por Carla Hilário Quevedo, em 23.07.05
Coisas que melhoram algumas vidas (30)Ler a excelente definição de crónica do
João Pereira Coutinho, no
Expresso: "(...) A arte resume-se em dez leis fundamentais. Primeiro: a crónica não é um género jornalístico; a crónica é um género literário. Segundo: a crónica pode partir da realidade mas, não raras vezes, criar a sua própria realidade. Terceiro: a crónica não é análise nem comentário; a crónica é confissão e hipérbole. Quarto: a crónica não pretende formar ou influenciar; a crónica deve entreter e, se possível, opinar. Quinto: a crónica não vive da especialização; a crónica vive da diversidade. Sexto: a crónica vale pelo estilo e pela substância; em caso de conflito, sacrifique-se a substância. Sétimo: a crónica não pondera opiniões contrárias à sua; a crónica pondera apenas uma opinião que seja contrária às outras. Oitavo: a crónica não está certa ou errada; a crónica, como diria Wilde, está apenas bem escrita ou mal escrita. Nono: a crónica é pessoal; a crónica é um prolongamento do ego. Décimo: a crónica deve ser tão fácil de ler como de esquecer."
Clap, clap, clap, digo eu, João! [ovação de pé!]
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por Carla Hilário Quevedo, em 23.07.05
The sound of bomba: na grafonola toca Comme chaque fois, de Amrou Ya m'ra, do disco Maghreb Sound System. Giro!
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por Carla Hilário Quevedo, em 23.07.05
Ilustração
O que é que uma anémona diz a outra?
- Vamos embora, pá!
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