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Não há que ter medo

por Carla Hilário Quevedo, em 10.04.12

Li um artigo na revista The New Yorker sobre a utilidade dos novos meios de expressão online, sobretudo o Twitter. Sasha Frere-Jones começa por atacar a desconfiança de Jonathan Frazen, que há pouco tempo se insurgiu contra a comunicação no Twitter, que lhe parece superficial e contrária à procura de argumentos válidos para defender pontos de vista. Mais, segundo o escritor, o Twitter estará a contribuir para a decadência do debate: a falta de espaço e a rapidez das conversas são os maiores inimigos da troca de ideias. Compreendo o que diz, mas estou do lado de Frere-Jones, que diz que não há que ter medo dos novos meios, porque o Twitter não substitui nada nem conversa nenhuma e ainda porque, como em tudo na vida, há participantes no meio que são muito bons a estimular discussões em que é preciso dizer o máximo em pouco espaço. A capacidade de síntese é desenvolvida e a atenção dos outros obriga à constante correcção do que é dito. A comunidade no Twitter é exigente, está atenta, é participativa. E temos visto como é uma testemunha valiosa do quotidiano em tempo real. O Twitter é um aliado da imprensa. Não é por acaso que os jornalistas gostam tanto dele.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 6-4-12

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publicado às 19:31