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por Carla Hilário Quevedo, em 11.12.03
Pergunta da noite: porque é que o Manuel Monteiro só aparece na SIC?

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publicado às 22:40

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por Carla Hilário Quevedo, em 11.12.03
Na SIC, a funcionária pública Conceição Lino dirige a um ritmo de serviços mínimos um programa sobre o humor. Entre o dinossauro Camilo de Oliveira e o muito interessante Bruno Nogueira, temos a mediania insuportável de José Pedro Gomes, o rapaz que ri das próprias piadas e que dá sentido à dita conversa da treta. Fala das classes altas que não pensam (bocejo) e dos 444 médicos que não riram de uma única piada delirante do longuíssimo espectáculo que em tempos apresentou. Salva-me o meu Marido que explica: "O José Pedro Gomes é actor, não é humorista". Sempre o mesmo problema.

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publicado às 01:09

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por Carla Hilário Quevedo, em 11.12.03
É muito difícil explicar o que se passa na nossa cabeça. E é por isso que se alguém me diz que gosta de alguma coisa, avalio quem o diz e não o que diz, que é pouco. Um bocadinho como as opiniões.

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publicado às 00:27

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por Carla Hilário Quevedo, em 10.12.03
O Ferrari dos collants, o caviar das meias, ladies and gentlemen, I give you, Wolford!

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publicado às 23:17

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por Carla Hilário Quevedo, em 10.12.03
O Luís Carmelo, autor de um dos meus blogues favoritos, o Miniscente, na sequência de uma reflexão sobre a blogosfera, pergunta: "(...) uma escrita livre e pessoal, fragmentária e aberta, fortemente intertextual e contaminada, dissociada de um suporte que a tornasse num organismo centrado, tendencialmente estático e alérgica ao interactivo não é, em si, um desafio à própria ordem dominante do quotidiano?"



Essa foi no início a minha ideia, mas agora, passados nove meses de escrita intensiva, já não sei se haverá uma distância assim tão grande, pelo menos no meu caso. E explico porquê. O meu quotidiano não é muito diferente do que aqui escrevo. Esta minha escrita é muito pessoal, livre e interactiva, precisamente como sou no meu dia-a-dia. A questão do anonimato nem sequer faz sentido porque Charlotte agora já é mais um petit nomdo que outra coisa.



A blogosfera pode ser mais bem aproveitada por pessoas que não estão interessadas em revelarem nada delas próprias, mesmo quando assinam com o nome completo, ou por escritores que pretendem experimentar novas coreografias. Para os que gostam da teoria e a querem ver aplicada ou exposta no dia-a-dia e se envolvem em tudo o que escrevem, é provável que o cansaço seja maior ou que seja mais depressa atingido.



A "ordem dominante do quotidiano" de que o Luís fala não é a mesma para todos. A minha ordem ou desordem dominante do meu quotidiano foi o que me permitiu fazer o bomba, que não é nem mais nem menos aquilo (às vezes sim, pronto) que vivo e que sou, com a liberdade incluída, claro. A escrita fragmentária e livre, como diz o Luís, no meu caso é como o meu quotidiano fragmentário e livre.



Mas isto em relação ao bomba. No que diz respeito à blogosfera, as coisas passam-se de maneira diferente. Sempre que percebo que há uma atitude demasiado semelhante a um quotidiano do qual fujo, canso-me. E é nesse sentido que me refiro às estranhas parecenças entre a blogosfera e a vida real; ou melhor, o pior da vida. Ora se fujo a sete pés da mediocridade, por que razão hei-de assistir ao seu aparecimento e à sua exibição na blogosfera? Mas estas pequenas coisas (porque são mesmo pequenas) não têm importância e significam pouco neste "espaço". Tal como o cansaço, que tem apenas de ser encarado como um intervalo, um retomar de fôlego, uma pausa para comer um chocolate. Depois passa e volto a escrever, retomo o meu quotidiano.

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publicado às 22:43

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por Carla Hilário Quevedo, em 10.12.03
Cenas da vida conjugal



- O que estás a fazer?

- Estou a ler o teu texto.

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publicado às 22:03

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por Carla Hilário Quevedo, em 10.12.03
O meu querido amigo Miguel enviou-me este útil dispositivo para blogueadores compulsivos (passo a redundância). Use it!

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publicado às 11:24

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por Carla Hilário Quevedo, em 09.12.03
Mas bom filho à casa torna. Isto já dá para continuarmos por aqui durante mais uns meses. Boa Ricardo!

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publicado às 00:57

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por Carla Hilário Quevedo, em 09.12.03
O Retórica e Persuasão está um nadinha farto disto... desmotivado, diz ele. O Terras do Nunca diz que percebe e que blogar é escrever e fartar-se, ler e participar ou não, escrever e fartar-se... O Pedro Caeiro assina em baixo.



Concordo com o que todos dizem. Afinal de contas a blogosfera é um evento social permanente e, como tal, é extremamente cansativo. O que cansa nesta actividade é a conversa permanente com os outros blogues. A interactividade dá cabo disto. Mas se não houver conversa, perde-se uma boa parte do interesse da blogosfera. E assim aproximamo-nos perigosamente de uma situação aporética, que nunca serve para ninguém. Quero acreditar que se dosearmos bem as polémicas, ignorarmos 99,9% das bocas e se fizermos umas férias de vez em quando, a coisa mantém-se. O problema é que não é isso que quero.



Quando blogar for igual a viver, isto deixa de ter piada. Sei que corro o risco de isso me acontecer porque o bomba é o meu diário pessoal, é interactivo (mesmo sem comentários) e muito parecido com o que sou (estou quase a dizer "o bomba inteligente sou eu"... ai, já disse!), mas vou esperar para ver.

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publicado às 00:47

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por Carla Hilário Quevedo, em 09.12.03
Anda uma pessoa a pensar que vai falar num blogue e pumba! tem logo uma alma gémea a antecipar-se. O Memória Virtual é um blogue útil e interessante, que está a reconstituir a história da lusoblogosfera. Parabéns ao Leonel Vicente!

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publicado às 00:26

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por Carla Hilário Quevedo, em 09.12.03
Vinte anos depois de borderline, feels like I'm going to lose my mind, Madonna canta hey, Britney, you say you wanna lose control, come over here I've got something to show you. Não vejo nenhuma diferença de atitude. Madonna continua tão interessante como quando Camille Paglia escreveu: "Madonna is the true feminist. She exposes the puritanism and suffocating ideology of American feminism, which is stuck in an adolescent whining mode. Madonna has taught young women to be fully female and sexual while still excerising control over their lives." E "Madonna has Judy Holliday's wisecracking smart mouth and Joan Crawford's steel will and bossy, circusmaster managerial competence."



Mas Paglia já não gosta de Madonna. Irrita-a a maternidade, as manias do budismo e as letras de chacha (a partir da lamechice da maior parte dos temas de Ray of Light) e, mais recentemente, os livros. Paglia estranhamente não percebe o descontrolo de Madonna (beija Britney e Christina e um dia depois apresenta livros para crianças). A liberdade afectiva que Madonna conseguiu parece-me fundamental nesse processo aparentemente destrambelhado. E nem me parece estranho vindo dessa autoritária do caraças. Agora, Madonna está mais livre para mandar como gosta, sem nada que a prenda; sem nada que a obrigue a reagir (a morte da mãe, a infância difícil, a educação católica, o pai, o ex-marido etc.). Paglia diz que assim não tem interesse; eu gosto ainda mais assim.

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publicado às 00:13

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por Carla Hilário Quevedo, em 07.12.03
Não me interessam as hostes das odes

Nem o encanto das fantasias elegíacas.

Quanto a mim, nos versos tudo deve ser a despropósito,

Não ao modo das outras pessoas.



Se soubéssemos de que porcarias

Crescem os versos sem terem vergonha,

Qual pampilho amarelo nas cercas,

Qual bardana ou celga-brava.



Grito irritado, cheiro do pez fresco,

Misterioso bolor na parede...

E já soa o verso, fogoso, terno,

Para vossa alegria, e minha.



Poemas, Anna Akhmatova, tradução de Joaquim Manuel Magalhães e Vadim Dmitriev, Relógio D'Água.

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publicado às 21:49

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por Carla Hilário Quevedo, em 06.12.03
Karaoke de fim-de-semana prolongado!

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publicado às 10:11

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por Carla Hilário Quevedo, em 02.12.03
Naranjo en flor

de Virgilio e Homero Expósito



Era más blanda que el agua,

que el agua blanda,

era más fresca que el río,

naranjo en flor.

Y en esa calle de estío,

calle perdida,

dejó un pedazo de vida

y se marchó...



Primero hay que saber sufrir,

después amar, después partir

y al fin andar sin pensamiento...

Perfume de naranjo en flor,

promesas vanas de un amor

que se escaparon con el viento.

Después... ¿qué importa el después?

Toda mi vida es el ayer

que me detiene en el pasado,

eterna y vieja juventud

que me ha dejado acobardado

como un pájaro sin luz.



¿Qué le habrán hecho mis manos?

¿Qué le habrán hecho

para dejarme en el pecho

tanto dolor?

Dolor de vieja arboleda,

canción de esquina

con un pedazo de vida,

naranjo en flor.

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publicado às 22:10

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