Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Tor would like to quit and be a florist

por Carla Hilário Quevedo, em 17.04.11

Gunther does interior design
Ulf is into mime
Attila's cupcakes are sublime
Bruiser knits
Killer sews
Fang does little puppet shows

And Vladimir collects ceramic unicorns

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:53

Skip the drama

por Carla Hilário Quevedo, em 17.04.11

Stay with mama

 

(Só pode ser uma homenagem a Sondheim.)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:31

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 17.04.11

The Social Network (bem escrito, bons diálogos, e muito boa a ideia de que o ressentimento motiva a execução de uma ideia de milhares de milhões; contudo, apesar de perdedores, prefiro os cavalheiros de Harvard, os autores da ideia, ao motivado Zuckerberg). Fair Game (um bom marido é sempre uma óptima personagem). Tangled (dos filmes mais bonitos que vi nos últimos tempos, sondheimeano e muito girlie, com a filha do desenhador Glen Keane a ajudar).

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:17

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 17.04.11

Esther Williams

 

... das várias novelas deprimentes que o País nos tem para oferecer, a de Fernando Nobre como candidato-a-deputado-só-se-for-PAR é a mais triste. Sim, há coisas mais graves a acontecer: a perda de soberania é agora conhecida, somos governados por uns branquelas a precisar de praia, e vamos ter umas eleições em que nos pedem para elegermos não sei bem o quê, visto que quem governa o País são as criaturas de pasta preta que vimos no outro dia. Esta é a realidade em Portugal. No meio disto, está o Presidente da AMI, dedicado toda a vida a causas humanitárias, a exibir uma vaidade desagradável numa entrevista em que diz muito claramente que se não for eleito PAR renuncia ao cargo de deputado. Até para uma pessoa que já não se espanta com nada, isto é espantoso! Fernando Nobre apareceu com um discurso muito pobre nas Presidenciais, mas mesmo assim conseguiu arrecadar uns quantos votos, de gente que no meio do desespero e indignação deixou de saber distinguir entre um candidato que respeita a cidadania e alguém que simplesmente não faz ideia do que diz. Dizem por aí que merecemos o que temos. Francamente, também não acho. Nem todos, pelo menos. Mas a vida é mesmo assim. Perante este estado de coisas, presente e futuro, o melhor é estudar e ler, ir à praia, paper mache, a bit of ballet and chess...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:32

Estudar +

por Carla Hilário Quevedo, em 15.04.11

As aulas são às 18h30. Para + informações, veja aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:50

Adenda

por Carla Hilário Quevedo, em 15.04.11

O iPad 2 chegou a Portugal e esgotou logo. Foram cinco mil tablets vendidos em dois dias. A notícia não me pareceu nada de especial. Se não tivermos cinco mil pessoas que podem comprar este gadget maravilhoso, é muito mau sinal. Dias depois, li que cerca de 4800 foram comprados com o cartão de crédito*! Estamos mesmo pior do que pensávamos.

 

* E não acredito que todos paguem a totalidade mensal do cartão.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:38

Rádio Blogue: Crédito fácil

por Carla Hilário Quevedo, em 15.04.11

O Fernando sonha com viagens. Mas com três filhos era difícil realizar os seus sonhos. Um dia pediu um empréstimo e levou a família numas merecidas férias às Caraíbas. Como? Pediu dinheiro emprestado a uma empresa de crédito a particulares. O juro não era alto e a taxa fixa convencera o Fernando de estar a fazer um óptimo negócio. Mas a vida mudou. As férias nas Caraíbas correram mal e a mulher pediu o divórcio. Com apenas um salário para tantas pensões de alimentos, o Fernando deixou de cumprir o pagamento da mensalidade à empresa de crédito. Nunca mais teve férias na vida. A Vanda e o Paulo moravam numa casa velha e um dia decidiram fazer obras. Pediram dinheiro emprestado a uma empresa de crédito a particulares. O juro não era alto e a taxa fixa convencera ambos de estarem a fazer um óptimo negócio. Mas a vida mudou. A empresa onde a Vanda e o Paulo trabalhavam fechou e deixaram de pagar a mensalidade à empresa. O Luís queria muito ter um iPad. Quando percebeu que o banco o financiava para o comprar em suaves prestações de quarenta euros por mês, durante 24 meses, nem hesitou. Era só mais um empréstimo que contraía, além do crédito à habitação, o empréstimo para pagar o carro e o cartão de crédito. Eram só mais quarenta euros por mês. Um dia o Luís viu que o banco afinal era o dono de tudo o que achava ser seu. Vendeu o carro, pagou o empréstimo automóvel e passou a andar de autocarro. Graças a um segundo emprego, durante dois anos pagou o cartão de crédito e o iPad. Manteve o crédito à habitação. Passados dois anos, no dia mais feliz da sua vida, o Luís cortou o cartão de crédito à tesoura. O crédito fácil ajudou à ruína dos portugueses?

 

Publicado hoje, no Metro. Deixe a sua opinião através do 21 351 05 90 ou no Jazza-me Muito. Os comentários que chegarem até quinta-feira, dia 21 de Abril, às 15h, vão para o ar, na Rádio Europa, na sexta, dia 22, às 10h30.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:32

Dos Modernos

por Carla Hilário Quevedo, em 12.04.11

James Rosenquist, The Book Disappears for the Fast Student, 1977

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:04

Não posso fazer nada

por Carla Hilário Quevedo, em 12.04.11

Fumar está outra vez na moda. E as produções das revistas femininas têm ajudado à festa. Ao contrário de Euan Ferguson, no Guardian, não sou, nunca fui, nem serei fumadora, e por isso espero que esteja enganado. Temo, no entanto, que as restrições cada vez mais rígidas aos fumadores estejam a torná-los em heróis trágicos da liberdade. Digo trágicos por razões de saúde mais que provadas e comprovadas. Mas um herói que não morra pela causa – ou um herói com final feliz – não é bem um herói, pois não? A questão é que apesar do vício desagradável, do cheiro incómodo, da fumarada que irrita todos os sentidos de uma pessoa, e do perigo de incêndio involuntário, fumar tem uma certa pinta. Uma femme fatale, um detective dos de antigamente, um escritor revoltado, um pintor alucinado, um poeta implacável só podem, além de beber, fumar. Sei que são clichés, mas não tenho culpa de quase dois séculos de imaginário cultural não poderem ser apagados por vinte anos de União Europeia ou seis de ASAE. Repito que não fumo, nem fumarei, mas percebo que estou de fora quando vejo a Moss a desfilar envolta em fumo ou apanho a Bacall no ecrã da televisão de cigarro na boca.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 8-4-11

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:49

Mais um passo

por Carla Hilário Quevedo, em 12.04.11

Investigadores da Universidade do Michigan fizeram ressonâncias magnéticas a 40 pessoas com desgostos de amor e confirmaram que a dor que sentem, ao verem uma fotografia da pessoa que lhes partiu o coração, é verificável. Ou seja, estas não são dores imaginadas: são físicas. Alguns especialistas comparam este sofrimento ao dos doentes de fibromialgia, que padecem de dores fortes e localizáveis, como as reumáticas, embora situadas nos músculos e tendões. Com esta informação, vemos de outro modo o final de Romeu e Julieta, mas também imaginamos mais soluções para suavizar as maleitas do coração que ama. Sabemos que, durante séculos, o suicídio e o álcool foram a única forma de acabar com aquele tipo de dor que muda a nossa vida. Com estas novas descobertas, é possível resolver o problema de modo menos drástico. No Boston Globe, Deborah Kotz aconselha Tylenol. Outros especialistas verificaram que, em casos menos dramáticos, como não termos sido convidadas para o aniversário da nossa melhor amiga, uma aspirina funciona muito bem. São soluções que confirmam a atitude dos românticos dos séculos XVIII e XIX, que acabavam os seus dias encharcados em ópio e láudano.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 8-4-11

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:43

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 10.04.11

Mila Kunis (não é grega, mas é ortodoxa)

 

... e estes dias lindos? Estamos na falência, mas o sol brilha como desde Outubro do ano passado não víamos. Foram meses sombrios, e agora isto: uma luz maravilhosa, o tempo quente, nada de vento. Temos reunidas as condições para dormir ao relento, caso não nos emprestem os 80 mil milhões que os jornais anteontem davam por garantidos. Éolo e Éter estão do nosso lado. Gregos, lá está.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:22

...

por Carla Hilário Quevedo, em 09.04.11

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:42

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 09.04.11

Ava Gardner (bem acompanhada)

 

... o estado da Nação foi de novo discutido no célebre almoço de sexta, que por vezes é à quarta, e às vezes é jantar. É o momento da semana em que a democracia cristã se reúne à mesa com o socialismo e discute livremente sobre os temas nacionais que preocupam ambos. A dada altura lá aparece um inflamado «É incrível o que têm dito de Sócrates!». A resposta é tranquila: «Mas a crise não tinha acabado, as contas não estavam controladas e até só tínhamos - só! - dez por cento de desempregados? Merece boas palavras?». O socialista não militante do grupo, no entanto, é dos que está visivelmente combalido com a triste situação em que o País se encontra. Pergunto-lhe como o PS insiste em Sócrates, quando, ao contrário do que se passa neste momento no PSD, têm pessoas com qualidade, como é o caso de Francisco Assis. Fica cabisbaixo e muda de assunto. Estamos todos apreensivos com a falta de ideias do PSD, que já teve mais que tempo para apresentar o seu programa. É muito preocupante que um partido há um ano e meio na oposição não tenha um programa bem estruturado, com ideias concretas sobre como tirar o País deste buraco. A austeridade será necessária, mas vai criar mais pobreza se não houver ideias para evoluírmos. E é esta a dificuldade: conjugar os cortes na despesa com a revitalização da economia. Os partidos têm de apresentar ideias práticas sobre como mudar a sério o país, antes que tudo para sobreviver. Pessoalmente, na campanha eleitoral, não quero ouvir a palavra 'esperança' dita por políticos, nem conversas do «Foste tu!» e «Não, foste tu!». Funcionam em países com poucas dificuldades, o que não é o caso. Se querem o meu voto, vão ter de o merecer. Uma boa maneira de o conseguirem é pelo pragmatismo nas propostas, associado à retórica. Sejam práticos nas ideias e claros no discurso e talvez conquistem a minha atenção. Não falámos sobre a necessidade de cada um trabalhar melhor, porque sabemos que nada se faz sem esta atitude essencial no desempenho de qualquer tarefa. Nos almoços, falamos mais sobre o que precisamos de compreender melhor.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:27

...

por Carla Hilário Quevedo, em 08.04.11

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:43

Violência no futebol, etc.

por Carla Hilário Quevedo, em 08.04.11

Há coisas que nunca mudam. As claques de futebol torcem a favor do seu clube e contra o adversário. Os clubes de Lisboa não suportam os clubes do Porto e a falta de amor é retribuída na mesma medida. Os dirigentes dos grandes clubes não perdem uma oportunidade de provocar o próximo, sobretudo a poucos dias das finais de campeonatos. Faz parte do ofício de treinador de futebol provocar o seu homólogo da equipa contrária em conferências de imprensa. Os comentários de desafio fazem parte da contenda desportiva em geral e do espírito do jogo em particular. Interessa, entretanto, saber quem ganha, quem perde e, sobretudo, quem sabe jogar futebol – o jogo que mais adeptos une em todo o mundo. Ultimamente, no entanto, temos assistido a batalhas campais. Os apedrejamentos de autocarros são um hábito. As claques são compostas por elementos violentos, que acabam na esquadra ou no tribunal, em vez de acabarem no estádio a festejar a vitória ou a chorar a derrota do seu clube. Os dirigentes perdem a cabeça por tudo e por nada e não se preocupam em ter a mínima contenção nas acusações ao adversário. A conversa futebolística é insultuosa e agressiva, quando devia ter humor. Um exemplo flagrante da falta de sentido de humor no futebol português foi a ausência de observações engraçadas na imprensa desportiva sobre as recentes declarações de Paulo Futre. As multidões a transportar em charters para Portugal por causa de um jogador chinês não causou o mais ténue sorriso aos comentadores desportivos. Concluo que vivemos num país em que o futebol não é para brincadeiras. O insulto é aceite pela sociedade portuguesa? O tom incontido do discurso futebolístico passou a ser comum noutros meios, como o político, por exemplo?

 

Publicado hoje, no Metro. Deixe a sua opinião através do 21 351 05 90 ou no Jazza-me Muito. Os comentários que chegarem até quinta-feira, dia 14 de Abril, às 15h, vão para o ar, na Rádio Europa, na sexta, dia 15, às 10h30.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:37