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por Carla Hilário Quevedo, em 28.12.05
Estado em que se encontra este blogue

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Niki tis Samothrakis e Audrey Hepburn.

Que o ano de 2006 seja excelente! Até já!

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publicado às 18:04

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por Carla Hilário Quevedo, em 28.12.05
Alexandre O'Neill sobre um "Modo de vida"

Fala a sério e fala no gozo
fá-la pela calada e fala claro
fala deveras saboroso
fala barato e fala caro

Fala ao ouvido fala ao coração
falinhas mansas ou palavrão

Fala à miúda mas fá-la bem
Fala ao teu pai mas ouve a tua mãe

Fala franciú fala béu-béu

Fala fininho e fala grosso
desentulha a garganta levanta o pescoço

Fala como se falar fosse andar
fala com elegância muita e devagar.

Poesias Completas, Lisboa, Assírio & Alvim, 2002, p. 133.

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publicado às 17:53

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por Carla Hilário Quevedo, em 28.12.05
Alexandre O'Neill sobre "Ninho de cucos"

"Ela pensava que os gatos eram almofadados por dentro."

Poesias Completas, Lisboa, Assírio & Alvim, 2002, p. 450.

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publicado às 17:52

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por Carla Hilário Quevedo, em 28.12.05
The sound of bomba: já disse aqui que gosto muito da Des'ree? Talvez sem rimar? Bom, agora já disse. No leitor de CD do bomba, toca You Gotta Be!

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publicado às 17:51

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por Carla Hilário Quevedo, em 28.12.05
Uma quase-mais-que-santa mulher


How evil are you?

Via Diário.

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publicado às 14:48

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por Carla Hilário Quevedo, em 28.12.05
Eu hoje acordei assim...

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Grace Kelly

... por vezes, penso no soldado que descobriu Saddam Hussein naquele buraco em Ti Ki e nas angústias que deve ter sentido por não poder resolver o assunto logo ali. Agora temos um doido varrido a gritar com as testemunhas porque não o tratam por Presidente do Iraque. É nestas alturas que penso como a loucura está associada à maldade. Não, com certeza, nem sempre, mas falo, sobretudo, da psicopatia ou da sociopatia. Porque, por exemplo, Monk é um obsessivo-compulsivo que não faz mal a ninguém. Pelo contrário, resolve casos estranhos e difíceis, porque está tão anormalmente atento a pormenores que escapam ao comum dos mortais. Também House tem ali um problema qualquer, além daquela perna, que o obriga a tomar analgésicos a toda a hora. Bom, será mais misantropia do que propriamente uma doença mental. Já Allison DuBois, para qualquer pessoa "normal" é uma verdadeira freak. Mas resolve tudo, às vezes, antes mesmo de acontecer. São loucos que resolvem problemas aparentemente insolúveis, que salvam vidas, que descobrem as coisas mais inacreditáveis. Mas, enfim, Saddam é um psicopata. Um psicopata é diferente de um obsessivo-compulsivo. A loucura e a maldade... A estupidez e a maldade... Nem sempre virão juntas. A vida não é assim tão simples. Embora, em certos casos, seja tão absolutamente clara.

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publicado às 10:44

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.12.05
Cenas da vida conjugal
[A ver Saraband, seis]

- Ele disse Benfica!
- Não disse nada. Lá estás tu!
- A sério que disse. Vou pôr para trás.
- [Johan e Karin, no escritório dele, ambos olham para a fotografia de Anna. Johan fala.] Tak yay elske dai, várias palavras com ø, Saab, Volvo, Nobel, fiorde, Benfica.
- Pois disse!

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publicado às 21:23

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.12.05
Blockbomba: Saraband (um filme espantoso. Agora, sim. Agora percebo).

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publicado às 20:45

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.12.05
Uma santa mulher

You Were Nice This Year!
You're an uberperfect person who is on the top of Santa's list. You probably didn't even *think* any naughty thoughts this year. Unless you're a Mormon, you've probably been a little too good. Is that extra candy cane worth being a sweetheart for 365 days straight?
Were You Naughty or Nice This Year?

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publicado às 17:43

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.12.05
Eu hoje acordei assim...

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Michelle Pfeiffer aka Catwoman

... Ricardo, today is as good a day as any. Ou seja, rinhau prr miu miau rr nhau miu brrr. E isto é uma transformação, não uma metamorfose.

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publicado às 12:09

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por Carla Hilário Quevedo, em 26.12.05
Blockbomba: Land of the Dead (um filme de terror intelectual, que é como quem diz uma bela seca com mortos-vivos que recuperam a consciência e a capacidade de aprendizagem e que se sentem injustiçados pelos vivos - os maus - e com um grupo de esquerda subversiva à mistura, liderado por um irlandês, que tem como objectivo derrubar o Donald Trump lá do sítio. Chatíssimo). Mr. & Mrs. Smith (gostei deste filme por causa dos pormenores absurdos, da cena de pancadaria entre ambos, que é de antologia, e de diálogos como este:

Mr. Smith: It's the second time you try to kill me!
Mrs. Smith: Come on! It was just a little bomb.).

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publicado às 13:05

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por Carla Hilário Quevedo, em 26.12.05
Cenas da vida conjugal

- Vamos à Missa do Galo?
- E a gripe das aves?

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publicado às 12:55

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por Carla Hilário Quevedo, em 24.12.05
O segredo

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Keith Haring

Não sei quando deixei de acreditar no Pai Natal, por isso não deve ter sido nenhuma experiência traumática. Talvez desconfiasse de que seriam os pais a colocar os presentes na cozinha, fazendo de conta que havia alguém que descia pela chaminé. Lembro-me de pedir pormenores sobre a descida e de ficar impressionada com a dificuldade da tarefa: havia alguém que se sujava, que sofria para nos dar qualquer coisa. Porque na minha cabeça o senhor descia mesmo, com o saco às costas e tudo. Não era como agora se vê nos jogos de computador, em que atira os presentes de qualquer maneira pela chaminé abaixo e já está. Havia ali um cuidado, qualquer coisa de muito pessoal.

À medida que os anos passam, gosto cada vez mais do Natal. Quando era criança, adorava. Esse tempo nunca mais se repetirá. A diferença é que há já uns bons anos que não faz mal que não se repita. Cada coisa tem o seu lugar no tempo. O Natal na infância vive em todos os natais, embora estes sejam vividos de outra maneira. Mas há algo que se mantém: o secretismo em torno dos presentes.

A coisa começa mais ou menos no início do mês de Dezembro, com insinuações do género: "No outro dia, vi uma coisa giríssima para te dar". Durante todo o santo mês, a pessoa é massacrada com frasezinhas e sms a despropósito do estilo: "Não sei se já te disse que já comprei uma coisa que vais adorar..." É muito enervante, suscita a curiosidade, alimenta as expectativas e é divertido. Trata-se de um exercício de manipulação amorosa, de diversão no seu estado mais puro; enfim, um acto de cuidado, atenção e amor. A pior coisa que pode acontecer durante esse mês é alguém saber o segredo e, inadvertidamente, contá-lo. Estraga o jogo, arruina a piada, põe-me doente. Toda a preparação até ao dia em que o segredo é desembrulhado é o que realmente tem graça nesta história de darmos coisas uns aos outros. O elemento da surpresa, mais do que não dever ser esquecido, tem de ser estimulado. Na verdade, trata-se de espicaçar o próximo, de o levar a que entre no jogo, ou a um estado de loucura tal, que vamos dar com ele a remexer os armários. Mas os profissionais não guardam surpresas nos armários. As coisas têm sempre de estar noutro sítio. Um bom segredo não se fecha numa gaveta qualquer e pronto. Tem de se levar, buscar, trazer, dá uma carga de trabalhos e é por isso que dar um presente a alguém é um acto de amor. Não é dar simplesmente. É massacrar o próximo com uma informação de que não dispõe e fazer com que acredite na verdade: sim, trata-se de qualquer coisa magnífica de que o outro gostará muitíssimo. Quando chega o dia - ou seja, hoje - ninguém se decepciona.

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publicado às 09:21

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por Carla Hilário Quevedo, em 23.12.05
Feliz Natal

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Keith Haring

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publicado às 20:51

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por Carla Hilário Quevedo, em 23.12.05
The sound of bomba: no gira-discos do bomba, toca uma versão de Santa Baby, cantada por Madonna. Merry Xmas!

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publicado às 20:46

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