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por Carla Hilário Quevedo, em 31.10.03
Sobre o insulto e a liberdade de expressão



Gosto muito, muito da blogosfera. Todos os que lêem o bomba e aqueles que me conhecem sabem disso. Ora na blogosfera há de tudo: palermas, invejosos, imaturos, engraçadinhos, bons escritores, gente de bem, um génio, pessoas educadas, gente civilizada e muitos, imensos selvagens. Por mim, tudo bem. Pois é a vida ela mesma. Quando me passeio alegremente por aí, leio muitas vezes insultos dirigidos a mim (completamente gratuitos uma vez que não actuo contra nenhum blogue e raramente reajo a essas palavras infelizes). Curioso, penso. Mas a liberdade de expressão vale isto e muito mais. E vale que eu responda sempre que queira, com a mesma intensidade ou com ainda mais violência se assim entender. Porque essa liberdade é de todos. E é minha também.



Entendo a liberdade de expressão também como uma espécie de "quem vai à guerra dá e leva". Se me insultam e respondo, não têm de haver ganidos de dor e de lamento por isso. Quando me insultam, a situação torna-se irreversível e isso é muito bom. Equilibra a balança. Torna-nos mais saudáveis, mais disponíveis para as pessoas de quem gostamos e que nos querem bem. É quase um processo catártico fundamental nas relações de afecto, sejam elas meramente blogosféricas (anónimas) ou de amizade profunda. E não tem mal nenhum que assim seja.



Se não houvesse liberdade de expressão, talvez conhecêssemos menos as pessoas. Assim, conhecêmo-las um bocadinho melhor. E sobretudo mais depressa.

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publicado às 19:14

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por Carla Hilário Quevedo, em 30.10.03
Às 23 pessoas que me ofereceram exemplares do Tratado Lógico-Filosófico (um exemplar cada), quero agradecer a gentileza e dizer que já consegui arranjar uns minutos para ir até à livraria da Gulbenkian comprar o livro. Devolvo, por isso, os exemplares oferecidos. Muito obrigada. Estão no porteiro.

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publicado às 23:03

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por Carla Hilário Quevedo, em 30.10.03
Hoje durante o dia recebi dezenas de mensagens a reclamar: "Charlotte, o que te aconteceu?" ou "Charlotte, porquê responder a pessoas que não merecem?" ou ainda num registo mais engraçado: "Charlotte, foste branda. És sempre demasiado branda." Bom. Fiquei a pensar nisto, pois está claro. E concluí o seguinte: quanto mais feliz e mais livre sou (andam ambos os adjectivos de mãozinha dada), mais incontrolável me torno. Which is nice.

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publicado às 22:41

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por Carla Hilário Quevedo, em 30.10.03
Chegou a altura de pormos a fasquia nos seis metros e dez. Bem-vindo João Pereira Coutinho!

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publicado às 20:34

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por Carla Hilário Quevedo, em 29.10.03
Hoje estou particularmente bem disposta (sem nenhuma ironia o afirmo). É por essa razão que dedico agora algumas palavras ao blogue Vareta Funda, que meteu a pata na poça.



O Belo Menir demonstra no seu último post, Requiem para o MEU Pipi, uma incapacidade de gozar as coisas boas da vida enquanto existem, como aliás a maioria dos Portugueses. Trata-se de um exemplo clássico de uma espécie de mesquinhez lusitana do "bom mesmo era dantes". É falso que os primeiros textos do Pipi sejam melhores do que os últimos. Mais: os textos inéditos que estão no livro do Pipi são os melhores de sempre, o que augura a uma produção ainda com mais qualidade por parte do autor. A mesquinhez (repito) e a falta de generosidade (uma redundância) do post do Belo Menir é típica do português aflito com a possibilidade de que os outros não só são muito melhores do que ele (português), como, ainda por cima, podem melhorar: uma ideia impossível de suportar.



Vejamos o que diz o Belo Menir: “Não foi pela publicação, que mais público não podia ser o Pipi. Estava disponível, 24 horas por dia, para todos. Não foi pela exposição suplementar, porque um blog chega muito mais longe do que um livro. Terá sido apenas pelo prestígio de ter um livro editado? Pelo dinheiro?” Mas afinal qual é problema? Desde quando é que um blogue pertence ao mesmo universo dos livros? E qual é o problema de o autor querer fazer dinheiro com o que escreve? O mal só pode estar numa espécie de pessoa medíocre, para quem é intolerável o sucesso dos outros.



Em relação a isto, preciso de dizer que o problema do anonimato do Pipi é este: se o Pipi for o vizinho do lado, um gajo normal, um tipo de quem nunca ninguém ouviu falar, só essa suspeita é suficiente para atiçar a inveja colectiva. E é esse o grande medo das pessoas que escrevem este tipo de posts. Quanto à identidade do autor, de quem tanto se tem falado com tantas certezas, seja em que direcção for, só vos posso dizer que apenas o autor poderá dizer como se chama. Mais ninguém. Provavelmente, isso nunca acontecerá.



O facto de o pronome estar todo em maiúsculas no título do post do Belo Menir revela que o autor acha que o Pipi é dele (o que dito assim é, no mínimo, patético) e que a criação do próprio blogue Vareta Funda se deve à existência do Pipi. São ambas atitudes de uma avareza insuportável. O Belo Menir diz que está saudoso de um Pipi que dedicava a sua vida ao blogue e aos outros. Só por isso dedico ao Belo Menir um sólido getalife! Está na altura de procurar outra musa... Não. Tenha calma. O Pipi voltará e o Vareta Funda poderá continuar a respirar.



Finalmente, um comentário sobre a seguinte frase insultuosa: “Uma senhora viu nos textos do Pipi uma oportunidade editorial e seduziu-o.” Parece-me uma frase proferida de má-fé. O que acha que ando a fazer? A aliciar blogueadores para proveito próprio? A seduzi-los? Não lhe passa pela cabeça que a minha admiração por esse blogue me levou a fazer o que fiz? Que me levou a fazer todos os possíveis para que mais pessoas desfrutassem do humor e da inteligência dos textos do Pipi? Uma coisa é certa: na blogosfera acontece o que aconteceu sempre. Há medíocres, há miseráveis, há invejosos e esses também têm os seus blogues.

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publicado às 19:08

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por Carla Hilário Quevedo, em 28.10.03
A não perder: a entrevista do João Pereira Coutinho ao Homem a Dias dois dias antes da inauguração do site mais esperado da blogosfera... ou da Internet... toda!

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publicado às 19:25

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.10.03
Tiago, também gostei desse momento. Todas as pessoas a quem mostrei a cassete (3) sorriram com a minha atitude quase infantil (que aliás julgo ter mantido durante a entrevista). É que bomba inteligente a apresentar um livro chamado O Meu Pipi num programa de nome Cabaret da Coxa pareceu-me demasiado!



Outro momento interessante do programa ocorreu antes da minha intervenção, na sala de espera do estúdio. Estou com o livro na mão. Folheio-o e sorrio. Marco o pastiche da última ceia. Um rapaz ao meu lado arranja coragem e mete conversa: "Esse livro é só para raparigas?" Está bem visto.

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publicado às 22:36

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.10.03
A Rata Maluka fez-me em tempos uma pergunta a que não tive tempo de responder: qual é o étimo do vocábulo amante? Parece-me que a coisa se explica assim: o verbo amar em latim, tem amans, amantis como pretérito presente na voz activa e cujo significado é aquele que ama (falta-me aqui qualquer coisa que me esqueci). Pois foi a partir desta forma que surgiram em português substantivos como presidente, estudante etc. que não têm outra forma senão essa mesma (nada de dizer estudanta e presidenta! Aaaaargh!). Latinista, please correct me if I'm wrong!

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publicado às 20:22

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.10.03
O Nuno Mota Pinto pediu-me que interviesse numa questão linguística da maior importância: "O senhor Schwarzenneger foi eleito governador da Califórnia através de um processo denominado recall, ou seja, a possibilidade de, a todo o tempo durante um mandato e reunido um número pré-determinado de assinaturas, os eleitores poderem destituir o seu Governador. Isto acontece num estado em que os eleitores são consultados inúmeras vezes para obrigar o Governo a novas despesas (sociais, de investimento, etc.), o que normalmente fazem, ou a autorizarem novos impostos, o que normalmente rejeitam. É o sítio do mundo em que a democracia directa foi levada até ao maior extremo. (...) Neste contexto, um artigo recente do Washington Post faz uma proposta linguística sobre a qual queria consultá-la. O autor refere, a certo ponto, que uma vez que se caminha para uma situação em que os cidadãos emitem opinião sem mediação e sem deliberação dos seus representantes, o termo mais apropriado para o sistema político seria idiocracia (da raíz grega idios, que quer dizer pessoal, particular, individual), em vez de democracia (da raíz grega demos, ou seja, povo, comunidade). Seguindo este raciocínio, segundo o autor, democracia directa seria um oxímoro. Chegado aqui fiquei, como se nota, totalmente baralhado. É por isso que optei por esta interpelação, porque não gostei da ideia de me definir como um idiocrata (não sei porquê, não me cai bem). Além de que levanta problemas diversos: a esquerda passará a falar em idiocratas de Abril? O Bloco e o PC farão inflamados apelos à unidade de todos os idiocratas? Não me parece que venha a conseguir chamar a alguém idiocrata-cristão sem colocar em risco a minha integridade física. Ilumine-nos por favor!"



Está bem. Idiocrata tem, de facto, o sentido de força do privado, do próprio. Não sei como a esquerda poderá falar de idiocracia. Mas pode falar de democracia, o que já não é mau. E haverá necessidade de uma substituição de termos? Precisaremos de falar de idiocracia ou de democracia? Fará sentido dizer que a idiocracia é da direita quando se trata de um sistema de eleição que não tem tanto a ver com a posição política como com o peso da liberdade individual?



A questão parece-me ser a seguinte: neste caso do recall americano não estamos perante um caso de democracia como a conhecemos. Se a realidade é nova é possível que se tenha de encontrar uma nova palavra para a descrevermos (and yet this does not seem right). Idiocrata parece-me muito bem, Nuno. Até pela evolução semântica da palavra: de privado, ídios passou a significar semelhante - os vários privados têm o poder de intervir com um interesse semelhante. Não lhe agrada o epíteto de idiocrata porque é uma palavra cuja fonética se aproxima perigosamente da palavra idiota (e que significa em grego antigo, o indivíduo - a raiz é a mesma: ídios). O exercício, nesse caso, será o de se lembrar da palavra putativo, que significa suposto, e que não tem nada a ver com putas.

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publicado às 19:27

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por Carla Hilário Quevedo, em 26.10.03
Depois de assistir à brilhante intervenção de hoje do Professor Marcelo Rebelo de Sousa fiquei a pensar no seguinte: o Professor não precisa de ter um blogue; o Professor Rebelo de Sousa é todo ele um blogue; um voiceblog. O maior de Portugal e o melhor de todos, a rebentar com qualquer lista de inbound links ou inbound blogs. Um beijo de boas-vindas à vozoblogosfera!

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publicado às 23:06

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por Carla Hilário Quevedo, em 26.10.03
E mais coisas. A querida Vírgula também participa na discussão com o completíssimo comentário: "Os escritores: sou uma leitora muito exigente e muito disponível também. Isto é, parto para um livro mesmo pensando que não será bom. Fico contente quando isso não se confirma, mas sou meticulosa no juízo. Na ficção (é sobre ela que se fala?), dou importância à ideia, à estrutura narrativa, ao estilo e ao imenso campo (para mim) inexplicável que é o prazer puro e duro da leitura. Sou muito sensível à forma como está escrito mais do que ao que está escrito. Contem-me outra vez a Branca de Neve com descrições surpreendentes e personagens densas e têm-me na mão, cheia de expectativas, num próximo livro. Não gosto de escritas com demasiados malabarismos. Acho que um bom escritor nos deixa um texto transparente o suficiente para se ver através dele, opaco q.b. porque não é igual a todos os outros (e, como dizes hoje, cada palavra cabe à justa - como as pedras que faziam as paredes antes dos tijolos, aliás).



Entre nós, o editor: tal como entre o pedreiro e o cliente está o mestre de obras, entre o labor da escrita e o da leitura, trabalha o editor. Quando morava em casa da minha mãe, a vizinha de baixo era uma pessoa muito generosa: dava-me todos os anos no Natal um par de cuecas (com bonecos, até aos 18 anos, de renda, depois). Comprava-as à porta do mercado e talvez por isso fossem horrorosas. Houvesse alguém que editasse as prendas delas e eu não suspirava todos os natais com pena da senhora. Às vezes, há livros que constrangem. Uma pessoa suspira e pensa: mas como é que publicaram isto? Se eu, generosa e desafinada, partilhar, ao vivo e em directo, canções escritas por mim, desiludo certamente. O pior é que nem a contracapa, nem a crítica nos jornais, nem as entrevistas ao Carlos Pinto Coelho, nem as conversas de café podem contar tudo sobre o que diz o livro e, muito menos, sobre como vamos recebê-lo.



Os editores também são muito úteis na correcção dos erros ortográficos. Já em relação à semântica, devem ter mais dificuldades em agir, mas podem, se quiserem são todo-poderosos (duvido deste plural) na sua própria casa. O pior que lhes pode acontecer é ficarem sem inquilinos ou sem visitas - o que é grave."



E do maior crítico do Pipi (olhe que está quase a chegar a 3.ª edição!) chega o seguinte comentário: "Aqui vai uma opinião no epicentro de uma dor de cabeça monstra. Bom, ser escritor... não sei o bem que se entende por isso. Nos Estados Unidos é quem escreve um livro dentro de qualquer área. Em Portugal, País de doutores e de engenheiros, ministros e eminências, a palavra parece estar muito mais ligada à ideia de título que se obtém quando a crítica bate palmas. A única condição para um escritor deixar de ostentar o título depende unicamente da vontade da crítica e os dos jornalistas. A desilusão com um escritor é legítima porque, afinal, o tipo já antes tinha andado dentro da nossa cabeça e tinhamos gostado... e desta vez, a coisa não correu tão bem. Passa-se o mesmo com os bitoques, que variam de dia para dia nos snack-bar dos bairros suburbanos." E eu que pensava que comparar escritores a pedreiros já era provocação suficiente...

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publicado às 22:45

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por Carla Hilário Quevedo, em 26.10.03
É desta que concluo a discussão acerca dos escritores e dos pedreiros. Seguem seis comentários sobre o tema. Todos merecem uma leitura (ou mais).



A Ana Albergaria começa por pôr as coisas nos seus devidos lugares; ou seja, goza com a questão: "Ora bem, acho que a discussão está boa, que está, mas está também demasiado séria e hermética. Isto porque todos estão a entender a palavra 'pedreiro' no sentido mais comezinho. E acho que é preciso alargar os horizontes. Posto isto, cá vai: ser pedreiro é a mesmíssima coisa que ser escritor; só que em versão 'lado B'. Pego aqui, ao calhas, num dicionário e ele que me diz? Que pedreiro é um operário que trabalha em obras de pedra e cal. Muito bem; e que diz mais? Pois que é um morteiro antigo que arremessava pedras; e um gaivão. Era aqui que eu queria chegar. Quê, mais do que um bom livro, é obra de pedra e cal, hã? Quem, a ver pela lista do blogue A Origem do Amor, é que é gaivão? [olha, és tu por exemplo ;) ] Quem, mais do que um escritor, cinzela a pedra, que é a palavra e, depois, em jeito de morteiro a arremessa? Arremessa essas palavras feitas armas? Isto está tudo ligado. Há pedras-palavras, que são mais bem esculpidas; assim como há pedras-calhaus, que são mais mal esculpidas. O artista, minha amiga, é o mesmo!" Roger that!



O leitor António Cruz indigna-se e diz: "Freuagdj rts ue hrtetrasg... isto é escrita automática, sub-género sopa de letras, whatever. E é literatura, claro, porque eu digo que é. Tal como qualquer outra forma de arte, a literatura é cada vez mais o que cada um de nós nomeia como tal. É assim desde que retiraram o exclusivo do imprimatur aos bispos do 'ofício'. Com esta coisa do pós-modernismo e tal, cada um de nós tem a sua capelinha, reza a quem quer e molda os seus santinhos particulares. Se é pena, ou não, que seja assim, é outro assunto. De qualquer forma, é por isso que a literatura nada tem a ver a construção civil. Terá a ver com a construção civil no dia em que derem liberdade aos pobres dos pedreiros de assentar tijolos em alinhamento automático." Claro que não concordo. A literatura não é o que cada um diz que é; é o que muitos dizem que é. O que faz toda a diferença.



O Macguffin volta a pôr ordem na discussão com o seguinte comentário: "Difícil, difícil, é encontrar um pedreiro escritor. Ou um escritor pedreiro. Há uns anos, conheci um. Nessa altura, andava ele a ler Oakeshott, entre baldes de massa e areia peneirada. Inspirado, escreveu o único livro que lhe conheço: Racionalismo e Alvenaria, edições Cimpor."



O leitor Ruben Coelho esclarece o problema: "Na primeira questão, em que compara o escritor a um pedreiro, parece ter-se esquecido que há aqueles que, ainda que fazendo o trabalho de um pedreiro, não o são. Remendam, dão uns toques, disfarçam... e de tal maneira que, sendo até o seu serviço mais acessível e económico, até ganham uns trocos com isso! A segunda questão... não tenho nada a comentar... simplesmente nunca coloquei a fasquia tão baixa! Mais do que aos erros ortográficos, a maior parte das vezes causados por aqueles que processam o texto, tomo bem mais atenção aos erros de construção frásica e destes não podemos apontar o dedo aos pobres desgraçados que passam a vida a copiar. A terceira questão: contraponho à escrita como acto de generosidade, a generosidade de comprar o livro. Não há dúvida de que é necessário muito pretensiosimo para sequer pensar de que escrevem algo que valha a pena ser lido, que têm algo a ensinar / dar às pessoas." Nem mais!



Como o post já vai longo, publico os dois últimos comentários em cima.

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publicado às 22:32

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por Carla Hilário Quevedo, em 25.10.03
Estão a ver a inauguração do novo estádio do Benfica e a ouvir as palavras sábias e incisivas do Primeiro-Ministro, do Presidente da República e do Fialho Gouveia (deste último, acabei de ouvir a frase "parabéns que és muito bonito")? A luz da Luz, a Catedral do Inferno (uma contradição, como observou o arguto jornalista da TVI), os flashes das máquinas fotográficas que fazem lembrar o céu estrelado, a relva que se acende, a águia a subir e mil disparates deste género impedem-me de publicar agora os vários textos que recebi sobre a escrita e a arte de trabalhar a pedra. Fica desde já prometida a publicação para amanhã.

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publicado às 21:33

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por Carla Hilário Quevedo, em 25.10.03
O Miniscente (que escreveu três magníficos posts sobre o lançamento do livro do Pipi) classifica a minha descrição do que se passou no Maxime de tranquila e serena. É que eu sabia ao segundo o que ia acontecer. Quando não há surpresa, raramente há motivo para grande exaltação. E, por acaso, tenho pena que assim seja. I always want the best of both worlds.

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publicado às 14:02

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por Carla Hilário Quevedo, em 23.10.03
Interrompo a discussão sobre os escritores e os pedreiros porque já perdi o controlo da conversa e porque vos quero falar do que se passou ontem no lançamento do livro O Meu Pipi.



Antes de mais, uma palavra para o Fumaças, para o Comprometido Espectador e para todos os que estiveram no evento e que não se apresentaram: VERGONHA! Pronto, está dito.



O lançamento correu muito bem. Num ambiente de descontração e até mesmo de euforia (por mim, falo, claro está), o Nuno Miguel Guedes apresentou o opus primeiro do Pipi com uma eloquência, uma graça e uma seriedade invejáveis. Nuno, estás à espera de quê para escrever um livro? O Rui Unas leu (ou mesmo declamou) de maneira irrepreensível alguns dos muitos textos do livro. No final, vimos um filme de apresentação do autor que daqui a uns dias estará a circular na Internet. Não se preocupem por isso aqueles que não tiveram oportunidade de estar presentes.



Por mim, posso dizer-vos que me diverti imenso, o que não é mais do que uma continuação do divertimento em que tenho vivido nestes últimos três meses.

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publicado às 21:03

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