudar os necessitados e ainda querem criar um amanhã melhor. É assustador.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 28-10-11

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publicado às 18:51