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Rádio Blogue: A professora e a aluna

por Carla Hilário Quevedo, em 31.03.08

Das várias perguntas feitas a propósito do caso mais falado do momento, gosto sobretudo de uma, muito simples: porque é que a professora não pôs a aluna na rua e fez queixa ao Conselho Directivo? É um mistério até hoje por revelar, uma pergunta talvez sem resposta possível. Ao não exercer a autoridade na sala de aula, a professora provocou um dano a si própria, à aluna, à família da aluna, aos colegas, e a todos nós, afinal. O país e o mundo assistiram à aula desta docente, o que a exime de mais avaliações. Aliás, tudo naquela aula é anormal, por isso estranho justificações de sempre ter havido indisciplina na escola. Nunca presenciei este tipo de agressividade colectiva, nem nunca ouvi falar de tal coisa. Esta é, pelo menos para mim, uma novidade assustadora. Não são apenas dois elementos que desestabilizam a aula mas a turma inteira que colabora activamente na estupidez, não havendo ninguém presente para controlar a situação. A professora fez uma queixa judicial contra toda a turma e recupera do choque em recolhimento. A aluna foi transferida de escola e vai ser alvo de processo no Tribunal de Menores. Mas de que servem punições exemplares a alunos insubordinados, se temos professores que não exercem a autoridade na sala de aula? Qual seria o melhor desfecho para este caso?

 

Publicado hoje no Meia-Hora. Deixe a sua opinião através do número 21 351 05 90 ou no Jazza-me Muito. Os seus comentários vão para o ar na Rádio Europa à sexta-feira, às 10h45, e ao domingo, às 14h15.

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publicado às 08:42

Sempre a mesma dificuldade

por Carla Hilário Quevedo, em 31.03.08

(Maggie Estep - I'm An Emotional Idiot So Get Away From Me)

 

Na Vanity Fair de Abril, Alessandra Stanley escreve um longo texto sobre mulheres comediantes. Contrariando um artigo tipicamente misógino de Christopher Hitchens publicado numa edição anterior, os exemplos de mulheres com sentido de humor sofisticado, autoras dos seus próprios números de stand-up comedy, multiplicam-se na televisão. Quando nas telas de cinema víamos Lucille Ball ou Carole Lombard a representar diálogos escritos por homens, reconhecíamos sobretudo o estilo próprio das actrizes. Aquelas mulheres tinham apenas uma graça natural. Já autoras como Sarah Silverman são consideradas perigosas porque são doces ao mesmo tempo que proferem a maior das crueldades, sedutoras e desmedidas. Mas insistir na ideia de que as mulheres não têm sentido de humor é útil por inúmeras razões: 1) uma pessoa com graça é sempre inteligente, mesmo as mulheres; 2) uma piada é muitas vezes interpretada como um sinal de que se compreende melhor as coisas; ou seja, é uma afirmação de poder; 3) o riso é uma manifestação de sexualidade e, como sabemos, isso intimida qualquer macho inseguro. A vida pode não ser fácil para estas mulheres mas estou certa de que será mais livre.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 29-03-08.

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publicado às 08:38

Bomba-correio

por Carla Hilário Quevedo, em 29.03.08

A gentilíssima Helena enviou-me uma série encantadora de passos de tango. Nâo resisto a comentar cada YouTube, um por um. Muito obrigada! 

 

 

Note-se que a parte interior do pé é a base do movimento deslizante, o salto mal toca no chão, e parece que em argentino técnico isto se chama patada para atrás. Será bastante inofensivo, visto que o par está à frente. Nota para os sapatos: 10.

 

 

Parece muito fácil mas não deve ser nada. Nota para os sapatos: 10. 

 

 

Este é o meu preferido de todos, o mais complexo e arriscado. Em argentino técnico chama-se patada para el frente, e como o próprio nome indica, o par não está a salvo. Este passo tem ar de discussão aguerrida mas doce. Nota para os sapatos: 10.

 

 

Também gosto muito deste. Aquele pequeno círculo faz lembrar um tigrezinho que brinca com a comida. Nota para os sapatos: 10.

 

 

Outro passo de que gosto bastante, e que nem sequer se preocupa em parecer fácil. Nota para os sapatos: 10.

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publicado às 20:31

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 29.03.08

Becoming Jane (adorei). The Brave One (gostei muito). Elizabeth: The Golden Age (detestei).

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publicado às 20:23

Sylvie Guillem - Wet Woman

por Carla Hilário Quevedo, em 28.03.08

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publicado às 16:41

Misnomer Dance Theater - Throw People

por Carla Hilário Quevedo, em 28.03.08

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publicado às 16:13

Martha Graham - Lamentation

por Carla Hilário Quevedo, em 28.03.08

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publicado às 15:56

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 28.03.08

Miranda Richardson

 

... e ao quinto episódio, estou viciada em Black Books. Assim, a leitura de Brideshead Revisited só pode seguir a um ritmo muito lento, quase a conta-gotas. É muita coisa maravilhosa ao mesmo tempo, não dá! E depois, o costume. Fico parada imenso tempo em descrições como esta: "Hooper had wept often, but never for Henry's speech on St. Crispin's day, nor for the epitaph at Thermopylae". Estive mais de meia-hora a rir com esta frase. 

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publicado às 09:21

Charlie Chaplin - Table Ballet

por Carla Hilário Quevedo, em 27.03.08

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publicado às 20:39

Bernadette Peters - No One Is Alone

por Carla Hilário Quevedo, em 27.03.08

 

Uma canção belíssima de Stephen Sondheim surripiada ao Devaneios.

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publicado às 20:27

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 27.03.08

Lauren Bacall

 

... desde que a batukada manifestou o seu desconforto com a tradução do título No country for old men que tenho andado a remoer no assunto. E foi precisamente na terça-feira, pouco antes das 19h30, descendo as escadinhas, a caminho da _______ que de repente se fez luz. A batukada tem um apuradíssimo ouvido musical, e por causa desta sensibilidade (que a mim sempre me sensibilizou) devemos levar em conta a sua perplexidade. Pois eu estou certa de que a batukada ouve um "pá" algures na tradução do título e esse "pá" não se coaduna com aquele que é um verso de Yeats. A propósito, não houve cão nem gato que não me dissesse, como ar de quem descobriu a pólvora, "sabes que o título é um verso do Yeats?", ao que eu inevitavelmente respondi, "já sei que sabes pronunciar Yeats, e?". Não é por acaso que tenho poucos amigos. Mas voltando ao assunto que me leva a acordar a fumar, a batukada, quando lê "Este país não é para velhos", lê "Ouve lá, tu não venhas cá! Olha que este país não para velhos, pá!". Esta nossa maneira de dizermos que uma coisa não serve para outra é coloquial - "Epá, isso não é para mim" -, e o título No country for old men não parece ser nada disso. Mas era difícil traduzir de outra forma. Uma outra possibilidade de tradução seria "Não é país para velhos". Iaque! Até porque ouvimos qualquer coisa como: "O menino com essa idade quer ir sozinho à Índia? Ó querido, olhe que não é país para velhos". Não dá, simplesmente não funciona. E depois a palavra "velhos" que pode ser um problema tão grande, por puro preconceito nosso, porque realmente é a melhor tradução para old men. Idosos, senhores da terceira idade ou avôzinhos estão fora deste campeonato. Ganha velhos, paciência. Por mim, traduzia No country for old men por Anton Chigurh, seguindo a boa tradição de títulos que não enganam ninguém, como Hamlet, Othello, Romeo and Juliet. Mas depois ninguém ia ver o filme. É aliás por isso que não traduzo título de filmes! Assim, batukada, terás de ouvir o tal "pá" muitas vezes para finalmente deixares de o ouvir. E, Tiago, que maravilha! Lembrei-me logo deste poema de Kavafis. O Euromilhões esta sexta é meu! 

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publicado às 09:43

Teste, 1, 2, 1, 2... Vamos então ver se o Twingly do Público funciona

por Carla Hilário Quevedo, em 26.03.08
HahahahahahahahahahahahahahahaHahahahahahahahahahahahahahahaHahahahahahaHahahahahahahahahahahahahahahaHahahahahahahahahahahahahahahaHahahahahahaHahahahahahahahahahahahahahahaHahahahahahahahahahahahahahahaHahahahahahaHahahahahahahahahahahahahahahaHahahahahahahahahahahahahahahaHahahahahahaHahahahahahahahahahahahahahahaHahahahahahahahahahahahahahahaHahahahahahaHahahahahahahahahahahahahahahaHahahahahahahahahahahahahahahaHahahahahahaHahahahahahahahahahahahahahahaHahahahahahahahahahahahahahahaHahahahahahaHahahahahahahahahahahahahahahaHahahahahahahahahahahahahahahaHahahahahahaHahahahahahahahahahahahahahahaHahahahahahahahahahahahahahahaHahahahahahaHahahahahahahahahahahahahahahaHahahahahahahahahahahahahahahaHahahahahaha...ai.

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publicado às 20:13

Cinco anos é pouco tempo

por Carla Hilário Quevedo, em 26.03.08

 

Blogoooooooooonnnnn, Luís!

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publicado às 11:08

Brideshead Revisited (4)

por Carla Hilário Quevedo, em 26.03.08

E eu percebo que não goste muito de gostar de Waugh. Mas temos de aceitar esse gosto. E pior seria se gostasse de... Henry Miller.

 

Charles pode ser uma espécie de Leo adulto, sim. Leo é muito enervante, sempre achei. E prefiro de longe (e o mais longe possível) o pai, Edward Ryder, superiormente representado por Sir John Gielgud. Charles não é uma personagem agradável - e é pretensiosa - porque é um homem como tantos outros. Just a regular guy, nada de especial, com todos os deslumbramentos, sobrevivente num meio a que não pertence, com uma certa sacanice e pose típicas de quem está de fora e será sempre de fora.

 

Mas discordo quando diz que a partir do momento em que Sebastian desaparece de cena, tudo corre o risco de ser um desperdício. A substituir Sebastian na história temos Julia, que é uma personagem feminina complexa e realmente interessante (nunca aprecio muito as personagens femininas, e fiquei impressionada com Julia). A importância de Sebastian e Julia compreende-se dado que foram ambos amados por Charles Ryder, que conta a história.

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publicado às 11:01

Brand new Madonna ft. Timberlake muito bem promovido por Ellen DeGeneres

por Carla Hilário Quevedo, em 25.03.08

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publicado às 17:11

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