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por Carla Hilário Quevedo, em 30.11.05
Ciclo Falar de blogues (3)
Organização: José Carlos Abrantes e Almedina

Com José Pacheco Pereira, autor do blogue Abrupto.

Um colunista e intelectual respeitado não prescindiu de usar a blogosfera para se exprimir. Que consegue José Pacheco Pereira com o blogue que não seja possível com os livros, a coluna na imprensa ou as intervenções na rádio e na televisão?

Dia 7 de Dezembro, às 19:00 horas
Livraria Almedina

Atrium Saldanha, Loja 71, 2.º Piso Lisboa

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publicado às 19:25

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por Carla Hilário Quevedo, em 30.11.05
Estado em que se encontra este blogue

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No estado do costume, como bem adivinhou a indispensável Sam, ao enviar-me esta belíssima imagem de Marilyn Monroe.

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publicado às 11:37

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por Carla Hilário Quevedo, em 30.11.05
Caprichos

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O Nuno avisa que as quatro séries de Larry David podem ser encomendadas juntas na Amazon. Bora!

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publicado às 11:10

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por Carla Hilário Quevedo, em 29.11.05
As coisas em que Camilla me fez pensar*

Ouço Love and Marriage, cantado por Frank Sinatra. Diz a canção que não pode haver casamento sem amor nem amor sem casamento. Possuída pelo espírito de Carrie Bradshaw, a protagonista da série Sexo e a Cidade, escrevo: haverá pessoas felizes em casamentos sem amor? Sim. E pessoas felizes que solteiramente se amam? Com certeza. Mas nada disso interessará àqueles que, como eu, acreditam que muito bom na vida é ter tudo e mais alguma coisa. Ou seja, amor e casamento.

Casamento sem amor leva à distracção permanente. O amor obriga à concentração. É a velha história de "não ver mais nada à frente", que se confunde com uma espécie de doença. O amor acaba com a visão periférica, no sentido em que deixa de haver espaço para outras coisas de menor importância. Ora uma pessoa concentrada naquele ou naquela que ama está mais ocupada e é por isso mais sexy, mais gira, infinitas vezes mais atractiva. Quem ama no casamento tem mais que fazer, muito mais em que pensar e não perde tempo com disparates. Casar sem amor leva à dispersão, à procura desorganizada, ao inevitável desleixo consigo próprio e com o outro. A falta de concentração (ou de amor) resulta na confusão das prioridades, coisa feiosa e, nos dias de hoje e em países livres, completamente desnecessária. Para quê casar se não houver amor? Eis uma pergunta clássica de uma pessoa que respeita a instituição e o sentimento. Parece que pensar assim já não se usa. Paciência. Se o escrever com umas sandálias Jimmy Choo calçadas, perdoam-me?

Frank Sinatra, em All the Way, canta: "When somebody loves you, it's no good unless he loves you all the way". Pois amar no casamento desde as entranhas mais profundas é a coisa mais sexy que existe. Mais do que Angelina Jolie a fazer beicinho. Mais do que Brad Pitt em Troy e ainda mais do que George Clooney de bata verde. As imagens, embora estimulantes, não convencem. Aquele que ama profundamente a pessoa com quem se casa e ao lado de quem envelhece (um verbo menos agradável, as minhas desculpas) é o verdadeiro sex-symbol, o autêntico sexy motherfucker, citando Prince.

Amor sem casamento é como viver numa rulote. Por mais sofisticado que seja o veículo e por mais divertida que seja a vida a dois na estrada, o excesso de movimentação cansa o corpo e a vista e - lá está - mais tarde ou mais cedo, na viagem, leva à dispersão, e já sabemos o que é que isso significa. Mas atenção: se me obrigassem a escolher, amarrada à cadeira com nós bem apertados e uma pistola apontada à cabeça, pois que viesse de lá o amor sem casamento, um cenário bastante mais suportável (embora desenxabido) do que o casamento sem amor.

Amor e casamento são a conjugação certa: o dry martini perfeito. A ideia de termos um sem o outro é perfeitamente possível e ainda bem que assim é. Mas "possível" não é "ideal". Porque não havemos de querer o ideal? E o ideal é termos tudo o que está ao nosso alcance e mais ainda para vivermos excelentemente.

* Texto publicado a 16-04-05, na Única.

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publicado às 11:23

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por Carla Hilário Quevedo, em 29.11.05
The sound of bomba: na grafonola do bomba toca Déshabillez-moi, cantado por Juliette Gréco.

Déshabillez-moi
Letra de Robert Nyel
Música de Gaby Verlor

Déshabillez-moi, déshabillez-moi
Oui, mais pas tout de suite, pas trop vite
Sachez me convoiter, me désirer, me captiver
Déshabillez-moi, déshabillez-moi
Mais ne soyez pas comme tous les hommes, trop pressés.
Et d'abord, le regard
Tout le temps du prélude
Ne doit pas être rude, ni hagard
Dévorez-moi des yeux
Mais avec retenue
Pour que je m'habitue, peu à peu...

Déshabillez-moi, déshabillez-moi
Oui, mais pas tout de suite, pas trop vite
Sachez m'hypnotiser, m'envelopper, me capturer
Déshabillez-moi, déshabillez-moi
Avec délicatesse, en souplesse, et doigté
Choisissez bien les mots
Dirigez bien vos gestes
Ni trop lents, ni trop lestes, sur ma peau
Voilà, ça y est, je suis
Frémissante et offerte
De votre main experte, allez-y...

Déshabillez-moi, déshabillez-moi
Maintenant tout de suite, allez vite
Sachez me posséder, me consommer, me consumer
Déshabillez-moi, déshabillez-moi
Conduisez-vous en homme
Soyez l'homme... Agissez!
Déshabillez-moi, déshabillez-moi
Et vous... déshabillez-vous!

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publicado às 11:20

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por Carla Hilário Quevedo, em 29.11.05
Michel Foucault sobre "Cenas da vida conjugal"

"The radical separation between marriage and the play of pleasures and passions is doubtless not an adequate formula for characterizing marital life in antiquity. By being too intent on detaching Greek marriage from affective and personal implications that did in fact assume much greater importance in later times, and by insisting on distinguishing it from subsequent forms of conjugality, one is led, by an opposite impulse, to draw too close a parallel between the austere ethics of the philosophers and Christian morality."

The History of Sexuality, "The Use of Pleasure", London, Penguin Books, 1985, vol. 2, p. 150.

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publicado às 10:11

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por Carla Hilário Quevedo, em 29.11.05
Oscar Wilde sobre "Cenas da vida Conjugal"

"The real drawback to marriage is that it makes one unselfish. And unselfish people are colorless. They lack individuality. Still, there are certain temperaments that marriage makes more complex. They retain their egotism, and add to it many other egos. They are forced to have more than one life. They become more highly organized. Besides, every experience is of value, and, whatever one may say against marriage, it is certainly an experience."

The Picture of Dorian Gray, capítulo IV.

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publicado às 09:37

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por Carla Hilário Quevedo, em 29.11.05
Martinho da Vila sobre "Cenas da vida conjugal"

O meu pai não quer que eu case
Mas me quer namorador
Eu vou perguntar a ele
Eu vou perguntar a ele
Por que ele se casou

Madalena do Jucu, cantada por Simone, em Café com Leite.

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publicado às 09:00

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por Carla Hilário Quevedo, em 29.11.05
Eu hoje acordei assim...

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Marylin Monroe*

... happy birthday to us, happy birthday to us, tutututu tutututu, happy birthday to us...

* A imagem foi gentilmente enviada pela querida Sam.

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publicado às 08:21

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por Carla Hilário Quevedo, em 28.11.05
Caprichos

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Alessi Lilliput Salt and Pepper, por Stefano Giovanonni, 1993.

* Ou Indispensáveis©.

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publicado às 19:13

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por Carla Hilário Quevedo, em 28.11.05
Miguel Esteves Cardoso sobre um "Eu sabia que..."

"Ora a Mulher Portuguesa é tudo menos 'compreensiva'. Ou por outra: compreende, compreende perfeitamente, mas não aceita. Se perdoa, é porque começa a menosprezar, a perder as ilusões, e a paciência. Para ela, a reacção mais violenta, não é a raiva nem o ódio - é a indiferença. Se não se vinga, não é por ser 'boazinha' - é porque acha que já não vale a pena."

A Causa das Coisas, Lisboa, Assírio & Alvim, 1986, pp. 98-99.

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publicado às 19:11

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por Carla Hilário Quevedo, em 26.11.05
Ilustração

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Sarah Jessica Parker aka Carrie Bradshaw, overdressed in Paris, nos dois últimos episódios disparatados de Sex and the City.

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publicado às 12:26

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por Carla Hilário Quevedo, em 26.11.05
Modo de vida: cada um sabe de si e Deus sabe de todos, vive e deixa viver e outras coisas do género.

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publicado às 12:22

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por Carla Hilário Quevedo, em 25.11.05
Miguel Esteves Cardoso sobre "Eros"

"Por que é que os homens portugueses dizem das mulheres que acham sexualmente atraentes que são 'boas'? Que quererá dizer esta estranha conotação com a bondade? Os restantes povos latinos dizem coisas bastante mais rudes. Os portugueses acham que as mulheres atraentes são 'boas' porque, ao contrário daquelas que amam, são insusceptíveis de lhes causar grande maldade. As mulheres por quem nos apaixonamos é que são más. Dão-nos cabo da vida, nós damos cabo da vida delas e, se não fosse uma alegria essa guerra, seria uma paz-de-alma, que é como quem diz, uma miséria."

A Causa das Coisas, Lisboa, Assírio & Alvim, 1986, pp. 210-211.

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publicado às 13:55

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por Carla Hilário Quevedo, em 25.11.05
Ninho de cucos (35)

Ultimamente, tenho apanhado o gato Varandas no quartinho dos fundos, deitado à frente do armário, quase a tocar na gaveta de baixo do lado direito. O quartinho, como o diminutivo indica, é pequeno, e o armário ocupa, juntamente com a porta, uma parede inteira. Isso significa que depois do tal armário não há nada, apenas um canto, uma esquina, e depois a outra parede. Se eu fosse gato, escolhia o recanto para me deitar, mas como não sou, na verdade, não percebo nada de conforto (temos muito a aprender com estes bichos sobre a utilização plena do espaço à nossa disposição). Passados uns dias, lá consegui perceber que a posição, embora à primeira vista parecesse estranha, desconfortável, no meio do nada, era também, ou sobretudo, estratégica: ao colocar-se ali, o gato Varandas tem uma visão privilegiada de quem entra. Trata-se, afinal, de um posto de vigia importantíssimo numa casa cheia de segredos. Sempre que entro no quartinho e o vejo ali deitado, com a cabeça levantada e os olhos abertos, pronto para cumprimentar, parece que o ouço dizer em inglês, que o bichano é educado no St. Julian's: "This place is so hot right now".

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publicado às 13:47

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