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por Carla Hilário Quevedo, em 22.08.03
A blogosfera está pejada de escritos sobre a bombazona Beyoncé Dressed-In-Versace-And-Linkin'-That-Thumb Knowles e o seu novo vídeo Crazy in Love. Apresento-vos os versos de que mais gosto: "Uh oh, uh oh, uh oh, oh no no / Uh oh, uh oh, uh oh, oh no no / Uh oh, uh oh, uh oh, oh no no / Uh oh, uh oh, uh oh, oh no no".

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publicado às 18:01

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por Carla Hilário Quevedo, em 22.08.03
Continuam a chegar tipo à velocidade da loucura sugestões de versos divertidos de canções patetinhas.



Desta vez é o Socio[B]logue que me escreve: "Envio-lhe alguns versos improváveis para a sua colecção: "He was a boy / She was a girl / Can i make it any more obvious?", Sk8ter Boy, Avril Lavigne



"Uh Huh Life's like this / Uh Huh Uh Huh That's the way it is / Cause life's like this / Uh Huh Uh Huh That's the way it is", Complicated, Avril Lavigne



"(I'm gonna getcha) / I'm gonna getcha while I gotcha in sight / (I'm gonna getcha) / I'm gonna getcha if it takes all night / (Yeah, you can betcha) / You can betcha by the time I say "go," / you'll never say "no" / (I'm gonna getcha)/ I'm gonna getcha, it's a matter of fact / (I'm gonna getcha) / I'm gonna getcha, don'tcha worry 'bout that / (Yeah, you can betcha) / You can bet your bottom dollar / in time you're gonna be mine / Just like I should - I'll getcha good", I'm Gonna Getcha Good!, Shania Twain



Tanto Avril Lavigne como Shania Twain são de origem canadiana. Can I make it any more obvious?"



O comentário faz-me lembrar uma canção que adoro, da banda sonora do filme Southpark: Bigger, Longer & Uncut, intitulada Blame Canada: "Blame Canada / Blame Canada / It's not even a country anyway". Esteve candidata a um Óscar. Não ganhou.

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publicado às 17:02

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por Carla Hilário Quevedo, em 22.08.03
Chegam à caixa de correio do bomba mais sugestões de versos divertidos de canções de chacha.



O blogue 3 Tesas Não Pagam Dívidas escreve um post sobre o tema e cita a namorada Shakira e mais uns versos da Britneyzinha (essa mulher é uma mina aqui para o passatempo). Deixo-vos os versos da Britney: "I know I may be young, but I've got feelings too / And I need to do what I feel like doing (...) What's practical is logical. What the hell, who cares?", de I´m a slave 4 u e ainda o clássico "Oops!...I did it again / I played with your heart, got lost in the game". O Oops.. I did it again devia ser trauteado em todas as faculdades do País! I know I do it...



Do Posso Ouvir Um Disco chega um rap luso do já mítico Boss AC, cujo vocábulo "baza" resume um estado de espírito muito popular entre a camada adolescente. Fica o refrão: "Baza, baza / Vai p'ra casa / Abre a pestana, tana / Isto aki não é um filme, boy".



Afinal não resisto e transcrevo mais uma parte deste hino. Ainda dizem que os meninos não aprendem inglês: "Sou mesmo assim, what you see is what you get / Se não entendes a mensagem rewind, repete / Presta atenção ao qu'eu digo digo no mic e reflecte / A minha música é um boquete, where my niggas at? Podes crer vou esquecer hoje não quero saber / Se não paro de pensar vou enlouquecer / akela merda pode tocar mas não vou atender / Vou pôr o som a rappar o mais alto que puder / mulho que souber nas lojas disponivel para quem quiser / Put your hands in the air and bounce to this".

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publicado às 10:20

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por Carla Hilário Quevedo, em 22.08.03
Cenas da vida conjugal



- Querido, porque é que não há notícias de pedófilos?

- Porque as fontes foram todas de férias.

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publicado às 10:00

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por Carla Hilário Quevedo, em 21.08.03
Começam a chegar as sugestões de versos divertidos de canções de chacha. Parece-me mesmo que se trata de um tema ilimitado. Muito mais do que a Antiguidade Clássica.



Do 7000 Nomes, chegam alguns versos dessa canção que tantas alegrias deu à juventude lusa - e porque não ibérica -, Whenever/Wherever da diva colombiana, namorada do filho do ex-Presidente da Argentina De la Rúa (um inútil, segundo diz o meu marido) Shakira: "Lucky that my lips not only mumble, they spill kisses like a fountain, lucky that my breasts are small and humble, so you don't confuse them with mountains".



O 7000 Nomes envia-me também a letra mais divertida de sempre (gozo ao Rapper's Delight, dos Sugarhill Gang, que sei de cor, mind you... sim, a letra toda) das três grandes queridas que destruíram o conceito de girls band, as filhas do Tomate (feias que só visto), Las Ketchup: "asereje, ja deje tejebe tude jebere seiunouba majabi an de bugui an de buididibi". Em tempos fiz uma versão desta música para ilustrar a entrada dos Abraham no Iraque. Repesco-a agora dos arquivos do bomba.



Canção Asereje versão guerra



Abuabu abu dabi saddam saddam saddam saddamshalabi kirkuk a carlos fino a tiktik titi

saddam saddam iraqueiraque bagdade damasco e síriri ri ri e a síria e tikri cricri

e uma kalashnikov de ouro de ouro e quero e quero e quero la la la la e tik tiki kiki...

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publicado às 19:23

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por Carla Hilário Quevedo, em 21.08.03
O Abrupto, ao criticar há uns dias um programa norte-americano que "ousa" misturar Proust com Britney Spears, deu-me uma ideia divertida, porque do que gosto mesmo é das grandes misturas que dão sentido a esta coisa a que chamamos a nossa vida.



Proponho um passatempo de Verão. As letras das canções pop são habitualmente repetitivas e pouco interessantes. Gostava de fazer aqui no bomba uma recolha de alguns versos engraçados dessas músicas. Deixo aqui alguns exemplos de versos divertidos de canções de chacha.



- "Say hello to the girl that I am", Overprotected, Britney Spears

- "I love you for free and I'm not your mother", Objection (Tango), Shakira

- "LA told me, 'You'll be a pop star, all you have to change is everything you are'", Don't Let Me Get Me, Pink



Conhecem mais?

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publicado às 13:17

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por Carla Hilário Quevedo, em 20.08.03
Sempre que leio o meu nome no Socio[B]logue ponho-me em sentido. Pareço uma miúda toda esticada já com a mão na caixa das bolachas, que está na última prateleira do armário; a tampa quase a cair e a outra mão apoiada no armário. De repente, ouço o meu nome. É assim que me sinto.



A maioria das pessoas que me envia e-mails trata-me pelo nome e apelido. Pois. Por bomba inteligente. Os mais formais tratam-me por Dona Bomba (tem a sua piada). Os que já me conhecem tratam-me por Charlotte, Char, Cha, Chazinha etc. Uma grande querida trata-me por Palas Ateneia. Já sabem que me chamo Carla... mas podem tratar-me por Elizabeth que não me importo.

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publicado às 20:05

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por Carla Hilário Quevedo, em 20.08.03
O texto do Abrupto "Bagdad / Jerusalem 2" faz-me pensar que se tivessem mostrado os cadáveres das vítimas do atentado do 11 de Setembro e assim anulado a estetização do acontecimento, talvez isso tivesse provocado alguma emoção e menos racionalização do acto terrorista. Mas agora é tarde.

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publicado às 19:48

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por Carla Hilário Quevedo, em 20.08.03
Como é que se discute o atentado à ONU em Bagdade? Partilho da revolta lida nos textos "O que é a verdade, portanto?" do Aviz e "Iraque", do Abrupto. E entendo muito bem o tom do texto do Contra a Corrente, "O velho e cínico relativismo moral", em cujas entrelinhas leio qualquer coisa como "já cansa andar sempre a explicar o óbvio".

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publicado às 12:12

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por Carla Hilário Quevedo, em 19.08.03
Ontem recebi um convite do blogue A Carta Roubada para participar num live concert, ou numa sessão de psi ou no que quisesse. Adorei! Obrigada, minha querida, Susi Psi.

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publicado às 12:57

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por Carla Hilário Quevedo, em 18.08.03
Leio no Abrupto o seguinte: "(...) foi através de Haroldo de Campos e M. S. Lourenço (nos artigos do Tempo e o Modo) que comecei a entrar dentro de Pound e Joyce. E não era o Joyce do Ulisses mas o do Finnegans Wake. “Entrar dentro” significava interessar-me muito, entusiasmar-me, estudar, tentar repetir (...)". Como político explica (sem explicar) o que quer dizer com "entrar dentro". Ora se "entrou dentro" do Joyce de Finnegans Wake, o que terá feito ao Joyce do Ulysses?

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publicado às 14:15

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por Carla Hilário Quevedo, em 18.08.03
Bem, se para o Mata-Mouros, o melhor blogue desta semana foi o Mar Salgado, a melhor refutação a do Liberdade de Expressão, a melhor lição a do Cataláxia, o melhor humor o do Valete Fratres, o melhor texto o do A Aba de Heisenberg, sinto-me honrada com a distinção de melhor "posta". Não há nada como o contexto para se perceber que o elogio tem valor.

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publicado às 11:26

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por Carla Hilário Quevedo, em 18.08.03
A Rata Maluka estabelece a ancestral dialéctica taoísta do ying e do yang ao recomendar exclusivamente na sua lista de blogues O Meu Pipi e esta vossa humilde servidora. Não acho que seja nem maniqueísmo nem simplismo. Apela à sabedoria de uma cultura milenar, que explica a energia do universo na sua mais pura essência. Sinto-me orgulhosa por representar o ying e estar tão bem acompanhada pelo escolhido yang.

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publicado às 11:13

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por Carla Hilário Quevedo, em 17.08.03
Leio no Patarata uma pergunta a que me apetece responder muito sucintamente, porque já sabem que estas coisas da etimologia são para serem levadas com muita descontracção: "Será a origem da palavra negócio, a negação do ócio?" Ah, pois é. Negócio é um vocábulo constituído pelos latinos nec (não) e otium (ócio). À actividade do não-ócio chamamos trabalho. Ora a palavra correspondente em grego ao otium latino é sxolí, cujo significado é, claro, tempo livre. Trata-se de um vocábulo que vemos em palavras como escola, escolástico etc. Parece-me muito acertado que o tempo livre seja associado ao estudo. Já a palavra douleiá (trabalho, em grego) vem de doulos (escravo). Os gregos percebiam disto a potes.

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publicado às 21:10

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por Carla Hilário Quevedo, em 16.08.03
Perguntam-me porque nunca respondo aos blogues que falam mal do bomba. Digo que já expliquei: porque esses textos poluem o meu blogue. Mas talvez seja importante desenvolver um bocadinho a ideia. Já vários blogues se manifestaram contra o bomba. Quando o fizeram foi sempre em termos de lamentar, num tom insultuoso, muito baixo. A isso não chamo crítica. Curiosamente, os textos do bomba inteligente raramente são criticados. Já o bomba é alvo de grandes más-criações, insultos e atitudes de paternalismo. Sou bastante violenta na minha vida com as pessoas de quem não gosto. Aqui, refreei essa tendência. Optei pelo silêncio e por ignorar os ressabiados que andam por aí aos caídos. Tentei ser coerente e responder apenas aos casos de gritante falta de ética, que foram dois, se bem se lembram. Não sei o que se passará daqui para a frente. Mas posso aconselhar aqueles que não gostam do bomba a que não o visitem. É muito simples. Mais simples do que mudar de canal de televisão.

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publicado às 21:55