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Uns versos de Hesíodo citados por Aristóteles, EN, 1095b10

por Carla Hilário Quevedo, em 06.03.11

O melhor de todos é aquele que pensa por si,

compreendendo o que em seguida e no fim será melhor;

bom é também aquele que obedece a quem bem o aconselha:

mas quem não sabe pensar por si nem, ao escutar outrem,

o guarda no coração, esse é, pelo contrário, um homem inútil. 

 

Trabalhos e Dias, 293-7, tradução de José Ribeiro Ferreira, Lisboa: INCM, 2005, p. 104.

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publicado às 17:59

Apio verde!

por Carla Hilário Quevedo, em 05.03.11

Olha, Tiago: muitos e muitos parabéns pelos oito anos de blogo-idade.

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publicado às 22:10

Estudo comparativo

por Carla Hilário Quevedo, em 05.03.11

A Red Wheelbarrow, William Carlos Williams, 1923

 

so much depends

upon

 

a red wheel

barrow

 

glazed with rain

water

 

beside the white

chickens.

 

A Red Wheelbarrow, Jack Spicer, 1959

 

Rest and look at this goddamned wheelbarrow. Whatever
It is. Dogs and crocodiles, sunlamps. Not
For their significance.
For their significant. For being human
The signs escape you. You, who aren't very bright
Are a signal for them. Not,
I mean, the dogs and crocodiles, sunlamps. Not
Their significance.

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publicado às 18:40

Dois versos do poema 33

por Carla Hilário Quevedo, em 05.03.11

Beethoven o allegro do quarteto 131

(este homem nunca ouviu isto!).

 

João Miguel Fernandes Jorge, Porto Batel 

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publicado às 17:27

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 05.03.11

Red (belo cast, imensos tiros e pouco sangue). Dinner for Schmucks (boring).

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publicado às 17:24

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 05.03.11

Lily Allen

 

... aconteceu com os presentes à espera do sucedido, menos eu, que estava longe de tal se poder passar: uma exibição de falta de respeito e má criação na aula refrescantes. A aluna não tinha razão, não estava a fazer uma acusação justa, nem, quanto a mim, uma crítica acertada, mas foi resfrescante na defesa sincera da sua ideia; ou melhor, da sua irritação. O Professor não só suportou o embate, como seria de esperar, como brincou com aqueles berros apaixonados, seguidos de um «o que é que foi?» insolente, sorridente. Claro que tudo isto também foi bom porque houve risos à mistura. Ali, à tarde, houve uma liberdade fresca na aula. Não houve agressividade, nem cinismo, nem suavidade, nem a defesa racional (que não tem de ser suave, nem o é na maior parte das vezes) de uma ideia: só selvajaria emocional à solta. Adorei, adorei, adorei.   

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publicado às 11:07

Estudo comparativo

por Carla Hilário Quevedo, em 04.03.11

David Touger, advogado de Renato Seabra: Se me oferecer um ano na cadeia, eu aceito.

 

Matilda Jeffries: So I became... bulimic.

Derek Zoolander: You can read minds?

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publicado às 19:01

Rádio Blogue: John Galliano

por Carla Hilário Quevedo, em 04.03.11

Tudo começou quando o estilista principal da Casa Dior foi detido pela Polícia num bar no Marais, em Paris, por ter insultado um casal que ali se encontrava. John Galliano, bêbado e descontrolado, proferiu barbaridades anti-semitas, que o casal filmou com o telemóvel. Antes mesmo de o vídeo estar disponível em todo o lado, o presidente da Dior suspendia o estilista, por ser política da casa a «tolerância zero» a comentários racistas. Dias mais tarde, a suspensão passaria a despedimento e do despedimento viria um pedido de desculpa do costureiro pelas palavras ditas. Galliano passou de estilista talentoso, original, brilhante, a adorador de Hitler e instigador de ódio semita. O que é que lhe deu? Natalie Portman disse estar revoltada com o comportamento de Galliano e afirmou que não se adequava a um mundo que vive da beleza. Karl Lagerfeld disse estar furioso com o comportamento do estilista. Certo é que, ultimamente, o mundo da moda tem mostrado aspectos bem feios. Jovens modelos a morrer de anorexia, crianças usadas em campanhas publicitárias para adultos, assassinos de um lado para o outro na passarela e costureiros anti-semitas. Afinal, o mundo da moda não parece ser diferente do mais comum dos mundos. Só veste, maquilha e penteia com sofisticação. É, no entanto, decepcionante que a beleza dos vestidos não esteja de acordo com a conduta de quem os cria ou apresenta. E a decepção não vende. As afirmações de Galliano são inaceitáveis por incitarem ao ódio e também por serem contrárias a um negócio que vive de imagens de perfeição. A carreira de John Galliano acabou? O que pensa da «tolerância zero» da Dior a comentários racistas?

 

Publicado hoje, no Metro. Deixe a sua opinião através do 21 351 05 90 ou no Jazza-me Muito. Os comentários que chegarem até quinta-feira, dia 10 de Março, às 15h, vão para o ar, na Rádio Europa, na sexta, dia 11, às 10h35.

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publicado às 18:47

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 04.03.11

Sydney Tamiia Poitier

 

... a questão é que, no meio disto tudo, continua a estar frio. Apesar dos dias bonitos, com sol e pouco vento, as temperaturas não têm sido assim tão favoráveis às actividades ao ar livre. Falo até de simplesmente sair de casa, pôr o nariz de fora, o pé na rua. O problema foi ter estado bom tempo há uma semana ou duas. Chegámos a ter uns muito razoáveis vinte e um graus, o que para Fevereiro (já foi em Fevereiro) parecia promissor. As expectativas alegraram com a subida da temperatura. Mas acabaram goradas neste ventinho gélido que se faz sentir. É estranho contarmos com a incerteza do clima, e mesmo assim acreditarmos que os vinte graus de Fevereiro representam uma mudança precoce de estação. Resumindo, houve dias confortáveis, a que se seguiram dias frios, mascarados de Primavera. Por fim, havemos de ter chuva, vento e frio durante o fim-de-semana, que é para aprendermos a aceitar que o tempo é mesmo assim.  

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publicado às 08:57

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 02.03.11

Despicable Me (Óscar de Melhor Filme, mas de caras). Larry and the Real Girl (conto de fadas com uma boneca insuflável: um filme curioso sobre verdade e realidade). Salt (o meu Marido sempre acreditou na inocência da Jolie da Angelina).

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publicado às 19:11

Coisas que melhoram algumas vidas (130)

por Carla Hilário Quevedo, em 02.03.11

 

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publicado às 19:01

Estudo comparativo

por Carla Hilário Quevedo, em 01.03.11

I'm beautiful in my way

'Cause God makes no mistakes

I'm on the right track baby

I was born this way

 

Lady Gaga, Born This Way, 2011

 

Eu nasci assim,
Eu cresci assim,
E sou mesmo assim,
Vou ser sempre assim,
Gabriela, sempre Gabriela

 

Dorival Caymmi, Modinha para Gabriela, 1973

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publicado às 20:33

Vida real (18)

por Carla Hilário Quevedo, em 01.03.11

Mais duas fotografias da Poesia Incompleta.

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publicado às 17:27

O achamento da Poesia Incompleta

por Carla Hilário Quevedo, em 01.03.11

Uma amiga falou-me de uma livraria situada em Lisboa, no número 11, da Rua Cecílio de Sousa, chamada Poesia Incompleta, e que, indesculpavelmente, não conhecia. Mal sabia eu a hora feliz que me aguardava, não só por ter encontrado os livros de poesia que procurava, mas por aqueles que não sabia que devia procurar e que também me encontraram. A hospitalidade do dono fez toda a diferença. A sua paixão pela poesia, a sua informalidade e, ao mesmo tempo, a sua delicadeza melhoraram o meu dia. O momento alto viria nos minutos quase finais da conversa. Para provar o seu ponto de vista, não hesitou em abrir um livro que a própria editora, certamente para evitar profanações, tinha sufocado em plástico; tudo para mostrar um poema que defendia ser incriminatório. Mas não o mostrou. Leu-o em voz alta. Tenho assistido a muitas leituras de poesia, mas poucas vezes ouvi ler um poema com aquela exactidão, precisão e elegância. Não sei se é habitual que Mário Guerra o faça. Quero pensar que sim; que é uma prática diária. Tive muito gosto em conhecer um livreiro que sabe o que faz, ama o que faz, e lê poemas assim. A Poesia Incompleta abre todos os dias, excepto ao domingo.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 25-2-11

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publicado às 17:18

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