por Carla Hilário Quevedo, em 16.08.05
Caprichos
À especial atenção da
Miss Pearls.
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por Carla Hilário Quevedo, em 16.08.05
Trate-se!
E qual é
o mais quido,
qual é? Cutchi, cutchi, cu...
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por Carla Hilário Quevedo, em 16.08.05
O menino da mamã e da avó (10)O
Nese-Nese sugere que me inscreva no
Concurso para Resumir Proust. Julgo que Carlos Quevedo e Rui Zink ganharam o primeiro prémio com este resumo, publicado na Revista Kapa: "Marcel Proust.
À la recherche du temps perdu. Paris, Gallimard. 1922 (I.ere edition) -
À procura do tempo perdido. Livros do Brasil Colecção Dois Mundos). 1965 Resumo: Um rapaz asmático sofre de insónias porque a mãe não lhe dá um beijinho de boas-noites. No dia seguinte (pág. 486. I vol.), come um bolo e escreve um livro. Nessa noite (pág. 1344. VI vol.) tem um ataque de asma porque a namorada (ou namorado?) se recusa a dar-lhe uns beijinhos. Tudo termina num baile (vol. VII) onde estão todos muito velhinhos e pronto."
Daqui.
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por Carla Hilário Quevedo, em 16.08.05
O menino da mamã e da avó (9)A minha amiga Vera disse-me que Marcel
não era bufo, coitadinho, mas apenas puto, quando muito, totó e enviou-me dois linques:
Proust comentado por Cocteau e
correspondência de Rilke sobre Du côté de chez Swann.
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por Carla Hilário Quevedo, em 16.08.05
"Repetir é divino""Não pode haver, nesta vida em que a repetição mata, maior louvor a uma coisa amada do que querer unicamente, muitas vezes, repeti-la."
Miguel Esteves Cardoso, Explicações de Português, Lisboa, Assírio & Alvim, 2001, p. 208.
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por Carla Hilário Quevedo, em 16.08.05
Estado em que se encontra este blogue
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por Carla Hilário Quevedo, em 16.08.05
O menino da mamã e da avó (8)O célebre episódio da madalena de Proust é ainda mais bonito do que pensava. Não o posso pôr aqui. Não quero sequer citá-lo. Terão de o ler. Começa no último parágrafo da página 51 e termina, imediatamente antes da parte II, na página 55. Mas não resisto a transcrever uma descrição do carácter de Françoise, a criada da tia Léonie: "Habitualmente, depois de a Eulalie se ir embora, a Françoise profetizava sem benevolência a seu respeito. Odiava-a mas temia-a, e julgava-se obrigada, quando ela lá estava, a fazer-lhe «boa cara». Desforrava-se depois de ela sair, a bem dizer sem nunca a nomear, mas proferindo oráculos sibilinos ou sentenças de carácter geral como as do Eclesiastes, mas cuja aplicação não podia escapar à minha tia." (117) Maravilhoso.
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por Carla Hilário Quevedo, em 16.08.05
O menino da mamã e da avó (7)Marcel
*, que além de feio era bufo - depois de ver uma menina no escritório do tio Adolphe e de este lhe pedir discrição, o menino foi a correr contar o episódio aos paizinhos (87). Ah, fosse meu filho... agarrava-o pelo bracinho e sussurrava-lhe ao ouvido: "Com que então a falar da vida dos outros... Sabes o beijinho da mamã? Pois durante três dias não vais ter." Mas não. Os pais de Marcel cortaram relações com o pobre tio Adolphe, que, coitado, gostava de actrizes, e fecharam o escritório, onde Marcel habitualmente lia -, tinha um amigo chamado Bloch. O amigo é descrito por Swann, depois de Marcel lhe contar que fora Bloch que lhe indicara as obras de Bergotte: "Ah, sim, aquele rapaz que eu encontrei uma vez aqui, que se parecia tanto com o retrato de Maomé II de Bellini. Oh, impressionante, tem as mesmas sobrancelhas circunflexas, o mesmo nariz adunco, as mesmas faces salientes. Quando tiver uma barbicha será a mesma pessoa." (106)

Bellini, Sultão Maomé II, 1480
Valha-me Deus.
*Tenho estado a chamar-lhe Marcel porque vi o nome mencionado noutros sítios. Ainda ninguém o tratou pelo nome próprio. E não, "palerminha" não conta. Quando isso acontecer, aviso.
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