Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 11.11.11

The Bardot

Brigitte Bardot 

 

... ontem ouvi o novo primeiro-ministro grego, Lucas Papadimos (ou Papademos, tudo bem) a falar aos jornalistas e de repente apareceu na minha cabeça ou no meu estômago uma explicação plausível para o facto estranho de Aristóteles, Plutarco, entre outros, se referirem ao tom de voz como uma característica determinante para a vida do homem público. Era compreensível. Um homem cuja função principal era falar não podia ter uma voz de cana rachada. Estava longe de ser uma obsessão frívola dos filósofos gregos. Mas talvez esta preocupação também tivesse que ver com a própria natureza da língua grega. Entendam que são muitas fricativas e inúmeras guturais. As palavras não são fáceis de pronunciar com clareza, nem para os nativos. Não me custa a crer que não seria apenas o tom de voz que importava, pois a pronúncia correcta e clara é fundamenttal para captar a atenção do público. Ouvindo o recente Papadimos, tive saudades da boa dicção do demissionário Papandreou. Papadimos é mais preguiçoso, menos articulado e mais aborrecido de ouvir. Vamos ver se faz alguma coisa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:11