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por Carla Hilário Quevedo, em 26.10.05
Eu, por exemplo: não me lembro da pandemia de 1968...

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publicado às 23:51

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por Carla Hilário Quevedo, em 26.10.05
Resta-me falar sobre os acentos em grego: estou a assistir a um programa na RTP 1, com um título algo alarmista - Gripe das Aves, Alerta 3 -, cujo objectivo é o de esclarecer as pessoas sobre a estranha doença. Afinal, são os próprios participantes que precisam de esclarecimento. Assim não dá!

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publicado às 23:41

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por Carla Hilário Quevedo, em 26.10.05
Eu hoje acordei assim...


Miranda Richardson

... ainda por causa desta história dos acentos, lembrei-me de um episódio. Há cerca de dois ou três anos, uma professora grega, da Universidade de Atenas, foi à Faculdade de Letras de Lisboa falar sobre a Antígona. Quando leu alguns excertos da obra com a pronúncia do grego moderno, a plateia de classicistas tremeu. Olharam uns para os outros, muito espantados, por um lado com vontade de corrigir a pronúncia, por outro duvidando. A senhora era grega, descendente de Sócrates (de certa forma) e esses antecedentes eram respeitados. Por ser grega, teria uma autoridade diferente? (Só um parêntesis: os maiores scholars dos Estudos Clássicos são ingleses e alemães.) Lembro-me de pensar que, finalmente, aquele grego fazia sentido. Por outro lado, a plateia podia ter razão. Mas há uma esperança de não ter sido assim tão diferente. Afinal de contas, não havia acentos na época de Sófocles.

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publicado às 12:21

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por Carla Hilário Quevedo, em 25.10.05
Ninho de cucos (32)

"Não, claro que os gatos não são humanos; os humanos não são gatos (...)"

Doris Lessing, Gatos e mais gatos, Lisboa, Livros Cotovia, 1995, p. 73.

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publicado às 13:44

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por Carla Hilário Quevedo, em 25.10.05
Estudos comparativos

No outro dia, falou-se um bocadinho mais sobre os acentos em grego antigo (um pesadelo que desapareceu quase completamente no grego moderno). Na Gramática de Grego, do Professor Manuel Alexandre Júnior leio o seguinte: "A criação dos sinais de acentuação deve-se a Aristófanes de Bizâncio, por volta de 200 a.C., para facilitar a pronúncia correcta". Isto é muito engraçado. Os acentos não apareceram por causa de dificuldades de leitura, mas por uma questão de musicalidade necessária à língua. E continua: "Se em em português, o acento é marcado pela pronúncia da sílaba com maior ênfase (acento de intensidade), em grego o acento era marcado por uma diferença de tom musical (acento de altura). Com o tempo, particularmente no período helenístico, o acento foi progressivamente evoluindo de acento de altura para o de intensidade". Pois, a musicalidade foi "desaparecendo", embora nunca tivesse desaparecido completamente, porque os acentos mudam de lugar consoante o caso (acusativo, dativo, genitivo) em que se encontram e essa característica faz com que haja um certo ritmo nas frases. Isto é muito engraçado porque pensemos no seguinte: Platão e os tragediógrafos escreviam as palavras todas juntas, sem pontuação, apenas com umas partículas estranhas que indicavam as pausas e que funcionavam como a pontuação (men, de etc.). Por exemplo, tínhamos uma coisa deste género: "Paraestesestuquepensasbemparaaquelesjulgosereu", em grego, aqui traduzido para português, por MHRP, Antígona, Sófocles (Tragédias, p. 332). Podíamos pensar que os acentos ajudariam a separar as palavras e assim as compreender melhor. Não. Eles percebiam aquilo muito bem. Os acentos, afinal, não importavam para nada.

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publicado às 13:30

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por Carla Hilário Quevedo, em 25.10.05
Eu hoje acordei assim...


Rita Hayworth

... a pensar na vida e, misteriosamente, com um ramo de flores atado à cintura.

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publicado às 12:56

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por Carla Hilário Quevedo, em 24.10.05
The sound of bomba: na grafonola toca agora Petite Fleur, cantado por Petula Clark, num francês que lembra o da série 'Allo, 'Allo!.

Petite Fleur
Letra de Fernand Bonifay e Mario Bua
Música de Sidney Bechet
Canta Petula Clark

J'ai caché
Mieux que partout ailleurs
Au jardin de mon coeur
Une petite fleur

Cette fleur
Plus jolie qu'un bouquet
Elle garde en secret
Tous mes rêves d'enfant
L'amour de mes parents
Et tous ces clairs matins
Faits d'heureux souvenirs lointains

Quand la vie
Par moment me trahie
Tu restes mon bonheur
Petite fleur

Sur mes vingts ans
Je m'arrête un moment
Pour respirer
Ce parfum que j'ai tant aimé

Dans mon coeur
Tu fleuriras toujours
Au grand jardin d'amour
Petite fleur

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publicado às 23:48

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por Carla Hilário Quevedo, em 23.10.05
Estado em que se encontra este blogue


Brad Pitt

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publicado às 13:23

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por Carla Hilário Quevedo, em 23.10.05
Blockbomba: Be Cool (um mau filme, Uma Thurman péssima, a pior coreografia de que há memória, mas com bons diálogos).

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publicado às 12:46

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por Carla Hilário Quevedo, em 21.10.05
Estudos comparativos



No outro dia, apareceu a forma verbal memfo numa fábula de Esopo (sem interesse nenhum, diga-se de passagem e entre parêntesis). Ora memfomai (que se lê tal qual se escreve) significa censurar, criticar. Mas há neste verbo qualquer coisa de perturbador. É verdade que me lembra uma palavra francesa, mas agora até uma couve lombarda me lembra uma palavra francesa. Memfomai está presente em se méfier, que significa desconfiar. Na desconfiança, há uma crítica, mais uma censura. Já não gostava da desconfiança. Agora gosto menos ainda.

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publicado às 12:17

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por Carla Hilário Quevedo, em 21.10.05
Carnivàle lights (10)


Brother Justin: "Evil exists, brothers and sisters. We cannot deny it."

Hot and Bothered: Iris dorme. Uma mão tapa-lhe a boca. Justin chegou. "I needed to protect you", justifica Iris. "From what?" Justin ainda não percebeu? Iris: "I have lived with the burden of this knowledge." Ben continua sem dormir e Sophie diz-lhe que é do calor. Não é nada disso, claro. Samson é posto fora de casa, da tenda da Direcção. Jonesy oferece-se para o ajudar. "It's just a temporary situation", afirma Samson. Como sabe? Os olhares entre Jonesy e Rita Sue. "It's nothing", diz Libby. Dolan-Iris-Justin. "Everyone wants to know where is Brother Justin." Cem mil ouvintes. "God does not need the radio to spread His word." Não precisa pouco. Iris quer outra coisa e manipula. Convida Dolan a ficar e a assitir à missa no dia seguinte. Justin amua. Ben e Samson no carro. No rádio ouve-se: "I'm going to California..." Ben dormita, tem visões, está a ser contactado. Ordem Benévola dos Templários-H.S.-in hoc signo uinces. "Henry Scudder, don't ring a bell?" "Stutter?" "Scudder!" dois dólares de jóia e 20 dólares pelo anel. Boffo estaria ali? Lá em cima, a espreitar pela janela? Sophie vomita. "Every prophet in her house." Sim, Sophie faz parte daquele quadro de Hopper. Hide & Teller antes da Direcção. Aconteceu alguma coisa má. Caça aos coelhos, guinchos. Há ali qualquer coisa que não percebo. Sophie vê: "You're breaking the rules!" Apollonia, de castigo, fora da tenda. Sophie e Jonesy. Ele pára. Não quer estragar tudo. Já estragou. Ruthie consola Ben: "It's hard to be happy. It's hard to feel safe." Anabelle (bonito nome para uma cobra) fugiu. Lodz entra na caravana e participa no sonho de Ben. Scudder fala com Lodz no sonho? Catalina de la Rosa, "the new cooch dancer". "Justin is home", sussurram. Justin adivinha os pecados dos outros. "Baptize me." (Brevíssima nota de etimologia: baptizar significa, em grego antigo, mergulhar e não pôr água na cabeça. Assisti a baptizados na Grécia. O bebé é totalmente submerso.) A água, na testa de Justin, torna-se sangue. "I don't understand", diz o Reverendo Balthus. "You don't need to", responde Justin.

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publicado às 12:15

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por Carla Hilário Quevedo, em 21.10.05
Eu hoje acordei assim...


Drew Barrymore

... parafraseando Daniel Melingo, "blogaba de noche, blogaba de dia, no tenía paz ese muchacho"...

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publicado às 11:47

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por Carla Hilário Quevedo, em 21.10.05
Ninho de cucos (31)

Entro em casa e apanho o gato Varandas em cima do meu Marido, com as patinhas ora esticadas ora encolhidas, sempre a ronronar. Está a fazer massagens tailandesas. Também quero.

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publicado às 00:07

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por Carla Hilário Quevedo, em 20.10.05
Estado em que se encontra este blogue


Benicio del Toro

"For what is a man, what has he got?/ If not himself, then he has naught./ To say the things, he truly feels,/ And not the words, of one who kneels", My Way, Frank Sinatra.

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publicado às 23:49

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por Carla Hilário Quevedo, em 20.10.05
The sound of bomba: o João Oliveira Santos enviou-me L'âme des poêtes, de Charles Trenet, cantado por Juliette Gréco. Obrigada!

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publicado às 23:48