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por Carla Hilário Quevedo, em 27.10.05
Dos Antigos: o autor é um leitor privilegiado. Será?

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publicado às 12:30

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.10.05
Modo de vida: ante a dúvida, nada fazer.

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publicado às 12:23

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.10.05
The sound of bomba: o debate/esclarecimento-dos-próprios sobre a gripe das aves e este post da batukada fazem com que interrompa de urgência a emissão com as canções francesas e ponha no gira-discos (com a ajuda imprescindível da minha querida Vieira) o tema adequado à situação. Isso mesmo, Red Alert, dos Basement Jaxx. (De notar, o glu, glu, glu inicial.) Don't panic! Para ouvir em altos berros.

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publicado às 01:00

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.10.05
Não há razão para alarme: o vírus não se transmite pela ingestão de carne constipada; o vírus transmite-se pelo ar...

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publicado às 00:14

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por Carla Hilário Quevedo, em 26.10.05
As palavras enclíticas dividem-se em proclíticas e apoclíticas: o H5N1 não é igual ao H5N2.

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publicado às 23:52

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por Carla Hilário Quevedo, em 26.10.05
Eu, por exemplo: não me lembro da pandemia de 1968...

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publicado às 23:51

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por Carla Hilário Quevedo, em 26.10.05
Resta-me falar sobre os acentos em grego: estou a assistir a um programa na RTP 1, com um título algo alarmista - Gripe das Aves, Alerta 3 -, cujo objectivo é o de esclarecer as pessoas sobre a estranha doença. Afinal, são os próprios participantes que precisam de esclarecimento. Assim não dá!

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publicado às 23:41

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por Carla Hilário Quevedo, em 26.10.05
Eu hoje acordei assim...


Miranda Richardson

... ainda por causa desta história dos acentos, lembrei-me de um episódio. Há cerca de dois ou três anos, uma professora grega, da Universidade de Atenas, foi à Faculdade de Letras de Lisboa falar sobre a Antígona. Quando leu alguns excertos da obra com a pronúncia do grego moderno, a plateia de classicistas tremeu. Olharam uns para os outros, muito espantados, por um lado com vontade de corrigir a pronúncia, por outro duvidando. A senhora era grega, descendente de Sócrates (de certa forma) e esses antecedentes eram respeitados. Por ser grega, teria uma autoridade diferente? (Só um parêntesis: os maiores scholars dos Estudos Clássicos são ingleses e alemães.) Lembro-me de pensar que, finalmente, aquele grego fazia sentido. Por outro lado, a plateia podia ter razão. Mas há uma esperança de não ter sido assim tão diferente. Afinal de contas, não havia acentos na época de Sófocles.

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publicado às 12:21

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por Carla Hilário Quevedo, em 25.10.05
Ninho de cucos (32)

"Não, claro que os gatos não são humanos; os humanos não são gatos (...)"

Doris Lessing, Gatos e mais gatos, Lisboa, Livros Cotovia, 1995, p. 73.

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publicado às 13:44

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por Carla Hilário Quevedo, em 25.10.05
Estudos comparativos

No outro dia, falou-se um bocadinho mais sobre os acentos em grego antigo (um pesadelo que desapareceu quase completamente no grego moderno). Na Gramática de Grego, do Professor Manuel Alexandre Júnior leio o seguinte: "A criação dos sinais de acentuação deve-se a Aristófanes de Bizâncio, por volta de 200 a.C., para facilitar a pronúncia correcta". Isto é muito engraçado. Os acentos não apareceram por causa de dificuldades de leitura, mas por uma questão de musicalidade necessária à língua. E continua: "Se em em português, o acento é marcado pela pronúncia da sílaba com maior ênfase (acento de intensidade), em grego o acento era marcado por uma diferença de tom musical (acento de altura). Com o tempo, particularmente no período helenístico, o acento foi progressivamente evoluindo de acento de altura para o de intensidade". Pois, a musicalidade foi "desaparecendo", embora nunca tivesse desaparecido completamente, porque os acentos mudam de lugar consoante o caso (acusativo, dativo, genitivo) em que se encontram e essa característica faz com que haja um certo ritmo nas frases. Isto é muito engraçado porque pensemos no seguinte: Platão e os tragediógrafos escreviam as palavras todas juntas, sem pontuação, apenas com umas partículas estranhas que indicavam as pausas e que funcionavam como a pontuação (men, de etc.). Por exemplo, tínhamos uma coisa deste género: "Paraestesestuquepensasbemparaaquelesjulgosereu", em grego, aqui traduzido para português, por MHRP, Antígona, Sófocles (Tragédias, p. 332). Podíamos pensar que os acentos ajudariam a separar as palavras e assim as compreender melhor. Não. Eles percebiam aquilo muito bem. Os acentos, afinal, não importavam para nada.

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publicado às 13:30