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por Carla Hilário Quevedo, em 15.04.07
Morning Carol
by P. G. Wodehouse

Oh! The present is gay,
And the future is bright.
As I lie on my bed
With a heart that is light.
For I think with a smile
(And I know I am right)
That my face is a fairly
Presentable sight,
And I need not get up
For ten minutes quite.
For - Oh! Rapture ecstatic,
I shaved overnight.

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publicado às 12:25

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por Carla Hilário Quevedo, em 15.04.07
Uns sobre outros: "At the age of eleven or thereabouts women acquire a poise and an ability to handle difficult situations which a man, if he is lucky, manages to achieve somewhere in the later seventies." P. G. Wodehouse

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publicado às 12:12

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por Carla Hilário Quevedo, em 15.04.07
Eu hoje acordei assim...

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Louise Brooks

... devo ser a única criatura neste país que não seguiu com atenção nenhuma a saga da licenciatura do nosso Primeiro e que não viu a entrevista nem sequer excertos dela em nenhum telejornal. Nas minas não há antena, não há Internet e não há pachorra. Percebo bem a gravidade da situação, mas não estou para aí virada. A única coisa que me tem divertido (porque quem passa os dias encafuada, só pensa em divertir-se) é a reprodução das fotografias de um Sócrates jovem esgazeado e despenteadão, em tudo quanto é sítio. Meu Deus, que pesadelo, ter as fotografias dos tempos de estudante por aí ao desbarato. As melhorias estão bem à vista, mas há coisas que estão mesmo na nossa cara, não há nada a fazer. A cólera é uma delas. Não conheço o nosso Primeiro, mas vejo ali ira, já desde os tempos de juventude. E a ira é uma grande chatice. Then again, posso só estar a ver na cara do jovem e do actual Sócrates uma característica que me pertence a mim... Além disso, ando cansada com a exploração mineira. Descobri uma mina ao lado a precisar de trabalhos de mineração urgentes, a que terei de dedicar toda a minha atenção durante as próximas semanas. E, de repente, tremi por solidariedade e acenei com a cabeça a dizer que sim, pois é isso mesmo. Mudando de assuntos, nunca tinha lido nada de P. G. Wodehouse, até ao dia em que li com atenção exagerada. Estou completamente rendida ao que Wodehouse representa para mim: a escrita pelo puro prazer da escrita, pelo divertimento que isso provoca. E depois a sensação estranha de que tudo aquilo é completamente inútil, não por ser absurdo, mas por ser mesmo assim ou por estarmos mesmo a ver a cena, e a quantidade de referências eruditas desde Shakespeare, Tennyson a títulos de peças da Broadway, e a opção de resoluções quase sempre frívolas para as situações ainda inúteis mas mais complicadas... uma maravilha, espantoso e hilariante. Entretanto, saiu isto. A ver se encomendo.

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publicado às 11:22