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Que amor, usava touca!

por Carla Hilário Quevedo, em 26.09.08

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publicado às 17:55

Bernard Williams - Unavoidable Human Prejudice

por Carla Hilário Quevedo, em 26.09.08

 

Segunda parte, terceira, quarta, quinta, sexta, sétima, e as perguntas e respostas: oitava e nona. Pouco sobra de Peter Singer...

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publicado às 17:01

Revista Barcelona

por Carla Hilário Quevedo, em 26.09.08

Una solución europea para los problemas de los argentinos

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publicado às 16:38

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 26.09.08

Joan Crawford 

 

... o último episódio de The Shield é um dos melhores de sempre de todas as séries de televisão que vi - e que já são algumas. Todas as pontas soltas na história resolvem-se naqueles quarenta minutos e pouco. Mesmo pormenores sórdidos dos quais não me lembrava voltam a aparecer com a solução anexada. O nosso herói, um polícia corrupto e boa pessoa que não resistiu a um comboio de dinheiro da Máfia armeniana, trata dos assuntos com uma habilidade e virilidade entusiasmantes. Vic Mackey deve esperar de pé. Digo isto por causa da frase da excelentíssima Domadora de Kant - "Um homem a sério não espera sentado" -, que acompanha a fotografia espantosa de Tolstói publicada neste livro. A frase é muito mais do que um mote, uma dedicatória, um agradecimento. É um modo de vida, uma verdade absoluta, um estado em que se encontra este blogue que em tão boa hora chegou à blogosfera! Hip, hip, hurray! Já uma mulher a sério tem duas hipóteses: ou não espera nem um segundo ou então espera sentada. De pé cansa muito.

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publicado às 10:32

Palestra cancelada

por Carla Hilário Quevedo, em 25.09.08

A de John Kekes, que aqui referi há uns dias. Logo agora que começava a ganhar coragem para pôr a mão no ar...

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publicado às 21:46

Bomba-correio

por Carla Hilário Quevedo, em 25.09.08

O Ricardo enviou-me uma espécie de cabeça de Alan Greenspan numa bandeja de prata, muito obrigada. (Clique na imagem para ver melhor.)

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publicado às 18:53

Momento Salomé do bomba inteligente

por Carla Hilário Quevedo, em 25.09.08

Que alguém me traga a cabeça do Alan Greenspan numa bandeja de prata!

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publicado às 14:36

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 25.09.08

Madonna (por Ellen Von Unwerth)

 

... sonhei que os bancos em Portugal estavam falidos. Não havia dinheiro em lado nenhum. Mas os clientes andavam calmíssimos na rua, a pensar nas suas coisas. Alguns tentavam levantar dinheiro no Multibanco, e quando recebiam a informação no ecrã, em letras garrafais, de que não havia dinheiro nenhum no mundo inteiro, encolhiam os ombros e sentavam-se nos bancos de jardim. Aí lia um livro. Ao meu lado, estava uma criança de uns seis sete anos que me perguntava: "Os americanos já aprovaram a injecção dos setecentos mil milhões de dólares?". E eu respondia: "Parece que está difícil. E nós a darmos tudo por garantido". "Somos umas bestas", respondia a criança. Não tive outro remédio senão concordar.

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publicado às 07:11

E o que eu gosto de sapateado, senhores! (13)

por Carla Hilário Quevedo, em 24.09.08

 

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publicado às 18:27

Estado em que se encontra este blogue

por Carla Hilário Quevedo, em 24.09.08

Pacientemente à espera do quarto álbum de Kanye West

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publicado às 11:16

O Senhor Comentador tem toda a razão

por Carla Hilário Quevedo, em 24.09.08

"Mais tarde, Eanes processou o Estado por discriminação. Estava no seu direito e os tribunais deram-lhe razão. Agora vai receber as suas pensões mas recusou os tais retroactivos. A minha dúvida é se foi a atitude mais correcta. Se tivesse aceite e não quisesse usufruir desse dinheiro, podia ter endossado o cheque para um hospital ou qualquer instituição necessitada que, para a sorte dos poucos filantropos nacionais, não faltam. Podia também, sem deixar de ser digno nem honrado, dividir o milhãozinho e trezentos entre os filhos, netos e parentes pobres. Três tipos de familiares que também não faltam. Enfim, tinha muitas mas muitas alternativas dignas e honradas. Embora todas elas menos históricas e muito menos citáveis." Aqui.

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publicado às 08:58

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 24.09.08

Penélope Cruz

 

... às vezes preferia participar só por escrito, sem ter de estar fisicamente presente em nada. Mesmo numa festa. Enviava uma carta, um bilhete floreado ou um telegrama consoante a intimidade com o anfitrião ou a anfitriã, e pronto. Reflecti muito sobre esta questão nos últimos dias e cheguei à conclusão de que não, não ando preguiçosa nem padeço da terrível doença da timidez. Não é isso: é muito mais desgastante e penoso, embora (agora percebo) de solução mais fácil. Na verdade, sofro de um tipo A de pânico. Um querido amigo diz-me que é "infelizmente, bom". Reconhecido o problema, acordei hoje sem dores nas costas. Apesar da posição.

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publicado às 08:40

A roda de Herman

por Carla Hilário Quevedo, em 23.09.08

Herman José voltou à televisão. Depois do muito incompreendido, muito maltratado e muito desertado Hora H, Herman regressa com um clássico da televisão americana e um êxito pessoal experimentado na RTP: A Roda da Sorte. Como sabem, a longevidade deste concurso em todo o mundo deve-se sobretudo à simplicidade do concurso e à qualidade dos seus apresentadores. Quanto menos sofisticada é a estrutura de um programa de entretenimento, mais se exige de quem o apresenta. Não sei se há outros casos televisivos em que uma figura célebre recupera um formato antigo, quase uma dezena de anos depois, e volta a arrasar como se tudo fosse uma novidade. Seja como for, esta nova edição da Roda serve de exemplo. O programa pode ser antigo, mas Herman está completamente actualizado. Com o capricho e a insolência que o caracterizam, faz o que lhe apetece e diz o que lhe passa pela cabeça. Herman José não está como antes; está muito melhor. O horário do programa talvez ajude a conquistar mais hermaníacos. Mas, acima de tudo, sei que nós, os de sempre, podemos afirmar com orgulho: «Era preciso um concurso para perceberem porque é que o Herman é um Mestre?».

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 20-08-08.

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publicado às 19:01

Acabo por perdoar

por Carla Hilário Quevedo, em 23.09.08

 

Não fui ao concerto de Madonna porque – permitam-me a franqueza – já não a suporto. Acompanhei a sua carreira desde o início, vibrei com o trabalho e o sucesso, e admirei a sua dedicação, disciplina e concentração. Tem a capacidade de surpreender sempre que aparece com um disco novo e gosto genuinamente do que faz. Mas não a aguento. Para tentar perceber a razão desta forte dualidade de afectos revi alguns vídeos antigos da cantora. E percebi. Nos últimos quatro a cinco anos Madonna perdeu o humor, além de ter desistido de se apresentar como um ícone sexual – o que não seria importante se a cantora tivesse conseguido manter a graça manifesta em temas como Erotica, Hanky Panky ou Bye Bye Baby. Mesmo que no seu caso fosse difícil separar o sexo do humor, a verdade é que ambos desapareceram para dar lugar a mais aborrecida contestação política. Madonna, ao abdicar do sexo – e era preciso? – aniquilou o seu talento para a comédia. Ninguém se queixa. E quanto menos exigente for o público, mais xaropes de imagens sobrepostas de McCain e Hitler tem de engolir pela boca abaixo. Como prefiro rever Madonna sexy e com graça, vou ao YouTube em vez de ir à Bela Vista.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 20-08-08.

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publicado às 18:53

Rádio Blogue: Tribunais islâmicos

por Carla Hilário Quevedo, em 22.09.08

Declarações do juiz Nicholas Philips e do Arcebispo de Cantuária, Rowan Williams, no começo deste ano, sobre a aplicação da lei islâmica nos tribunais britânicos geraram uma forte polémica. Mas ao contrário do que parecia, assim fizeram saber Philips e o Arcebispo, a defesa da sharia não se estendia à punição física de ladrões e adúlteras- a saber, cortes de dedos e chibatadas- limitando-se a casos de disputa civil ou familiar. Ora, segundo noticiam os jornais ingleses, os tribunais islâmicos que aplicam a sharia são agora legalmente reconhecidos em Inglaterra. A forte reprovação por parte da opinião pública inglesa não serviu para impedir o surgimento de cinco tribunais com capacidade para julgar casos de disputa conjugal e de propriedade de acordo com a sharia, como, por exemplo, casos de violência doméstica, divórcio e heranças. Os muçulmanos britânicos podem agora ver os seus casos de partilhas resolvidos em tribunais adequados ao seu exclusivo efeito. O Times reporta um exemplo recente: num caso de partilhas entre irmãos - três mulheres e dois homens - as irmãs receberam metade do património que lhes pertenceria por direito segundo a lei britânica. Como recebe esta notícia? Pode haver, no mesmo país, dois tipos de justiça incompatíveis?

 

Publicado hoje no Meia-Hora. Deixe a sua opinião através do número 21 351 05 90 ou no Jazza-me Muito. Os comentários que chegarem até quinta-feira, dia 25, às 15h, vão para o ar na Rádio Europa na sexta-feira, às 10h40, e no domingo, às 14h10.

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publicado às 16:41